Parabéns, Astrid Annabelle, pelo seu aniversário

30 de maio de 2012 · 3 comentários



Parabéns, Astrid Annabelle, pelo seu aniversário.





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Recomendo a leitura deste magnífico texto de Vera Braz Mendes: «Vénus - Amor no Coração do Sol»

26 de maio de 2012 ·


É imprescindível a leitura deste magnífico texto

[Clique no título do artigo]

Vera, grato pela referência no seu texto.

Sem dúvida alguma dos melhores textos que li sobre a
Vénus retrógrada que actualmente vivenciamos.

[Quando o chamamento é imperioso, é necessário interrompermos
o descanso do fim-de-semana. Foi o caso. Bendita interrupção.
Agora, com a missão cumprida, é hora de desligar o computador.]


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United Astrology Conference 2012 - «Venus on the Rise! From the Heart of the Galaxy to New Orleans»

23 de maio de 2012 · 5 comentários


Este enorme evento astrológico realiza-se este ano na cidade
de New Orleans, no estado da Louisiana.
De 24 a 29 de Maio.

Este evento só se realiza a cada 4 anos.
Minhas referências ao evento de 2008. Aqui. Aqui.
Sei que há mais 1 post, mas não o localizei.

Saiba tudo consultando o site deste mega evento:

Página no Facebook, aqui.

O astrólogo português Nuno Michael estará presente numa das palestras, com o tema «From Self-Awareness to Consciousness: Integrating Psychological and Spiritual Astrology». No dia 25 Maio, Sala 6, das 16h30 às 17h45. Ver mais aqui.

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«Gémeos: o Um que é Dois, que são o Três…» por Jorge Lancinha

22 de maio de 2012 · 1 comentários


«Estamos no terceiro mês de Primavera e o Sol entra no terceiro signo do Zodíaco: Gémeos. E tratando-se de Gémeos, era imperativo nomear este artigo com um trocadilho. O jogo das palavras é o deleite deste signo…

Como o nome indica, Gémeos são dois. Na mitologia clássica, são dois irmãos, Castor e Pólux, seres idênticos, espelho um do outro. Um é filho de Tíndaro, rei de Esparta, e outro de Zeus, soberano dos deuses. Um é mortal, filho do Homem, e o outro imortal de divina paternidade. Esta dualidade simbólica é presente em todos nós: somos Um, mas divididos entre o Céu e a Terra. Somos filhos da matéria enquanto corpo mas a nossa essência é espiritual. Mas, tal como no mito dos dois irmãos, é a ascendência divina que prevalece, resgatando da morte a sua contraparte terrena (perante a morte de Castor, Pólux partilha com este a sua imortalidade).

Da interacção entre dois princípios, surge um terceiro. E aqui temos esta sagrada matemática: o Um, que se desmultiplica no Dois, que produz o Três. O princípio espiritual de Carneiro, reflectido na materialidade concreta de Touro, encontra em Gémeos a síntese através da Mente. Gémeos é portanto o nascimento da Mente, uma mente ainda superficial, centrada no fluxo da informação.

É aqui a alvorada da Palavra. E com ela podemos nomear, falar, aprender… Gémeos tem fome de informação e sede de comunicar. Quer tudo saber, tudo abarcar. A sua mente é uma biblioteca de factos, de curiosidades, de pequenos apontamentos enciclopédicos. O seu saber é pouco profundo, naturalmente, mas extraordinariamente abrangente. E assim deve ser, neste estágio inicial, em que é preciso experimentar, testar, deixar a curiosidade tomar o leme da descoberta.

Mercúrio (Hermes) é o planeta regente de Gémeos. Deus das trocas e do comércio, das rotas e das viagens, ele é o mensageiro dos deuses. A sua função é estabelecer pontes e engendrar soluções nas quais a sua inteligência astuta e engenhosa sobressai. Mercúrio é extremamente multifacetado e versátil, ao ponto do mimetismo. Ele simboliza a mente geminiana, capaz de tomar a forma de tudo aquilo que toca. A forma, mas não a essência…

Apesar do imenso poder que a sua inteligência lhe concede, Mercúrio revela um carácter algo infantil nas suas motivações próprias, que não vão muito além da curiosidade e do gozo lúdico do puzzle mental. Ele está sempre presente, cumprindo tarefas essenciais, mas invariavelmente ao serviço de directivas superiores. E é de facto este o papel da mente racional/prática que todos possuímos: estar ao serviço da vontade superior do Eu, executando tarefas, estabelecendo ligações, comunicando, aprendendo. E quando digo do Eu, digo também do Projecto Colectivo.

O estágio de Gémeos concede ao Homem esta extraordinária ferramenta que é a mente. E o desafio, mais uma vez, é a integração: desenvolver o intelecto sem nos perdermos na sua engenhosa teia de simulacros.
A Verdade não é do domínio da mente mercuriana. Chegar à verdade requer silêncio… para ouvir. E o silêncio é a maior conquista de Gémeos. Nas palavras de Pessoa, Gémeos ele próprio: "Há tanta suavidade em nada se dizer e tudo se entender…"»

Jorge Lancinha


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Globos de Ouro - XVII Gala

21 de maio de 2012 ·


Premiados com o Globo de Ouro,
na noite do eclipse, 20 Maio 2012.
O glamour português.

REVELAÇÃO DO ANO - Nélson Oliveira (desporto)

MÚSICA
Melhor Intérprete Individual - Jorge Palma, com «Com Todo o Respeito»

Melhor Grupo - Amor Electro, com «Cai o Carmo e a Trindade»

Melhor Tema - "A Máquina", de Amor Electro («Cai o Carmo e a Trindade»)

CINEMA 
Melhor Atriz - Rita Blanco, em «Sangue do Meu Sangue»

Melhor Ator - Nuno Melo, em «O Barão»

Melhor Filme - «Sangue do Meu Sangue», de João Canijo

DESPORTO
Melhor Desportista Feminino - Telma Monteiro (Judo)

Melhor Desportista Masculino - Cristiano Ronaldo (Futebol)

Melhor Treinador - André Villas-Boas (Futebol)

TEATRO 
Melhor Atriz - Sandra Faleiro, na peça «Quem tem medo de Virginia Woolf?»

Melhor Ator - Ivo Canelas, na peça «Amadeus»

Melhor Peça/Espetáculo - «A Varanda», encenação de Luís Miguel Cintra

MODA 
Melhor Modelo Feminino - Sara Sampaio (Central Models)

Melhor Modelo Masculino - Gonçalo Teixeira (Central Models)

Melhor Estilista - Miguel Vieira


Prémio de Mérito e Excelência - Francisco Pinto Balsemão

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O Sol entra em Gémeos

20 de maio de 2012 · 8 comentários


Por sugestão do Marcelo Dallaaqui

Missão superior:
Aprender a utilizar os dois lados do cérebro, equilibrando a intuição e a lógica.


Depois do Touro vem o Signo de Gémeos. É o Ar do 1º Nível. Simboliza a forma mais imediata e abstracta e comunicação. Gémeos é a passagem de informação. Ainda indiscriminada, esta informação contém em si a dualidade do signo. É a informação pela informação: a pequena notícia, o dizer do dia-a-dia. Informação quantitativa e não qualitativa. Gémeos é a primeira forma de aprendizagem, aquilo que imediatamente se pode saber.
Em Gémeos ainda há interrogação sobre o valor do conhecimento. É a mente jovem, o prazer de descobrir as coisas. Os Gémeos são curiosos, leves, mutantes, duplos como o seu próprio signo. Querem tudo saber, tudo relacionar. São a ponte verbal, o Ar em movimento, a dinâmica do relacionamento inteligente.
Em Gémeos o pensamento não nasce da emoção, encontra-se dissociado do mundo interior. Entre o pensar e o sentir ainda não há diálogo nem compromisso.


Regente: Mercúrio

Mercúrio é a primeira expressão da inteligência sobre a terra, a ligação abstracta entre duas realidades. A mente que pensa de fora-para-fora, espontânea, ainda não interiorizada, extrovertida, não reflexiva, não psíquica.

O regente da alma ou esotérico de Gémeos é Vénus.



1º nível de evolução: É a área da comunicação imediata. O dia-a-dia das relações, o mundo quotidiano como campo de troca verbal. Exprime a relação com os irmãos, a pequena informação dada à pessoa mais próxima, a forma como respondemos aos encontros casuais. É a esfera de relação mais prosaica do Zodíaco.

2º nível de evolução: Revela-se o intelecto, a mente concreta, a aprendizagem, o ensino. Neste nível define-se a forma como apreendemos inteligentemente o real e o sabemos revelar aos outros. É o campo do estudo primário e secundário. Na Casa 3, o signo que abre esta casa informa sobre o tipo de energia que activamos ao aprender e comunicar. Neste nível situa-se o jornalismo como via imediata de informação, a capacidade de relações públicas, a facilidade de verbalização em qualquer sítio ou lugar. Ainda não está bem presente a regência da alma: Vénus.

3º nível de evolução: Informa sobre a qualidade que se desenvolve ao aprender e que se expande ao ensinar. É o nosso poder mental. O modo como cada um assimila e transmite o conhecimento. O que o ensino pode trazer como valorização do Eu, como auto-descoberta. O tipo de confiança mental que o estudo nos pode despertar como valorização intelectual. É quando se coloca Amor na mensagem. Já a ser regido por Vénus, o planeta regente da alma de Gémeos.

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A notável leitura de Marcelo Dalla sobre o eclipse do dia 20 Maio 2012

19 de maio de 2012 ·



Tudo muito bem explicado, aqui.

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O Sol está hoje no meu Ascendente. Um 'pequeno nada' que me deixa sempre muito feliz

18 de maio de 2012 · 9 comentários


O 18 de Maio [às vezes é a 19] é aquele dia do ano que gosto muito. Um momento único, uma vez por ano, no mapa de qualquer um de nós, variando os dias consoante os mapas.


Tudo isto porque hoje o Sol em trânsito está conjunto ao meu Ascendente (no grau 27 de Touro), iluminando todo o meu mapa e a minha vida.


Nem imaginam o quanto me sinto feliz com este pequeno nada, por este pequeno acontecimento. Ocorrem sempre coisas boas nos dias anteriores e nos seguintes. Voltou a acontecer! Estou mesmo sorridente.


Os amigos mais antigos deste blogue talvez se lembrem da ilustração acima, que é sempre a mesma que uso para «este» dia especial, desde que criei o blogue. Pode comprovar aquiaqui - aqui - aqui]. Um gemeniano também tem as suas rotinazinhas.

Não imaginam como me sinto feliz com este pequeno nada. Por isso, aqui ficam os meus agradecimentos:

- Grato a quem vem a este blogue e também aos que comigo interagem no «Facebook», «Google+» e também, aos que convivemos no chão deste nosso planeta.

- Grato aos amigos que fui fazendo.

- Grato aos «inimigos» que fui colectando, também.

- Grato às minhas irmãs.

- Grato ao Tibério e ao Preto.

- Grato à Astrid Annabelle, minha alma irmã neste planeta e em toda a Criação, desde a Origem dos Tempos.

- Grato a mim mesmo, por cada vez me aceitar melhor.

- Grato a todos os astrólogos e praticantes ou estudantes de astrologia.

- Grato à astrologia e aos clientes, às pessoas e amigos que vou tendo e que aceitam o meu trabalho. Uma especial gratidão à Luísa Sal e ao «Cristal de Cura»; ela sabe o porquê.


- Grato aos astrólogos, colaboradores, visitantes e leitores do site «Escola de Astrologia Nova-Lis». Este site já não me pertence, pois foi doado ao universo. Simplesmente, faço a sua manutenção. Foi um prenúncio dos Novos Tempos para o movimento astrológico em língua portuguesa no Sec. XXI.

- Grato a todas as pessoas que compartilham o grupo privado «Ilha», no Facebook.

- Grato a todos aqueles que reconhecem o trabalho que desenvolvo, desinteressadamente.

- Grato ao universo por me ajudar a viver de forma prazenteira.

- Grato pelo bem que me faz escutar este mantra delicioso - «Gayatri Mantra» [ou estas versões: aqui - aqui -aqui]. Das minhas vidas hindus. Fechem os olhos e oiçam. 

- Grato pela canção que em mim ressoa como representativa de muitas minhas reencarnações passadas, o olhar para o Alto e o Além: «Les temps des cathedralles». 


- Grato à energia intrínseca do «Cova do Urso», como parte integrante de mim mesmo. 

- Grato aos meus entes falecidos e à minha comitiva espiritual.

- Grato a Jesus, que amo incondicionalmente.

- Finalmente, Grato a Deus. Como sabem, diz-se assim: «Graças a Deus».

Envio, espalho, reparto, partilho e recebo bençãos de todos e para todos.

Muito obrigado por todos que fizeram, fazem e farão parte desta minha caminhada, nesta minha última reencarnação, neste planeta que eu amo.

Abraços + beijos a todos.

António

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John Dee, o astrólogo de Elizabeth I de Inglaterra

15 de maio de 2012 · 21 comentários

A australiana Cate Blanchett na personagem "Elizabeth de Inglaterra".

Foi com agrado e alguma surpresa que assisti a duas cenas do filme “Elizabeth, the Golden Age”, em que aparece a figura de John Dee, o astrólogo da rainha inglesa. Numa delas, a rainha manda sair da sala as suas aias e pede-lhe previsões pessoais [a consulta até aí, era sobre o seu reino], ao que Dee respondeu que teria que levantar outras cartas pois não era um profeta e que a astrologia era uma arte e não uma ciência, pelo que se poderia enganar. Simplesmente fantástico em termos de divulgação mundial.
Outra informação prestada por John Dee nesse filme remete-nos imediatamente para a astrologia (medieval e tradicional) praticada na época. Os astrólogos (então não eram assim chamados) levantavam mapas para os seus “senhores”, no género masculino. Elizabeth I era rainha. Portanto, era um “príncipe do género feminino” o que provocava estranheza e algumas dúvidas sobre se a astrologia funcionava de igual modo que para os príncipes do sexo masculino. Até porque a sua antecessora e meia-irmã Maria, tivera um reinado curto de menos de 2 anos. Hoje em dia, nós, estudantes de astrologia nem nos apercebemos destas minúcias, pois aprendemos a diferenciar certos aspectos astrológicos, consoante o género. O que hoje sabemos veio de pessoas como John Dee e outros. Estamos a falar de ocorrências do século XVI.

Estas cenas fizeram-me ir à minha base de dados onde guardo os meus apontamentos sobre ocultismo, angeologia e outras questões esotéricas. Aqui deixo uma informação muito reduzida e condensada do que lá tenho sobre John Dee.
Nasceu em Londres, em 1527, filho de um criado do Rei Henrique VIII. Desde muito jovem que se interessou por ocultismo e dedicou-se ao seu estudo profundo. Deixou muita documentação escrita sobre as suas práticas. Uma característica importante foi nunca ter ocultado a sua prática ocultista, como Agrippa o fez, por exemplo. Nunca escondeu a sua Arte. É muito fácil ainda hoje cairmos na tentação de considerarmos estes estudiosos ocultistas de magos, feiticeiros, alquimistas, astrólogos, filósofos, criadores, inventores, etc. Na época eram tudo isto. Muitas vezes também eram médicos. Não havia “astrólogos” no conceito que hoje existem. Havia os "Artistas". Não havia a moda recente de alguns considerarem-se "espiritualistas", como se a espiritualidade fosse um ramo alheio ao ocultismo.

Foi apadrinhado por diversas personalidades poderosas, incluindo a Rainha Elizabeth I, o Conde Albert Lasky da Polónia, o Rei Estevão da Polónia, o Conde Rosenberg de Trebona e Sir Walter Raleigh. Em vez de entrar em conflito com as autoridades, beneficiou da sua ajuda e apoio. Após uma deslocação a Lovaina e Paris onde obteve um êxito tremendo com as suas palestras, regressou a Inglaterra, e descobriu que se havia tornado algo semelhante a uma celebridade. Hoje, seria o equivalente a uma vedeta da canção pop, pelas suas aparições em público, com as suas palestras, as suas ideias muito avançadas sobre astrologia, além de profundo conhecedor da magia dos anjos. Assim, criou a reputação de mago e feiticeiro, quando na verdade, era um intelectual e estudioso de documentos muito antigos.
Após a morte do Rei Henrique VIII, sucedeu-lhe Eduardo (num curtíssimo reinado), que impressionado com John Dee, concedeu-lhe uma pensão vitalícia de 100 coroas por ano. Para termos uma perspectiva desse montante naquela época, uma família inteira poderia viver folgadamente com uma fracção desta quantia. A concessão desta pensão constituiu o reconhecimento de que John Dee era o maior estudioso do seu tempo.É verosímil que nesta data John Dee tenha conhecido a então princesa Elizabeth, se, de facto, não a conhecera antes, enquanto pequeno. Sendo alguns anos mais nova do que ele, atractiva e também muito estudiosa, é plausível que Dee desenvolvesse uma paixão pela jovem princesa. Ou talvez tenha sido ao contrário. Em todo o caso, houve uma inegável afeição entre ambos, que perdurou por todas as suas longas vidas.

Elizabeth era filha de Ana Bolena e do r
ei Henrique. Na época, ela era considerada uma bastarda com poucas hipóteses de alguma vez ascender ao trono. Seja como for, Elizabeth nunca o desamparou no longo período da sua associação — mesmo quando ele tornou-se impopular entre os seus súbditos — e Dee também nunca a abandonou, considerando-a a sua protectora máxima, até quando viajava pelo estrangeiro. O rei Eduardo não viveu por muito tempo e foi sucedido, não por Elizabeth, mas por Maria, a filha da primeira mulher de Henrique, Catarina de Aragão.A princípio, a mudança na realeza não afectou John Dee; contudo, quando a rainha Maria se comprometeu a suprimir a heresia protestante, o trabalho de John Dee ficou imediatamente sob suspeita. Foi apanhado a escrever cartas aos criados de Elizabeth, sendo de seguida preso sob a acusação de tentativa de assassinato da rainha Maria através da utilização de encantamentos. Política, portanto.

Dee foi ilibado da heresia e a experiência não p
arece ter afectado a sua dedicação à aprendizagem, pois depressa apresentou uma petição à nova rainha, pedindo-lhe a cooperação num plano para preservar e recuperar certos monumentos da antiguidade clássica.

Nesse tempo um dos principais interesses de John Dee era a astrologia. Quando Maria faleceu e Elizabeth ascendeu ao trono, o seu protegido, Robert Dudley, incumbiu John Dee de seleccionar o dia mais auspicioso para a coroação dela. A isto chama-se astrologia electiva. Este foi apenas um episódio nos muitos anos de amizade entre Elizabeth e John Dee. Pelos vistos, a escolha do
dia da coroação através da astrologia revelou-se certeira, pois Elizabeth reinou durante mais de 40 anos, trazendo prosperidade, solidez, segurança e criando as bases sólidas daquilo que se conheceu mais tarde como o "império britânico". Foi uma governante notável, que soube associar-se a um astrólogo-intelectual fora de série, tendo sido sempre bem aconselhada.

John Dee prosperou sob a protecção de Elizabeth. Constituiu uma enorme biblioteca de cinco mil livros e manuscritos, uma colecção que constituiu o núcleo inicial da actual British Library.

Vários imperadores e príncipes ofereceram-lhe protecção, que ele recusou, estando feliz ao serviço de Elizabeth. O Czar da Rússia chegou a oferecer-lhe duas mil libras por ano, caso se mudasse para Moscovo. Foi o mais respeitado estudioso do seu tempo, gozando da atenção de uma Rainha que tinha alta consideração por ele e que o tratou como um dos tesouros do seu reino.

Ainda tenho presente a cena nesse filme em que Elizabeth, desesperada por ter, praticamente às portas de Londres, a poderosa Armada Espanhola, de Filipe de Castela, pede a John Dee que interpretae o que os astros diziam sobre essa guerra eminente. A chorar, Elizabeth dizia-lhe "Dr. Dee, diga-me o que os meus ouvidos querem ouvir." [Tive cenas parecidas com clientes, diga-se.] E John Dee manteve a sua previsão: "Majestade, um império vai surgir desta batalha." Elizabeth, tristíssima, interpretou no sentido que seria o fim da Inglaterra, pois a sua frota era insignificante comparada com a poderosa armada que actuava em nome de Deus. Um dia depois uma terrível tempestade afundou a Armada Spaniola (como diziam), fazendo de Elizabeth a vencedora desta terrível batalha. O mundo nunca mais foi o mesmo. A partir daí, criou a frota mais poderosa de então e construiu o tal império que John Dee lhe lera nos astros.

Este texto foi publicado pela 1ª vez no dia 5 Agosto 2008, no 'Cova do Urso'.

Les Misérables [nova versão em filmagens]

14 de maio de 2012 ·


De alguma maneira, todos já ouvimos falar neste famoso livro de Victor Hugo, publicada em 3 de Abril de 1862 simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdão, Varsóvia, Rio de Janeiro e Paris (nesta última cidade foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas). Victor Hugo é também autor de «Os Trabalhadores do mar» e «O Corcunda de Notre-Dame», entre outras obras.

A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resulta a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até à sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar os seus nomes para os cinco volumes do romance, testemunhando a miséria desse século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius, mas também Thénardier (incluindo Éponine e Gavroche) e o inspetor Javert.



Cameron Mitchel, o grande produtor do West End londrino e da Broadway novaiorquina decidiu produzir este filme, mas em forma de musical. Os actores principais são Hugh Jackman [Jean Valjean], Russell Crowe [Javert], Anne Hathaway [Fantine] e Eddie Redmayne [Marius].

«Lés Miserables» rendeu inúmeras peças de teatro e vários filmes, movimentando milhões de pessoas em todo o mundo. A imagem acima revela o visual de Hugh Jackman como Jean Valjean na fase em que o personagem tinha deixado a prisão e recebia ajuda de um bispo. Após roubar o seu benfeitor e ser capturado, Valjean não é novamente preso graças à bondade do bispo. É o suficiente para que, a partir de então, ele mude radicalmente de vida e abandone de uma vez por todas o crime. Como era de esperar, o visual de Hugh Jackman revela um Jean Valjean maltrapilho, sujo e com barba por fazer. Até o momento não foi divulgada nenhuma imagem da segunda fase do protagonista, após sua virada, em que as suas condições de vida melhoram muito.

A seguir mostro os primeiros vídeos que vazaram na internet com imagens do filme:










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Os trintões de hoje [Plutão em quadratura a Plutão]

11 de maio de 2012 · 43 comentários



Este artigo foi escrito e publicado por mim no site «Escola de Astrologia Nova-Lis» em 23 Maio 2007, e foi dado a conhecer no 'Cova do Urso', 2 anos depois, com pequenas alterações tendo  decidido republicá-lo novamente em Maio de 2012, comemorando os 5 anos da sua primeira edição.

Dado o movimento irregular do planeta (agora planeta-anão pela astronomia), a idade em que se produz o conhecido trânsito astrológico de Plutão em quadratura a Plutão, difere muito através das gerações.

É um trânsito longuíssimo, que dura entre 3 a 4 anos. As pessoas nascidas por volta dos anos 50 iniciaram este trânsito quando tiveram 39-40 anos. Com a geração nascida nos anos 60 e 70, o início do trânsito passou para a fase entre os 36-37 anos. Com a geração dos anos 80, passou a ser ainda mais cedo, aos 33-34. Isto deve-se à elíptica irregular de Plutão. É o início da evolução da Consciência Maior.

Podemos dar uma ideia aproximada com esta tabela, que deve ser aferida, caso a caso, consoante o mapa de cada um:

– Quem nasceu em 1968 – o início provável do trânsito foi em 2004
– Quem nasceu em 1969 – ... em 2005
– Quem nasceu em 1970 e 71 – ... em 2006 (em meses separados)
– Quem nasceu em 1972 e 73 – ... em 2007
(em meses separados)
– Quem nasceu em 1974 e 75 – ... em 2008
(em meses separados)
- Quem nasceu em 1976 e 77 - ... em 2009
(em meses separados)
- Quem nasceu em 1978 e 79 - ... em 2010
(em meses separados)
- Quem nasceu em 1980 - ... em 2011

... por aí fora.

É o trânsito dos trintões.

É um trânsito complexo, pois nesta fase que estamos a analisar – a dos trintões –, estas pessoas estão numa época em que, regra geral, vivem com muita intensidade e frescura a sua juventude mais madura. Serem “apanhadas” neste trânsito numa idade ainda tão jovem, pode provocar sérios conflitos às suas vidas, ainda em ascensão.



Os anos estudantis e o início da vida profissional já ficaram bem lá para trás. A maioria dos jovens urbanos, sofisticados e com cursos superiores, estão instalados em plena luta pela carreira profissional. Casados e provavelmente com um ou dois filhos, terão comprado a casa possível que lhes agrada e que não é ainda a vivenda dos seus sonhos. Estão a tentar lá chegar. Trabalham para isso. Praticamente, só para isso.

Possuirão bons carros, mas não os “daquela” marca que desejam; frequentam os lugares mais na moda. Restaurantes, bares, discotecas, lojas, muitas roupas e acessórios, fatos e gravatas caros, cabeleireiros, institutos de beleza, viagens, spa’s, infantários dos miúdos… cartões de crédito para a frente. Agora, e dependendo dos países onde vivam, havendo ou não uma crise da economia, as situações talvez se estejam a complicar um pouco (ou muito).

No meio de todo este “legítimo” e padronizado consumo, muitos e muitos trintões, vendem a alma ao diabo. Com arrogância. É a luta competitiva e feroz pela carreira. O livro “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu é esquadrinhado até à exaustão para aplicarem a sabedoria antiga ao mundo dos negócios e das carreiras profissionais. Dependendo das grandes ou médias empresas onde estão a trabalhar, essa competitividade é enorme, desgastante, terrível. Querem a todo o custo triunfar, fazer carreira, chegarem ao topo, terem poder.



E este trânsito de Plutão, entre outras coisas, fomenta imenso esta atitude guerreira. Quando chega a perda séria… vai tudo ao tapete. Os que estão a passar por crises sérias, sabem do que estou a falar.

Esta é uma época que deixam de lado certas coisas que já não são essenciais e produz-se o surgimento de outras que são fundamentais para o desenvolvimento ou ressurgimento de energias que estavam latentes e inactivas. No entanto, estas mudanças costumam ser bastante dramáticas. Poderá pôr em questão tudo e todos, podendo nalguns casos chegar mesmo à necessidade de destruir o que já existe com a ideia de reconstrução, de ressurgimento, de renascimento das coisas e dos factos. É o trânsito dos divórcios, pois há necessidade de se descartarem do que está à volta. E quem está tão perto, tão perto, tão perto? A cara metade, claro!

Têm necessidade de se libertar de todo o tipo de opressões, de tutelas, de influências, através de um processo violento, podendo terminar com essas situações dum modo agressivo e autoritário.

Pode haver a tentação de dominar os outros através de processos secretos, ocultos, manipulando as vontades através de manobras psicológicas ou quaisquer outras usadas com poucos ou nenhuns escrúpulos, tornando as outras pessoas dependentes de si, manipuláveis e manobrando forças punitivas contra quem se rebelar ou não estiver totalmente de acordo consigo.

Podem reaparecer problemas que a pessoa considerava superados, mas que, na verdade, estavam a actuar no subconsciente. Podem surgir mudanças no ambiente habitual em que a pessoa se movimenta, que não sejam do seu agrado. Questões dramáticas de vida ou morte podem aparecer ou, então, muitas coisas podem desaparecer porque deixaram de ser úteis e necessárias.

Podem ocorrer a dissolução de relações (amorosas, amistosas ou profissionais) por já não cumprirem o objectivo da cooperação. Tudo aquilo que impede o conceito de crescimento para o futuro é uma barreira. Tudo o que já está gasto, em decadência e não serve para desenvolver uma consciência mais elevada, é eliminado mediante algum acontecimento de tipo eruptivo. E é, também, quando o ser humano pode confundir estas questões e, em vez de desenvolver uma consciência mais elevada, tenta elevar forçadamente o seu estatuto social e profissional.

Pelo lado mais positivo, espiritualizante e do desenvolvimento da consciência, também existe a possibilidade de que se despertem novas capacidades ou possibilidades que até agora estiveram adormecidas ou latentes. É o momento para saber aproveitá-las. As circunstâncias ou acontecimentos que agora rodeiam a sua vida servem como descargas que acendem este despertar.

As mudanças acontecerão naquelas áreas de vida associadas às duas casas afectadas pela quadratura de Plutão. A casa por onde este planeta transita e a casa natal onde Plutão está situado.

Reforçando a ideia: esta posição astrológica é característica de mudanças radicais, de alterações do comportamento social, psicológico e espiritual, desencadeadas por instintos, por forças psicológicas inconscientes e subconscientes, eventualmente de natureza agressiva, que normalmente se traduzem numa recusa a qualquer coisa, ou a de alguém, numa revolta contra a sociedade em geral, contra os grupos com quem contacta, contra a política e organização social e contra todas as regras da sociedade.

António Rosa



'Jesus Christ Superstar on Broadway' [nova versão]

7 de maio de 2012 ·


Quem for a Nova Iorque aproveite para passar um bom serão vendo a nova versão 'opera rock' de «Jesus Christ Superstar», de Andrew Lloyd Weber e Tim Rice. Está no Neil Simon Theatre -  250 West 52nd Street, ali na Broadway. Ainda não vi esta versão, mas a julgar pelo entusiasmo é bem mais interessante que a original, que em meu entender já era uma peça muito boa.

Dirigido por Des McAnuff, premiado com 2 Tony, e estrelado por Paul Nolan (Jesus), Josh Young (Judas) e Chilina Kenedy (Maria Madalena), coreografado por Lisa Shriver e direcção musical por Rick Fox. Esta versão já possui candidaturas para o prémio Tony 2012. 

Site do musical, aqui.

Página no Facebook, aqui

Página no YouTube, aqui.

Veja a seguir a montagem de 2 minutos. Vale a pena.

Mais, aqui.


Se não vai a Nova Iorque, faça como eu, entretenha-se vendo os vídeos.











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Vénus retrógrado em Gémeos entre 16 Maio e 27 Junho

1 de maio de 2012 · 4 comentários

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora.
Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho,
sempre no signo Gémeos.
Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.


O mês de Junho 2012 será marcado por eventos de grande importância planetária, pois irão ocorrer 3 momentos de grande significado para o nosso planetas, a saber:

1 - A 11 de Junho o planeta Júpiter ingressa no signo Gémeos, o quer só ocorre a casa 12 anos.

2 - Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho, sempre no signo Gémeos. Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses e desta vez, cruzará o disco solar, ficando cazimi.

3 - A 24 Junho vai verificar-se a quadratura exacta, no grau 8, entre Úrano e Plutão. O primeiro de várias conjunções exactas.

Agora, vamos analisar o que é isso de planetas retrógrados e em particular estes movimento de Vénus, que duram apenas 40 dias, mas têm uma importância transcendental.

Há astrólogos que afirmam e com razão que os planetas retrógrados têm sua função mais dirigida para a função interior da mente, as mudanças são operadas interiormente antes de se manifestarem no mundo exterior. Mas dá uma certa introversão sim.

A minha visão sobre os “retros” e os interceptados vai no mesmo caminho. Sinto haver uma similitude, tendo em conta que uns são os actores da peça de teatro (os planetas) e outros são o cenário (signos – energias).

Para mim é nos planetas retrógrados e nos signos interceptados que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta retrógrado está nessa situação de retrógrado, de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta.

Um retrógrado ou um interceptado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifetar-me ou há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

Ou escolho repetir, repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo. 

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Tenho encontrado muitos casos em que os retrógrados são trabalhados durante ou após o trânsito de Plutão em quadratura a ele próprio. Também dou muita atenção à passagem de Plutão pelas casas de água e ângulos. Na minha maneira de ver, a passagem de um Plutão pela casa 12 é claramente uma mudança total. São vários anos, sendo os mais importantes quando entra ou quando sai da 12.

Se a pessoa deixar fluir todas as emoções que Plutão carrega, o mais certo é haver uma libertação da personalidade porque houve uma “infusão da alma”.

A nossa alma aproveita essas oportunidades astrológicas para “carregar as nossas baterias” (infusão energética) que faz mudar a vida da pessoa. Ou transcendem-se a eles próprios e fazem algo marcante na vida e começam a ter uma carreira fulgurante, ou ficam "presos" às regras da sociedade - a caminho de uma tremenda infelicidade. Já me alonguei demasiado e não sei se me expliquei bem.

Vénus cazimi com o Sol a 5 e 6 de Junho

Há um fenómeno cósmico a ter em atenção: sempre que Vénus atravessa o disco Solar, o seu movimento principal é o retrógrado. Apesar de Vénus ficar retrógrado a cada 16 meses, só de anos em anos é que atravessa o disco Solar, desaparecendo na Luz. A vez anterior a esta foi em 2004 e a anterior foi em 1882. A próxima será em 2117.

Este movimento em que Vénus retrógrado atravessa o disco Solar, demora 7 horas, desde o momento que começa e o que termina. É neste processo que Vénus fica cazimi no grau 16 de Gémeos, depois das 22 horas [TMG], no dia 5 Junho, terminando no dia seguinte, 6 de Junho. A conjunção exacta (cazimi) será pouco depois da 1 da manhã [TMG] do dia 6. Um pouco antes das 5 da manhã [TMG] do dia 6 de Junho, Vénus sairá do disco Solar.

Cazimi (também escreve-se Casimi) é um palavra técnica árabe que significa "coração do Sol" ou "no coração do Sol". É um termo astrológico / astronómico significando um planeta que está em conjunção exata com ou muito perto do centro do disco solar.

Um planeta que forma uma conjunção com o Sol no espaço de 17 ' (minutos de arco) de partil (exactidão) é dito ser Cazimi, literalmente engolido e fortificado pelo Sol e, como ele também pode ser interpretado "no coração do sol".

Pode ler mais explicações sobre o «cazimi» na minha série «Astrologando», clicando aqui.

Muito se fala deste posicionamento em que Vénus é devorado pela Luz do Sol. A astróloga Vera Baz Mendes aconselhou-me a que eu fizesse a análise usando os símbolos sabeus. Espero que seja ela a fazer essa análise no seu blogue «Create Your Life» pois teremos muito mais a aprender, pois é uma área onde se sente muito à vontade.

O que me parece muito curioso neste movimento retrógrado de Vénus pelo signo Gémeos, é que ele ocorre na constelação de Touro. O mínimo que me ocorre pensar é que Vénus é o regente diurno do signo Touro. Não há coincidências, pois não? Não quero por-me aqui a inventar, interpretando o que não sei interpretar. 

Planetas retrógrados

Quando se fala de "planetas retrógrados", fala-se do movimento  aparente  desses planetas, vistos da Terra. Quando estamos num trem e ultrapassamos um outro, mais lento, temos a impressão de que este último recua - e, no entanto, sabemos perfeitamente que não é o caso. Quando a Terra, na sua órbita, avança mais rápido que um planeta (visto da Terra), esse planeta parece recuar. Na verdade, ele continua a avançar, como o trem, e trata-se apenas de uma impressão. A astrologia é o estudo dos astros do ponto de vista da Terra; observamos os raios que esses astros nos enviam, mas não seu movimento real, objectivo (este último é estudado pela astronomia). O Sol e a Lua nunca estão retrógrados.

Como interpretar o movimento aparentemente retrógrado de um planeta? Parece que, para nós, uma parte do poder desse planeta se perdeu. Os planetas retrógrados permitem compreender os problemas de uma personalidade: eles indicam os campos nos quais se custará mais a encontrar o equilíbrio.

Os planetas retrógrados são de uma extrema importância na interpretação de um mapa, ou n os trânsitos e, particularmente nas previsões: toda a análise pode ser errada, as previsões inexactas, unicamente porque não se levou em conta essa chave essencial. Um planeta retrógrado pode bloquear as melhores previsões de um mapa, e todas as brilhantes possibilidades de uma personalidade.

Os planetas mais lentos em estado retrógrado

Os planetas pesados são os que, com maior frequência, encontramos retrógrados: Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão permanecem durante meses em "marcha-à-ré". Assim: Júpiter retrógrada durante cerca de quatro meses por ano. Saturno, cerca de quatro meses e meio. Úrano, cerca de cinco meses. Neptuno, cerca de seis meses. Plutão, cerca de seis meses e uma semana (e Plutão está sempre retrógrado no Inverno).

Assim, um enorme número de pessoas nasce sob esta influência, particularmente as pessoas do Outono e do Inverno. Os planetas pesados indicam assim um destino colectivo, o que vai de encontro às Lectures de Cayce no que diz respeito aos carmas de grupo.

Mas os planetas pesados têm também uma influência muito forte sobre os destinos individuais - de acordo com seu lugar no mapa, os aspectos que ali recebem, seu lugar no signo e na casa etc.

Marte, Vénus e Mercúrio retrógrados

Os planetas rápidos ficam mais raramente retrógrados, e permanecem por menos tempo em "marcha-à-ré". Mas quando isso acontece, eles repre­sentam um papel de bloqueio extremamente poderoso no destino do indivíduo. É preciso então verificar, por direcção secundária progredida (contando nas efemérides um dia = um ano), quanto tempo o planeta permanecerá retrógrado depois do nascimento. O ano em que Marte, Vénus e Mercúrio partem de novo em sentido directo, marca uma virada importante na vida do nativo, uma libertação de um bloqueio. 

A análise espiritual dos planetas retrógrado

Os planetas retrógrados no mapa natal representam vidas passadas em que o ego foi dominante e o Ser Espiritual não desenvolveu adequadamente a sua missão principal: a evolução espiritual. Instalou-se o medo, que perdura como memória cármica, nesta vida. Pode ter gerado padrões repetitivos de comportamento que perdura até hoje. E é nesta encarnação que surge o propósito de haver a libertação desse medo.

Os aspectos natais desses planetas retrógrados representam níveis particulares e específicos de resistência do ego, como memórias de possíveis medos com origem cármica.

A escolha do Espírito, antes de encarnar nesta vida, é uma proposta enorme e desafiante: a libertação desses pesados medos cármicos.

Com essa libertação dar-se-á o reencontro com o Ser Espiritual podendo, então, o Ser Humano escolher fazer o que deve ser feito, desde que sentido pelo coração e validado pela intuição.

Os trânsitos a esses planetas retrógrados podem significar os momentos mais adequados para:

a) A libertação desses medos cármicos.

b) Ou o acentuar do domínio dos mesmos.

Escolha com o coração! Valide com a intuição. O resto é consequência da escolha. E entregue ao céu.

Vénus retrórgado

Vénus retrógrado num mapa astral anuncia uma vida amorosa difícil. A pessoa age com o ser amado de maneira  muito contraditória.  Procuram programar a sua relação amorosa  com ele, seguindo uma linha  demasiado dura, demasiado exigente ou não  o bastante! Há um desacordo   entre os objectivos amorosos dos nativos e   sua maneira concreta de viver o   amor.

As suas dificuldades com o sexo oposto devem-se a uma falta de segurança interior. Padecendo de uma grande solidão afectiva, aspiram de tal maneira à felicidade, que bloqueiam neles mesmos as forças que lhes permitiriam atingi-la.

Vénus retrógrado indica um carma bastante pesado no campo afectivo: as pessoas não haviam entendido grande coisa de amor em suas vidas passadas. O seu comportamento inadequado lhes havia acarretado grandes sofrimentos. Na vida actual, a lembrança dessa dor os impede de se darem plenamente. 

As pessoas pertencentes aos dois sexos sem se darem conta, podem suspeitar que aqueles que os amam tenham intenções egoístas ou interesseiras, mesmo quando não é este o caso. A maioria das vezes não é. Essa suspeita leva-os a recusar o amor, muitas vezes sem razão, pois assim se privam de uma oportunidade de felicidade.

Felizmente, Vénus não fica retrógrado durante toda uma vida, e chega a um momento em que o ser tem a possibilidade de sair de sua prisão afectiva. No ano em que Vénus parte de novo em sentido directo, sua vida afectiva melhora.

Os trânsitos de Vénus têm esse sentido de libertação. Permitem que as pessoas se desbloqueiem ou se entreguem verdadeiramente ao ser amado. É isso que é pproposto que aconteça neste abençoado ano de 2012.

Vénus retrógrado em trânsito em Gémeos

Neste signo da comunicação, em que o ser ainda não atingiu a sua polaridade sexual, Vénus retrógrado indica alguma instabilidade afectiva nas existências anteriores, nas quais a pessoa vivia o amor como um jogo meio leviano; deve agora aprender a se comprometer seriamente. resistindo à tentação de jogar os seus parceiros um contra o outro!

Vénus trata do Amor com maiúsculas. Estou a imaginar a cara de muitos espiritualistas à espera de textos mais conformes com as suas crenças. O Amor é universal. E ponto!

Vou facilitar a vida dos leitores dando umas pistas do significado deste trânsito retrógrado pelas casas nos mapas natais. Tratem de constatar se as ideias contidas nestas mini-pistas vos servem:

Vénus a retrógradar na casa 1
A casa 1 descreve a pessoa tal como o percebem os outros. Vénus nesta casa indica que a pessoa gosta de si mesma. Quando o planeta esta retrógrado, é provável que a pessoa, em suas vidas anteriores, tenha levado esse amor ao excesso: era Narciso, deslumbrado consigo mesmo! Na vida actual, ele terá demasiada tendência a querer agradar. Procura atrair para si o amor dos outros, ao invés de dar amor àqueles que dele têm necessidade.

Vénus a retrógradar  na casa 2
Sequiosa de segurança, a pessoa permanece apegada demais aos objectos, pessoas e instituições das vidas passadas, para ele tranquilizadoras. Pode ser, com frequência, um excelente artesão, ou artista, mas as suas criações nunca são de vanguarda: ele ficou preso à sensibilidade artística de épocas passadas. Deve também aprender a generosidade (pois tem medo demais de empobrecer, dando), a abandonar suas tendências materialistas.

Vénus a retrógradar  na casa 3
Aqui, a pessoa tem algo a aprender no campo da comunicação com os outros: em vidas passadas, seus discursos agressivos, canhestros ou indelicados haviam afastado os que o cercavam, particularmente seus irmãos e irmãs, seus primos e, na escola, seus colegas. Deverá aprender a se controlar, e sobretudo a usar de mais tacto nas relações faladas ou escritas com seus parentes.

Vénus a retrógradar  na casa 4
Em suas vidas passadas, a pessoa não soubera criar um ambiente satisfatório no seu lar (ou a sua pátria, se tinha responsabilidades políticas ou administrativas). Seus parentes não se sentiam felizes em sua casa. Isso se deve ao fato de que toda uma parte afectiva dele mesmo estava subdesenvolvida. Eterna criança, apavorado com o mundo exterior, não tendo liquidado outrora seu Edipo, deve aprender agora a sair de sua concha para dar ternura e protecção aos seus.

Vénus a retrógradar  na casa 5
Em suas vidas anteriores, a pessoa estava quase que exclusivamente voltado para o prazer, para o lazer e para os amores inconstantes. Era provavelmente um jogador. Se esse Vénus retrógrado está em conjunção, ou afligido por um Marte mal aspectado, pode-se presumir que a pessoa era homossexual, ou, segundo a natureza dos outros aspectos planetários, muito pouco ortodoxo em seu comportamento sexual. E possível também que tenha negligenciado os seus filhos em vidas passadas. Deverá tentar, na vida actual, amar sinceramente, e assumir seus compromissos paternos.

Vénus a retrógradar  na casa 6
A pessoa, em seu passado anterior, não respeitara as leis naturais da higiene, e sua falta de disciplina na alimentação lhe valera uma saúde má; ou ainda (segundo as indicações do resto do mapa astral) teria feito mau uso de sua boa saúde - que lhe havia sido dada para que se colocasse a serviço dos outros. Cuidar do próximo, ministrar-lhe ensinamentos e administrá-lo-eis o que deveria ter feito, e não fez. A pessoa deverá, agora, para liquidar seu carma, respeitar uma higiene de vida e uma disciplina alimentar, e colocar sua experiência a serviço da humanidade sofredora.

Vénus a retrógradar  na casa 7
Aqui, a pessoa tem bastantes dissabores no casamento (ou nas associações), por causa das vidas cármicas demasiado individualistas. 0 nativo aceitava o amor que lhe era oferecido, e não o retribuía. Não respeitava os compromissos assumidos em contratos e "puxava a brasa para a sua sardinha" em todas as circunstâncias. Deve aprender agora a respeitar os direitos dos outros, a desenvolver a harmonia conjugal; a se conduzir de maneira generosa construtiva em todas as associações nas quais esteja envolvido.

Vénus a retrógradar  na casa 8
Em suas vidas passadas, tudo acabava mal para a pessoa, por causa de certos traços de carácter negativos, dos quais ele deve agora livrar-se. A pessoa se complicava nas relações humanas, deixava-se levar a situações inverosímeis por sua necessidade de sexo e de dinheiro. E possível também que tenha tido faculdades "psi", dons ocultos que tenha utilizado mal (para fins materiais e pessoais). É possível também que tenha vivido mortes muito dolorosas. A lição cármica a reter aqui é o bom uso do dinheiro dos outros; e uma reflexão espiritual, que permitirá aa pessoa não temer a morte.

Vénus a retrógradar  na casa 9
Esta posição de Vénus sugere que a pessoa tenha sido um beato nas vidas passadas, praticando uma religião conformista, puramente social. ao mesmo tempo que se permitia inúmeras distorções da lei que pretendia honrar. A pessoa deve, portanto, buscar um real progresso espiritual, e praticar amplamente a tolerância ecuménica.

Vénus a retrógradar  na casa 10
A pessoa vem de uma vida passada bastante triste, na qual tudo o que desejara lhe fora recusado. Almejara particularmente o prestígio, as honras, a glória - ou, pelo menos, a aprovação dos seus chefes. O fracasso vem de certos traços negativos de sua personalidade, particularmente a falta de tacto e de diplomacia. Por um orgulho mal colocado, a pessoa deseja ser aceito por seus superiores, mas não faz nada para isso! É capaz, mas não se deve deixar bloquear por um excessivo sentimento de superioridade.

Vénus a retrógradar  na casa 11
Os amigos da pessoa foram, numa vida passada, tão mal acolhidos, que o impediram muito de progredir. Seduzido pelas lisonjas interesseiras desses amigos, não tinha coragem de afastá-los. Na vida actual, esta pessoa reen­contra suas antigas relações, e o mesmo tipo de vida social. Deve agora aprender o discernimento e escolher relações mais refinadas, que o ajudarão a se elevar cultural e moralmente.

Vénus a retrógradar  na casa 12
Aqui, a pessoa permanece apegado a um amor antigo, que data de uma outra vida - amor que nunca se rompeu. 0 nativo demonstra tendência à auto-compaixão, pois sabe, mais ou menos conscientemente, que deixou esse ser amado para trás. Muito romântico, não tem realmente os pés na Terra, e caminha na vida actual trazendo essa ferida secreta. Tem a possibilidade de transformar essa carga emotiva em obra de arte, ou em criação humanitária. Cessará de perder seu tempo em vãs lamentações (cármicas), no dia em que compreender que deve viver plenamente o presente.

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? 

Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direcção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. 

Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

Veja com atenção este vídeo, que está muito bem feito e bem explicado:








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26 de maio de 2012

Recomendo a leitura deste magnífico texto de Vera Braz Mendes: «Vénus - Amor no Coração do Sol»


É imprescindível a leitura deste magnífico texto

[Clique no título do artigo]

Vera, grato pela referência no seu texto.

Sem dúvida alguma dos melhores textos que li sobre a
Vénus retrógrada que actualmente vivenciamos.

[Quando o chamamento é imperioso, é necessário interrompermos
o descanso do fim-de-semana. Foi o caso. Bendita interrupção.
Agora, com a missão cumprida, é hora de desligar o computador.]


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23 de maio de 2012

United Astrology Conference 2012 - «Venus on the Rise! From the Heart of the Galaxy to New Orleans»


Este enorme evento astrológico realiza-se este ano na cidade
de New Orleans, no estado da Louisiana.
De 24 a 29 de Maio.

Este evento só se realiza a cada 4 anos.
Minhas referências ao evento de 2008. Aqui. Aqui.
Sei que há mais 1 post, mas não o localizei.

Saiba tudo consultando o site deste mega evento:

Página no Facebook, aqui.

O astrólogo português Nuno Michael estará presente numa das palestras, com o tema «From Self-Awareness to Consciousness: Integrating Psychological and Spiritual Astrology». No dia 25 Maio, Sala 6, das 16h30 às 17h45. Ver mais aqui.

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22 de maio de 2012

«Gémeos: o Um que é Dois, que são o Três…» por Jorge Lancinha


«Estamos no terceiro mês de Primavera e o Sol entra no terceiro signo do Zodíaco: Gémeos. E tratando-se de Gémeos, era imperativo nomear este artigo com um trocadilho. O jogo das palavras é o deleite deste signo…

Como o nome indica, Gémeos são dois. Na mitologia clássica, são dois irmãos, Castor e Pólux, seres idênticos, espelho um do outro. Um é filho de Tíndaro, rei de Esparta, e outro de Zeus, soberano dos deuses. Um é mortal, filho do Homem, e o outro imortal de divina paternidade. Esta dualidade simbólica é presente em todos nós: somos Um, mas divididos entre o Céu e a Terra. Somos filhos da matéria enquanto corpo mas a nossa essência é espiritual. Mas, tal como no mito dos dois irmãos, é a ascendência divina que prevalece, resgatando da morte a sua contraparte terrena (perante a morte de Castor, Pólux partilha com este a sua imortalidade).

Da interacção entre dois princípios, surge um terceiro. E aqui temos esta sagrada matemática: o Um, que se desmultiplica no Dois, que produz o Três. O princípio espiritual de Carneiro, reflectido na materialidade concreta de Touro, encontra em Gémeos a síntese através da Mente. Gémeos é portanto o nascimento da Mente, uma mente ainda superficial, centrada no fluxo da informação.

É aqui a alvorada da Palavra. E com ela podemos nomear, falar, aprender… Gémeos tem fome de informação e sede de comunicar. Quer tudo saber, tudo abarcar. A sua mente é uma biblioteca de factos, de curiosidades, de pequenos apontamentos enciclopédicos. O seu saber é pouco profundo, naturalmente, mas extraordinariamente abrangente. E assim deve ser, neste estágio inicial, em que é preciso experimentar, testar, deixar a curiosidade tomar o leme da descoberta.

Mercúrio (Hermes) é o planeta regente de Gémeos. Deus das trocas e do comércio, das rotas e das viagens, ele é o mensageiro dos deuses. A sua função é estabelecer pontes e engendrar soluções nas quais a sua inteligência astuta e engenhosa sobressai. Mercúrio é extremamente multifacetado e versátil, ao ponto do mimetismo. Ele simboliza a mente geminiana, capaz de tomar a forma de tudo aquilo que toca. A forma, mas não a essência…

Apesar do imenso poder que a sua inteligência lhe concede, Mercúrio revela um carácter algo infantil nas suas motivações próprias, que não vão muito além da curiosidade e do gozo lúdico do puzzle mental. Ele está sempre presente, cumprindo tarefas essenciais, mas invariavelmente ao serviço de directivas superiores. E é de facto este o papel da mente racional/prática que todos possuímos: estar ao serviço da vontade superior do Eu, executando tarefas, estabelecendo ligações, comunicando, aprendendo. E quando digo do Eu, digo também do Projecto Colectivo.

O estágio de Gémeos concede ao Homem esta extraordinária ferramenta que é a mente. E o desafio, mais uma vez, é a integração: desenvolver o intelecto sem nos perdermos na sua engenhosa teia de simulacros.
A Verdade não é do domínio da mente mercuriana. Chegar à verdade requer silêncio… para ouvir. E o silêncio é a maior conquista de Gémeos. Nas palavras de Pessoa, Gémeos ele próprio: "Há tanta suavidade em nada se dizer e tudo se entender…"»

Jorge Lancinha


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21 de maio de 2012

Globos de Ouro - XVII Gala


Premiados com o Globo de Ouro,
na noite do eclipse, 20 Maio 2012.
O glamour português.

REVELAÇÃO DO ANO - Nélson Oliveira (desporto)

MÚSICA
Melhor Intérprete Individual - Jorge Palma, com «Com Todo o Respeito»

Melhor Grupo - Amor Electro, com «Cai o Carmo e a Trindade»

Melhor Tema - "A Máquina", de Amor Electro («Cai o Carmo e a Trindade»)

CINEMA 
Melhor Atriz - Rita Blanco, em «Sangue do Meu Sangue»

Melhor Ator - Nuno Melo, em «O Barão»

Melhor Filme - «Sangue do Meu Sangue», de João Canijo

DESPORTO
Melhor Desportista Feminino - Telma Monteiro (Judo)

Melhor Desportista Masculino - Cristiano Ronaldo (Futebol)

Melhor Treinador - André Villas-Boas (Futebol)

TEATRO 
Melhor Atriz - Sandra Faleiro, na peça «Quem tem medo de Virginia Woolf?»

Melhor Ator - Ivo Canelas, na peça «Amadeus»

Melhor Peça/Espetáculo - «A Varanda», encenação de Luís Miguel Cintra

MODA 
Melhor Modelo Feminino - Sara Sampaio (Central Models)

Melhor Modelo Masculino - Gonçalo Teixeira (Central Models)

Melhor Estilista - Miguel Vieira


Prémio de Mérito e Excelência - Francisco Pinto Balsemão

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20 de maio de 2012

O Sol entra em Gémeos


Por sugestão do Marcelo Dallaaqui

Missão superior:
Aprender a utilizar os dois lados do cérebro, equilibrando a intuição e a lógica.


Depois do Touro vem o Signo de Gémeos. É o Ar do 1º Nível. Simboliza a forma mais imediata e abstracta e comunicação. Gémeos é a passagem de informação. Ainda indiscriminada, esta informação contém em si a dualidade do signo. É a informação pela informação: a pequena notícia, o dizer do dia-a-dia. Informação quantitativa e não qualitativa. Gémeos é a primeira forma de aprendizagem, aquilo que imediatamente se pode saber.
Em Gémeos ainda há interrogação sobre o valor do conhecimento. É a mente jovem, o prazer de descobrir as coisas. Os Gémeos são curiosos, leves, mutantes, duplos como o seu próprio signo. Querem tudo saber, tudo relacionar. São a ponte verbal, o Ar em movimento, a dinâmica do relacionamento inteligente.
Em Gémeos o pensamento não nasce da emoção, encontra-se dissociado do mundo interior. Entre o pensar e o sentir ainda não há diálogo nem compromisso.


Regente: Mercúrio

Mercúrio é a primeira expressão da inteligência sobre a terra, a ligação abstracta entre duas realidades. A mente que pensa de fora-para-fora, espontânea, ainda não interiorizada, extrovertida, não reflexiva, não psíquica.

O regente da alma ou esotérico de Gémeos é Vénus.



1º nível de evolução: É a área da comunicação imediata. O dia-a-dia das relações, o mundo quotidiano como campo de troca verbal. Exprime a relação com os irmãos, a pequena informação dada à pessoa mais próxima, a forma como respondemos aos encontros casuais. É a esfera de relação mais prosaica do Zodíaco.

2º nível de evolução: Revela-se o intelecto, a mente concreta, a aprendizagem, o ensino. Neste nível define-se a forma como apreendemos inteligentemente o real e o sabemos revelar aos outros. É o campo do estudo primário e secundário. Na Casa 3, o signo que abre esta casa informa sobre o tipo de energia que activamos ao aprender e comunicar. Neste nível situa-se o jornalismo como via imediata de informação, a capacidade de relações públicas, a facilidade de verbalização em qualquer sítio ou lugar. Ainda não está bem presente a regência da alma: Vénus.

3º nível de evolução: Informa sobre a qualidade que se desenvolve ao aprender e que se expande ao ensinar. É o nosso poder mental. O modo como cada um assimila e transmite o conhecimento. O que o ensino pode trazer como valorização do Eu, como auto-descoberta. O tipo de confiança mental que o estudo nos pode despertar como valorização intelectual. É quando se coloca Amor na mensagem. Já a ser regido por Vénus, o planeta regente da alma de Gémeos.

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18 de maio de 2012

O Sol está hoje no meu Ascendente. Um 'pequeno nada' que me deixa sempre muito feliz


O 18 de Maio [às vezes é a 19] é aquele dia do ano que gosto muito. Um momento único, uma vez por ano, no mapa de qualquer um de nós, variando os dias consoante os mapas.


Tudo isto porque hoje o Sol em trânsito está conjunto ao meu Ascendente (no grau 27 de Touro), iluminando todo o meu mapa e a minha vida.


Nem imaginam o quanto me sinto feliz com este pequeno nada, por este pequeno acontecimento. Ocorrem sempre coisas boas nos dias anteriores e nos seguintes. Voltou a acontecer! Estou mesmo sorridente.


Os amigos mais antigos deste blogue talvez se lembrem da ilustração acima, que é sempre a mesma que uso para «este» dia especial, desde que criei o blogue. Pode comprovar aquiaqui - aqui - aqui]. Um gemeniano também tem as suas rotinazinhas.

Não imaginam como me sinto feliz com este pequeno nada. Por isso, aqui ficam os meus agradecimentos:

- Grato a quem vem a este blogue e também aos que comigo interagem no «Facebook», «Google+» e também, aos que convivemos no chão deste nosso planeta.

- Grato aos amigos que fui fazendo.

- Grato aos «inimigos» que fui colectando, também.

- Grato às minhas irmãs.

- Grato ao Tibério e ao Preto.

- Grato à Astrid Annabelle, minha alma irmã neste planeta e em toda a Criação, desde a Origem dos Tempos.

- Grato a mim mesmo, por cada vez me aceitar melhor.

- Grato a todos os astrólogos e praticantes ou estudantes de astrologia.

- Grato à astrologia e aos clientes, às pessoas e amigos que vou tendo e que aceitam o meu trabalho. Uma especial gratidão à Luísa Sal e ao «Cristal de Cura»; ela sabe o porquê.


- Grato aos astrólogos, colaboradores, visitantes e leitores do site «Escola de Astrologia Nova-Lis». Este site já não me pertence, pois foi doado ao universo. Simplesmente, faço a sua manutenção. Foi um prenúncio dos Novos Tempos para o movimento astrológico em língua portuguesa no Sec. XXI.

- Grato a todas as pessoas que compartilham o grupo privado «Ilha», no Facebook.

- Grato a todos aqueles que reconhecem o trabalho que desenvolvo, desinteressadamente.

- Grato ao universo por me ajudar a viver de forma prazenteira.

- Grato pelo bem que me faz escutar este mantra delicioso - «Gayatri Mantra» [ou estas versões: aqui - aqui -aqui]. Das minhas vidas hindus. Fechem os olhos e oiçam. 

- Grato pela canção que em mim ressoa como representativa de muitas minhas reencarnações passadas, o olhar para o Alto e o Além: «Les temps des cathedralles». 


- Grato à energia intrínseca do «Cova do Urso», como parte integrante de mim mesmo. 

- Grato aos meus entes falecidos e à minha comitiva espiritual.

- Grato a Jesus, que amo incondicionalmente.

- Finalmente, Grato a Deus. Como sabem, diz-se assim: «Graças a Deus».

Envio, espalho, reparto, partilho e recebo bençãos de todos e para todos.

Muito obrigado por todos que fizeram, fazem e farão parte desta minha caminhada, nesta minha última reencarnação, neste planeta que eu amo.

Abraços + beijos a todos.

António

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15 de maio de 2012

John Dee, o astrólogo de Elizabeth I de Inglaterra

A australiana Cate Blanchett na personagem "Elizabeth de Inglaterra".

Foi com agrado e alguma surpresa que assisti a duas cenas do filme “Elizabeth, the Golden Age”, em que aparece a figura de John Dee, o astrólogo da rainha inglesa. Numa delas, a rainha manda sair da sala as suas aias e pede-lhe previsões pessoais [a consulta até aí, era sobre o seu reino], ao que Dee respondeu que teria que levantar outras cartas pois não era um profeta e que a astrologia era uma arte e não uma ciência, pelo que se poderia enganar. Simplesmente fantástico em termos de divulgação mundial.
Outra informação prestada por John Dee nesse filme remete-nos imediatamente para a astrologia (medieval e tradicional) praticada na época. Os astrólogos (então não eram assim chamados) levantavam mapas para os seus “senhores”, no género masculino. Elizabeth I era rainha. Portanto, era um “príncipe do género feminino” o que provocava estranheza e algumas dúvidas sobre se a astrologia funcionava de igual modo que para os príncipes do sexo masculino. Até porque a sua antecessora e meia-irmã Maria, tivera um reinado curto de menos de 2 anos. Hoje em dia, nós, estudantes de astrologia nem nos apercebemos destas minúcias, pois aprendemos a diferenciar certos aspectos astrológicos, consoante o género. O que hoje sabemos veio de pessoas como John Dee e outros. Estamos a falar de ocorrências do século XVI.

Estas cenas fizeram-me ir à minha base de dados onde guardo os meus apontamentos sobre ocultismo, angeologia e outras questões esotéricas. Aqui deixo uma informação muito reduzida e condensada do que lá tenho sobre John Dee.
Nasceu em Londres, em 1527, filho de um criado do Rei Henrique VIII. Desde muito jovem que se interessou por ocultismo e dedicou-se ao seu estudo profundo. Deixou muita documentação escrita sobre as suas práticas. Uma característica importante foi nunca ter ocultado a sua prática ocultista, como Agrippa o fez, por exemplo. Nunca escondeu a sua Arte. É muito fácil ainda hoje cairmos na tentação de considerarmos estes estudiosos ocultistas de magos, feiticeiros, alquimistas, astrólogos, filósofos, criadores, inventores, etc. Na época eram tudo isto. Muitas vezes também eram médicos. Não havia “astrólogos” no conceito que hoje existem. Havia os "Artistas". Não havia a moda recente de alguns considerarem-se "espiritualistas", como se a espiritualidade fosse um ramo alheio ao ocultismo.

Foi apadrinhado por diversas personalidades poderosas, incluindo a Rainha Elizabeth I, o Conde Albert Lasky da Polónia, o Rei Estevão da Polónia, o Conde Rosenberg de Trebona e Sir Walter Raleigh. Em vez de entrar em conflito com as autoridades, beneficiou da sua ajuda e apoio. Após uma deslocação a Lovaina e Paris onde obteve um êxito tremendo com as suas palestras, regressou a Inglaterra, e descobriu que se havia tornado algo semelhante a uma celebridade. Hoje, seria o equivalente a uma vedeta da canção pop, pelas suas aparições em público, com as suas palestras, as suas ideias muito avançadas sobre astrologia, além de profundo conhecedor da magia dos anjos. Assim, criou a reputação de mago e feiticeiro, quando na verdade, era um intelectual e estudioso de documentos muito antigos.
Após a morte do Rei Henrique VIII, sucedeu-lhe Eduardo (num curtíssimo reinado), que impressionado com John Dee, concedeu-lhe uma pensão vitalícia de 100 coroas por ano. Para termos uma perspectiva desse montante naquela época, uma família inteira poderia viver folgadamente com uma fracção desta quantia. A concessão desta pensão constituiu o reconhecimento de que John Dee era o maior estudioso do seu tempo.É verosímil que nesta data John Dee tenha conhecido a então princesa Elizabeth, se, de facto, não a conhecera antes, enquanto pequeno. Sendo alguns anos mais nova do que ele, atractiva e também muito estudiosa, é plausível que Dee desenvolvesse uma paixão pela jovem princesa. Ou talvez tenha sido ao contrário. Em todo o caso, houve uma inegável afeição entre ambos, que perdurou por todas as suas longas vidas.

Elizabeth era filha de Ana Bolena e do r
ei Henrique. Na época, ela era considerada uma bastarda com poucas hipóteses de alguma vez ascender ao trono. Seja como for, Elizabeth nunca o desamparou no longo período da sua associação — mesmo quando ele tornou-se impopular entre os seus súbditos — e Dee também nunca a abandonou, considerando-a a sua protectora máxima, até quando viajava pelo estrangeiro. O rei Eduardo não viveu por muito tempo e foi sucedido, não por Elizabeth, mas por Maria, a filha da primeira mulher de Henrique, Catarina de Aragão.A princípio, a mudança na realeza não afectou John Dee; contudo, quando a rainha Maria se comprometeu a suprimir a heresia protestante, o trabalho de John Dee ficou imediatamente sob suspeita. Foi apanhado a escrever cartas aos criados de Elizabeth, sendo de seguida preso sob a acusação de tentativa de assassinato da rainha Maria através da utilização de encantamentos. Política, portanto.

Dee foi ilibado da heresia e a experiência não p
arece ter afectado a sua dedicação à aprendizagem, pois depressa apresentou uma petição à nova rainha, pedindo-lhe a cooperação num plano para preservar e recuperar certos monumentos da antiguidade clássica.

Nesse tempo um dos principais interesses de John Dee era a astrologia. Quando Maria faleceu e Elizabeth ascendeu ao trono, o seu protegido, Robert Dudley, incumbiu John Dee de seleccionar o dia mais auspicioso para a coroação dela. A isto chama-se astrologia electiva. Este foi apenas um episódio nos muitos anos de amizade entre Elizabeth e John Dee. Pelos vistos, a escolha do
dia da coroação através da astrologia revelou-se certeira, pois Elizabeth reinou durante mais de 40 anos, trazendo prosperidade, solidez, segurança e criando as bases sólidas daquilo que se conheceu mais tarde como o "império britânico". Foi uma governante notável, que soube associar-se a um astrólogo-intelectual fora de série, tendo sido sempre bem aconselhada.

John Dee prosperou sob a protecção de Elizabeth. Constituiu uma enorme biblioteca de cinco mil livros e manuscritos, uma colecção que constituiu o núcleo inicial da actual British Library.

Vários imperadores e príncipes ofereceram-lhe protecção, que ele recusou, estando feliz ao serviço de Elizabeth. O Czar da Rússia chegou a oferecer-lhe duas mil libras por ano, caso se mudasse para Moscovo. Foi o mais respeitado estudioso do seu tempo, gozando da atenção de uma Rainha que tinha alta consideração por ele e que o tratou como um dos tesouros do seu reino.

Ainda tenho presente a cena nesse filme em que Elizabeth, desesperada por ter, praticamente às portas de Londres, a poderosa Armada Espanhola, de Filipe de Castela, pede a John Dee que interpretae o que os astros diziam sobre essa guerra eminente. A chorar, Elizabeth dizia-lhe "Dr. Dee, diga-me o que os meus ouvidos querem ouvir." [Tive cenas parecidas com clientes, diga-se.] E John Dee manteve a sua previsão: "Majestade, um império vai surgir desta batalha." Elizabeth, tristíssima, interpretou no sentido que seria o fim da Inglaterra, pois a sua frota era insignificante comparada com a poderosa armada que actuava em nome de Deus. Um dia depois uma terrível tempestade afundou a Armada Spaniola (como diziam), fazendo de Elizabeth a vencedora desta terrível batalha. O mundo nunca mais foi o mesmo. A partir daí, criou a frota mais poderosa de então e construiu o tal império que John Dee lhe lera nos astros.

Este texto foi publicado pela 1ª vez no dia 5 Agosto 2008, no 'Cova do Urso'.

14 de maio de 2012

Les Misérables [nova versão em filmagens]


De alguma maneira, todos já ouvimos falar neste famoso livro de Victor Hugo, publicada em 3 de Abril de 1862 simultaneamente em Leipzig, Bruxelas, Budapeste, Milão, Roterdão, Varsóvia, Rio de Janeiro e Paris (nesta última cidade foram vendidos 7 mil exemplares em 24 horas). Victor Hugo é também autor de «Os Trabalhadores do mar» e «O Corcunda de Notre-Dame», entre outras obras.

A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resulta a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até à sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar os seus nomes para os cinco volumes do romance, testemunhando a miséria desse século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius, mas também Thénardier (incluindo Éponine e Gavroche) e o inspetor Javert.



Cameron Mitchel, o grande produtor do West End londrino e da Broadway novaiorquina decidiu produzir este filme, mas em forma de musical. Os actores principais são Hugh Jackman [Jean Valjean], Russell Crowe [Javert], Anne Hathaway [Fantine] e Eddie Redmayne [Marius].

«Lés Miserables» rendeu inúmeras peças de teatro e vários filmes, movimentando milhões de pessoas em todo o mundo. A imagem acima revela o visual de Hugh Jackman como Jean Valjean na fase em que o personagem tinha deixado a prisão e recebia ajuda de um bispo. Após roubar o seu benfeitor e ser capturado, Valjean não é novamente preso graças à bondade do bispo. É o suficiente para que, a partir de então, ele mude radicalmente de vida e abandone de uma vez por todas o crime. Como era de esperar, o visual de Hugh Jackman revela um Jean Valjean maltrapilho, sujo e com barba por fazer. Até o momento não foi divulgada nenhuma imagem da segunda fase do protagonista, após sua virada, em que as suas condições de vida melhoram muito.

A seguir mostro os primeiros vídeos que vazaram na internet com imagens do filme:










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11 de maio de 2012

Os trintões de hoje [Plutão em quadratura a Plutão]



Este artigo foi escrito e publicado por mim no site «Escola de Astrologia Nova-Lis» em 23 Maio 2007, e foi dado a conhecer no 'Cova do Urso', 2 anos depois, com pequenas alterações tendo  decidido republicá-lo novamente em Maio de 2012, comemorando os 5 anos da sua primeira edição.

Dado o movimento irregular do planeta (agora planeta-anão pela astronomia), a idade em que se produz o conhecido trânsito astrológico de Plutão em quadratura a Plutão, difere muito através das gerações.

É um trânsito longuíssimo, que dura entre 3 a 4 anos. As pessoas nascidas por volta dos anos 50 iniciaram este trânsito quando tiveram 39-40 anos. Com a geração nascida nos anos 60 e 70, o início do trânsito passou para a fase entre os 36-37 anos. Com a geração dos anos 80, passou a ser ainda mais cedo, aos 33-34. Isto deve-se à elíptica irregular de Plutão. É o início da evolução da Consciência Maior.

Podemos dar uma ideia aproximada com esta tabela, que deve ser aferida, caso a caso, consoante o mapa de cada um:

– Quem nasceu em 1968 – o início provável do trânsito foi em 2004
– Quem nasceu em 1969 – ... em 2005
– Quem nasceu em 1970 e 71 – ... em 2006 (em meses separados)
– Quem nasceu em 1972 e 73 – ... em 2007
(em meses separados)
– Quem nasceu em 1974 e 75 – ... em 2008
(em meses separados)
- Quem nasceu em 1976 e 77 - ... em 2009
(em meses separados)
- Quem nasceu em 1978 e 79 - ... em 2010
(em meses separados)
- Quem nasceu em 1980 - ... em 2011

... por aí fora.

É o trânsito dos trintões.

É um trânsito complexo, pois nesta fase que estamos a analisar – a dos trintões –, estas pessoas estão numa época em que, regra geral, vivem com muita intensidade e frescura a sua juventude mais madura. Serem “apanhadas” neste trânsito numa idade ainda tão jovem, pode provocar sérios conflitos às suas vidas, ainda em ascensão.



Os anos estudantis e o início da vida profissional já ficaram bem lá para trás. A maioria dos jovens urbanos, sofisticados e com cursos superiores, estão instalados em plena luta pela carreira profissional. Casados e provavelmente com um ou dois filhos, terão comprado a casa possível que lhes agrada e que não é ainda a vivenda dos seus sonhos. Estão a tentar lá chegar. Trabalham para isso. Praticamente, só para isso.

Possuirão bons carros, mas não os “daquela” marca que desejam; frequentam os lugares mais na moda. Restaurantes, bares, discotecas, lojas, muitas roupas e acessórios, fatos e gravatas caros, cabeleireiros, institutos de beleza, viagens, spa’s, infantários dos miúdos… cartões de crédito para a frente. Agora, e dependendo dos países onde vivam, havendo ou não uma crise da economia, as situações talvez se estejam a complicar um pouco (ou muito).

No meio de todo este “legítimo” e padronizado consumo, muitos e muitos trintões, vendem a alma ao diabo. Com arrogância. É a luta competitiva e feroz pela carreira. O livro “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu é esquadrinhado até à exaustão para aplicarem a sabedoria antiga ao mundo dos negócios e das carreiras profissionais. Dependendo das grandes ou médias empresas onde estão a trabalhar, essa competitividade é enorme, desgastante, terrível. Querem a todo o custo triunfar, fazer carreira, chegarem ao topo, terem poder.



E este trânsito de Plutão, entre outras coisas, fomenta imenso esta atitude guerreira. Quando chega a perda séria… vai tudo ao tapete. Os que estão a passar por crises sérias, sabem do que estou a falar.

Esta é uma época que deixam de lado certas coisas que já não são essenciais e produz-se o surgimento de outras que são fundamentais para o desenvolvimento ou ressurgimento de energias que estavam latentes e inactivas. No entanto, estas mudanças costumam ser bastante dramáticas. Poderá pôr em questão tudo e todos, podendo nalguns casos chegar mesmo à necessidade de destruir o que já existe com a ideia de reconstrução, de ressurgimento, de renascimento das coisas e dos factos. É o trânsito dos divórcios, pois há necessidade de se descartarem do que está à volta. E quem está tão perto, tão perto, tão perto? A cara metade, claro!

Têm necessidade de se libertar de todo o tipo de opressões, de tutelas, de influências, através de um processo violento, podendo terminar com essas situações dum modo agressivo e autoritário.

Pode haver a tentação de dominar os outros através de processos secretos, ocultos, manipulando as vontades através de manobras psicológicas ou quaisquer outras usadas com poucos ou nenhuns escrúpulos, tornando as outras pessoas dependentes de si, manipuláveis e manobrando forças punitivas contra quem se rebelar ou não estiver totalmente de acordo consigo.

Podem reaparecer problemas que a pessoa considerava superados, mas que, na verdade, estavam a actuar no subconsciente. Podem surgir mudanças no ambiente habitual em que a pessoa se movimenta, que não sejam do seu agrado. Questões dramáticas de vida ou morte podem aparecer ou, então, muitas coisas podem desaparecer porque deixaram de ser úteis e necessárias.

Podem ocorrer a dissolução de relações (amorosas, amistosas ou profissionais) por já não cumprirem o objectivo da cooperação. Tudo aquilo que impede o conceito de crescimento para o futuro é uma barreira. Tudo o que já está gasto, em decadência e não serve para desenvolver uma consciência mais elevada, é eliminado mediante algum acontecimento de tipo eruptivo. E é, também, quando o ser humano pode confundir estas questões e, em vez de desenvolver uma consciência mais elevada, tenta elevar forçadamente o seu estatuto social e profissional.

Pelo lado mais positivo, espiritualizante e do desenvolvimento da consciência, também existe a possibilidade de que se despertem novas capacidades ou possibilidades que até agora estiveram adormecidas ou latentes. É o momento para saber aproveitá-las. As circunstâncias ou acontecimentos que agora rodeiam a sua vida servem como descargas que acendem este despertar.

As mudanças acontecerão naquelas áreas de vida associadas às duas casas afectadas pela quadratura de Plutão. A casa por onde este planeta transita e a casa natal onde Plutão está situado.

Reforçando a ideia: esta posição astrológica é característica de mudanças radicais, de alterações do comportamento social, psicológico e espiritual, desencadeadas por instintos, por forças psicológicas inconscientes e subconscientes, eventualmente de natureza agressiva, que normalmente se traduzem numa recusa a qualquer coisa, ou a de alguém, numa revolta contra a sociedade em geral, contra os grupos com quem contacta, contra a política e organização social e contra todas as regras da sociedade.

António Rosa



7 de maio de 2012

'Jesus Christ Superstar on Broadway' [nova versão]


Quem for a Nova Iorque aproveite para passar um bom serão vendo a nova versão 'opera rock' de «Jesus Christ Superstar», de Andrew Lloyd Weber e Tim Rice. Está no Neil Simon Theatre -  250 West 52nd Street, ali na Broadway. Ainda não vi esta versão, mas a julgar pelo entusiasmo é bem mais interessante que a original, que em meu entender já era uma peça muito boa.

Dirigido por Des McAnuff, premiado com 2 Tony, e estrelado por Paul Nolan (Jesus), Josh Young (Judas) e Chilina Kenedy (Maria Madalena), coreografado por Lisa Shriver e direcção musical por Rick Fox. Esta versão já possui candidaturas para o prémio Tony 2012. 

Site do musical, aqui.

Página no Facebook, aqui

Página no YouTube, aqui.

Veja a seguir a montagem de 2 minutos. Vale a pena.

Mais, aqui.


Se não vai a Nova Iorque, faça como eu, entretenha-se vendo os vídeos.











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1 de maio de 2012

Vénus retrógrado em Gémeos entre 16 Maio e 27 Junho

Ilustração de Inês de Barros Baptista.
Proibido reproduzir sem autorização da autora.
Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho,
sempre no signo Gémeos.
Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses.


O mês de Junho 2012 será marcado por eventos de grande importância planetária, pois irão ocorrer 3 momentos de grande significado para o nosso planetas, a saber:

1 - A 11 de Junho o planeta Júpiter ingressa no signo Gémeos, o quer só ocorre a casa 12 anos.

2 - Vénus ficará retrógrado entre 16 Maio e 27 Junho, sempre no signo Gémeos. Assinalo isto porque Vénus só faz este movimento retrógrado a cada 16 meses e desta vez, cruzará o disco solar, ficando cazimi.

3 - A 24 Junho vai verificar-se a quadratura exacta, no grau 8, entre Úrano e Plutão. O primeiro de várias conjunções exactas.

Agora, vamos analisar o que é isso de planetas retrógrados e em particular estes movimento de Vénus, que duram apenas 40 dias, mas têm uma importância transcendental.

Há astrólogos que afirmam e com razão que os planetas retrógrados têm sua função mais dirigida para a função interior da mente, as mudanças são operadas interiormente antes de se manifestarem no mundo exterior. Mas dá uma certa introversão sim.

A minha visão sobre os “retros” e os interceptados vai no mesmo caminho. Sinto haver uma similitude, tendo em conta que uns são os actores da peça de teatro (os planetas) e outros são o cenário (signos – energias).

Para mim é nos planetas retrógrados e nos signos interceptados que vejo a “Inteligência Superior” a funcionar através da Astrologia, como linguagem meta-superior ou divina.

Procuro ver os retrógrados para além da “função interior da mente”. Entendo como sendo um estado de alma. Nesse sentido suspeito que ultrapassa a mente, indo directo às emoções, porque é destas que parte a vibração de como vivemos na crosta do planeta.

Um planeta retrógrado está nessa situação de retrógrado, de igual maneira para os 3 corpos da materialidade do ser humano - físico, mental e emocional. Por serem os corpos descartáveis de Nós mesmos, enquanto Seres. Porque a aprendizagem do ser humano é feita através da interacção da energia do planeta com os corpos da materialidade.

Em linguagem corrente podemos chamar “medo” a esse aprisionamento do retrógrado. Existe “ali” uma certa dificuldade em se realizar. As “coisas” têm que ser feitas dentro de um registo peculiar que difere de planeta para planeta.

Um retrógrado ou um interceptado, para mim, é como se quisesse dizer: “tens que fazer o exame para poderes prosseguir os estudos”. Que estudos? Os de mim mesmo. Acredito que sou apenas um corpo e vivo apenas para o materialismo mais imediato? Ou acredito que sou uma Alma provisoriamente num corpo, para fazer a experiência da fisicalidade?

É nesta subtil divisão que o retrógrado pode manifetar-me ou há um certo trânsito e transcendo-me... Habitualmente, com dor e sofrimento. Porque tenho que Me merecer a Mim mesmo. É aqui que entram as múltiplas definições de “destino”. E foi nesta base que a astrologia perdeu credibilidade no fim do século 19 até aos anos 80, quando Plutão ajudou a que esta arte fosse recuperada e massificada.

A irredutibilidade do chamado “destino” enquanto “obrigação” de cumprirmos o que supostamente nos é atribuído. Ou esse “destino”, enquanto construtor da minha própria vida”. É aqui que os trânsitos dos retrógrados me obrigam a escolher.

Ou escolho repetir, repetir e repetir. E aí estamos perante aquilo que se chama (e bem) de “função interior da mente”. E repito, repito, repito… sem querer ver que estou sempre a cair no mesmo padrão limitativo. 

É mais óbvio de constatar quando o planeta está Rx no natal. É a percepção equivocada que Eu sou apenas o meu corpo e gero os padrões repetitivos que atraio para mim mesmo e que me faz "pensar" e "dizer" que "não tenho sorte", ou que "tenho azar" (no amor, na saúde, no trabalho, etc.)

Ou escolho não repetir. E aí estamos perante a função superior do Ser, através da Alma. Conseguimos sair dos padrões. Realizando e reconstruindo o próprio destino. Aqui Plutão e Saturno em trânsito têm uma enorme responsabilidade na actuação desse retro, levando com eles o lixo psíquico que temos em enorme quantidade.

Tenho encontrado muitos casos em que os retrógrados são trabalhados durante ou após o trânsito de Plutão em quadratura a ele próprio. Também dou muita atenção à passagem de Plutão pelas casas de água e ângulos. Na minha maneira de ver, a passagem de um Plutão pela casa 12 é claramente uma mudança total. São vários anos, sendo os mais importantes quando entra ou quando sai da 12.

Se a pessoa deixar fluir todas as emoções que Plutão carrega, o mais certo é haver uma libertação da personalidade porque houve uma “infusão da alma”.

A nossa alma aproveita essas oportunidades astrológicas para “carregar as nossas baterias” (infusão energética) que faz mudar a vida da pessoa. Ou transcendem-se a eles próprios e fazem algo marcante na vida e começam a ter uma carreira fulgurante, ou ficam "presos" às regras da sociedade - a caminho de uma tremenda infelicidade. Já me alonguei demasiado e não sei se me expliquei bem.

Vénus cazimi com o Sol a 5 e 6 de Junho

Há um fenómeno cósmico a ter em atenção: sempre que Vénus atravessa o disco Solar, o seu movimento principal é o retrógrado. Apesar de Vénus ficar retrógrado a cada 16 meses, só de anos em anos é que atravessa o disco Solar, desaparecendo na Luz. A vez anterior a esta foi em 2004 e a anterior foi em 1882. A próxima será em 2117.

Este movimento em que Vénus retrógrado atravessa o disco Solar, demora 7 horas, desde o momento que começa e o que termina. É neste processo que Vénus fica cazimi no grau 16 de Gémeos, depois das 22 horas [TMG], no dia 5 Junho, terminando no dia seguinte, 6 de Junho. A conjunção exacta (cazimi) será pouco depois da 1 da manhã [TMG] do dia 6. Um pouco antes das 5 da manhã [TMG] do dia 6 de Junho, Vénus sairá do disco Solar.

Cazimi (também escreve-se Casimi) é um palavra técnica árabe que significa "coração do Sol" ou "no coração do Sol". É um termo astrológico / astronómico significando um planeta que está em conjunção exata com ou muito perto do centro do disco solar.

Um planeta que forma uma conjunção com o Sol no espaço de 17 ' (minutos de arco) de partil (exactidão) é dito ser Cazimi, literalmente engolido e fortificado pelo Sol e, como ele também pode ser interpretado "no coração do sol".

Pode ler mais explicações sobre o «cazimi» na minha série «Astrologando», clicando aqui.

Muito se fala deste posicionamento em que Vénus é devorado pela Luz do Sol. A astróloga Vera Baz Mendes aconselhou-me a que eu fizesse a análise usando os símbolos sabeus. Espero que seja ela a fazer essa análise no seu blogue «Create Your Life» pois teremos muito mais a aprender, pois é uma área onde se sente muito à vontade.

O que me parece muito curioso neste movimento retrógrado de Vénus pelo signo Gémeos, é que ele ocorre na constelação de Touro. O mínimo que me ocorre pensar é que Vénus é o regente diurno do signo Touro. Não há coincidências, pois não? Não quero por-me aqui a inventar, interpretando o que não sei interpretar. 

Planetas retrógrados

Quando se fala de "planetas retrógrados", fala-se do movimento  aparente  desses planetas, vistos da Terra. Quando estamos num trem e ultrapassamos um outro, mais lento, temos a impressão de que este último recua - e, no entanto, sabemos perfeitamente que não é o caso. Quando a Terra, na sua órbita, avança mais rápido que um planeta (visto da Terra), esse planeta parece recuar. Na verdade, ele continua a avançar, como o trem, e trata-se apenas de uma impressão. A astrologia é o estudo dos astros do ponto de vista da Terra; observamos os raios que esses astros nos enviam, mas não seu movimento real, objectivo (este último é estudado pela astronomia). O Sol e a Lua nunca estão retrógrados.

Como interpretar o movimento aparentemente retrógrado de um planeta? Parece que, para nós, uma parte do poder desse planeta se perdeu. Os planetas retrógrados permitem compreender os problemas de uma personalidade: eles indicam os campos nos quais se custará mais a encontrar o equilíbrio.

Os planetas retrógrados são de uma extrema importância na interpretação de um mapa, ou n os trânsitos e, particularmente nas previsões: toda a análise pode ser errada, as previsões inexactas, unicamente porque não se levou em conta essa chave essencial. Um planeta retrógrado pode bloquear as melhores previsões de um mapa, e todas as brilhantes possibilidades de uma personalidade.

Os planetas mais lentos em estado retrógrado

Os planetas pesados são os que, com maior frequência, encontramos retrógrados: Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão permanecem durante meses em "marcha-à-ré". Assim: Júpiter retrógrada durante cerca de quatro meses por ano. Saturno, cerca de quatro meses e meio. Úrano, cerca de cinco meses. Neptuno, cerca de seis meses. Plutão, cerca de seis meses e uma semana (e Plutão está sempre retrógrado no Inverno).

Assim, um enorme número de pessoas nasce sob esta influência, particularmente as pessoas do Outono e do Inverno. Os planetas pesados indicam assim um destino colectivo, o que vai de encontro às Lectures de Cayce no que diz respeito aos carmas de grupo.

Mas os planetas pesados têm também uma influência muito forte sobre os destinos individuais - de acordo com seu lugar no mapa, os aspectos que ali recebem, seu lugar no signo e na casa etc.

Marte, Vénus e Mercúrio retrógrados

Os planetas rápidos ficam mais raramente retrógrados, e permanecem por menos tempo em "marcha-à-ré". Mas quando isso acontece, eles repre­sentam um papel de bloqueio extremamente poderoso no destino do indivíduo. É preciso então verificar, por direcção secundária progredida (contando nas efemérides um dia = um ano), quanto tempo o planeta permanecerá retrógrado depois do nascimento. O ano em que Marte, Vénus e Mercúrio partem de novo em sentido directo, marca uma virada importante na vida do nativo, uma libertação de um bloqueio. 

A análise espiritual dos planetas retrógrado

Os planetas retrógrados no mapa natal representam vidas passadas em que o ego foi dominante e o Ser Espiritual não desenvolveu adequadamente a sua missão principal: a evolução espiritual. Instalou-se o medo, que perdura como memória cármica, nesta vida. Pode ter gerado padrões repetitivos de comportamento que perdura até hoje. E é nesta encarnação que surge o propósito de haver a libertação desse medo.

Os aspectos natais desses planetas retrógrados representam níveis particulares e específicos de resistência do ego, como memórias de possíveis medos com origem cármica.

A escolha do Espírito, antes de encarnar nesta vida, é uma proposta enorme e desafiante: a libertação desses pesados medos cármicos.

Com essa libertação dar-se-á o reencontro com o Ser Espiritual podendo, então, o Ser Humano escolher fazer o que deve ser feito, desde que sentido pelo coração e validado pela intuição.

Os trânsitos a esses planetas retrógrados podem significar os momentos mais adequados para:

a) A libertação desses medos cármicos.

b) Ou o acentuar do domínio dos mesmos.

Escolha com o coração! Valide com a intuição. O resto é consequência da escolha. E entregue ao céu.

Vénus retrórgado

Vénus retrógrado num mapa astral anuncia uma vida amorosa difícil. A pessoa age com o ser amado de maneira  muito contraditória.  Procuram programar a sua relação amorosa  com ele, seguindo uma linha  demasiado dura, demasiado exigente ou não  o bastante! Há um desacordo   entre os objectivos amorosos dos nativos e   sua maneira concreta de viver o   amor.

As suas dificuldades com o sexo oposto devem-se a uma falta de segurança interior. Padecendo de uma grande solidão afectiva, aspiram de tal maneira à felicidade, que bloqueiam neles mesmos as forças que lhes permitiriam atingi-la.

Vénus retrógrado indica um carma bastante pesado no campo afectivo: as pessoas não haviam entendido grande coisa de amor em suas vidas passadas. O seu comportamento inadequado lhes havia acarretado grandes sofrimentos. Na vida actual, a lembrança dessa dor os impede de se darem plenamente. 

As pessoas pertencentes aos dois sexos sem se darem conta, podem suspeitar que aqueles que os amam tenham intenções egoístas ou interesseiras, mesmo quando não é este o caso. A maioria das vezes não é. Essa suspeita leva-os a recusar o amor, muitas vezes sem razão, pois assim se privam de uma oportunidade de felicidade.

Felizmente, Vénus não fica retrógrado durante toda uma vida, e chega a um momento em que o ser tem a possibilidade de sair de sua prisão afectiva. No ano em que Vénus parte de novo em sentido directo, sua vida afectiva melhora.

Os trânsitos de Vénus têm esse sentido de libertação. Permitem que as pessoas se desbloqueiem ou se entreguem verdadeiramente ao ser amado. É isso que é pproposto que aconteça neste abençoado ano de 2012.

Vénus retrógrado em trânsito em Gémeos

Neste signo da comunicação, em que o ser ainda não atingiu a sua polaridade sexual, Vénus retrógrado indica alguma instabilidade afectiva nas existências anteriores, nas quais a pessoa vivia o amor como um jogo meio leviano; deve agora aprender a se comprometer seriamente. resistindo à tentação de jogar os seus parceiros um contra o outro!

Vénus trata do Amor com maiúsculas. Estou a imaginar a cara de muitos espiritualistas à espera de textos mais conformes com as suas crenças. O Amor é universal. E ponto!

Vou facilitar a vida dos leitores dando umas pistas do significado deste trânsito retrógrado pelas casas nos mapas natais. Tratem de constatar se as ideias contidas nestas mini-pistas vos servem:

Vénus a retrógradar na casa 1
A casa 1 descreve a pessoa tal como o percebem os outros. Vénus nesta casa indica que a pessoa gosta de si mesma. Quando o planeta esta retrógrado, é provável que a pessoa, em suas vidas anteriores, tenha levado esse amor ao excesso: era Narciso, deslumbrado consigo mesmo! Na vida actual, ele terá demasiada tendência a querer agradar. Procura atrair para si o amor dos outros, ao invés de dar amor àqueles que dele têm necessidade.

Vénus a retrógradar  na casa 2
Sequiosa de segurança, a pessoa permanece apegada demais aos objectos, pessoas e instituições das vidas passadas, para ele tranquilizadoras. Pode ser, com frequência, um excelente artesão, ou artista, mas as suas criações nunca são de vanguarda: ele ficou preso à sensibilidade artística de épocas passadas. Deve também aprender a generosidade (pois tem medo demais de empobrecer, dando), a abandonar suas tendências materialistas.

Vénus a retrógradar  na casa 3
Aqui, a pessoa tem algo a aprender no campo da comunicação com os outros: em vidas passadas, seus discursos agressivos, canhestros ou indelicados haviam afastado os que o cercavam, particularmente seus irmãos e irmãs, seus primos e, na escola, seus colegas. Deverá aprender a se controlar, e sobretudo a usar de mais tacto nas relações faladas ou escritas com seus parentes.

Vénus a retrógradar  na casa 4
Em suas vidas passadas, a pessoa não soubera criar um ambiente satisfatório no seu lar (ou a sua pátria, se tinha responsabilidades políticas ou administrativas). Seus parentes não se sentiam felizes em sua casa. Isso se deve ao fato de que toda uma parte afectiva dele mesmo estava subdesenvolvida. Eterna criança, apavorado com o mundo exterior, não tendo liquidado outrora seu Edipo, deve aprender agora a sair de sua concha para dar ternura e protecção aos seus.

Vénus a retrógradar  na casa 5
Em suas vidas anteriores, a pessoa estava quase que exclusivamente voltado para o prazer, para o lazer e para os amores inconstantes. Era provavelmente um jogador. Se esse Vénus retrógrado está em conjunção, ou afligido por um Marte mal aspectado, pode-se presumir que a pessoa era homossexual, ou, segundo a natureza dos outros aspectos planetários, muito pouco ortodoxo em seu comportamento sexual. E possível também que tenha negligenciado os seus filhos em vidas passadas. Deverá tentar, na vida actual, amar sinceramente, e assumir seus compromissos paternos.

Vénus a retrógradar  na casa 6
A pessoa, em seu passado anterior, não respeitara as leis naturais da higiene, e sua falta de disciplina na alimentação lhe valera uma saúde má; ou ainda (segundo as indicações do resto do mapa astral) teria feito mau uso de sua boa saúde - que lhe havia sido dada para que se colocasse a serviço dos outros. Cuidar do próximo, ministrar-lhe ensinamentos e administrá-lo-eis o que deveria ter feito, e não fez. A pessoa deverá, agora, para liquidar seu carma, respeitar uma higiene de vida e uma disciplina alimentar, e colocar sua experiência a serviço da humanidade sofredora.

Vénus a retrógradar  na casa 7
Aqui, a pessoa tem bastantes dissabores no casamento (ou nas associações), por causa das vidas cármicas demasiado individualistas. 0 nativo aceitava o amor que lhe era oferecido, e não o retribuía. Não respeitava os compromissos assumidos em contratos e "puxava a brasa para a sua sardinha" em todas as circunstâncias. Deve aprender agora a respeitar os direitos dos outros, a desenvolver a harmonia conjugal; a se conduzir de maneira generosa construtiva em todas as associações nas quais esteja envolvido.

Vénus a retrógradar  na casa 8
Em suas vidas passadas, tudo acabava mal para a pessoa, por causa de certos traços de carácter negativos, dos quais ele deve agora livrar-se. A pessoa se complicava nas relações humanas, deixava-se levar a situações inverosímeis por sua necessidade de sexo e de dinheiro. E possível também que tenha tido faculdades "psi", dons ocultos que tenha utilizado mal (para fins materiais e pessoais). É possível também que tenha vivido mortes muito dolorosas. A lição cármica a reter aqui é o bom uso do dinheiro dos outros; e uma reflexão espiritual, que permitirá aa pessoa não temer a morte.

Vénus a retrógradar  na casa 9
Esta posição de Vénus sugere que a pessoa tenha sido um beato nas vidas passadas, praticando uma religião conformista, puramente social. ao mesmo tempo que se permitia inúmeras distorções da lei que pretendia honrar. A pessoa deve, portanto, buscar um real progresso espiritual, e praticar amplamente a tolerância ecuménica.

Vénus a retrógradar  na casa 10
A pessoa vem de uma vida passada bastante triste, na qual tudo o que desejara lhe fora recusado. Almejara particularmente o prestígio, as honras, a glória - ou, pelo menos, a aprovação dos seus chefes. O fracasso vem de certos traços negativos de sua personalidade, particularmente a falta de tacto e de diplomacia. Por um orgulho mal colocado, a pessoa deseja ser aceito por seus superiores, mas não faz nada para isso! É capaz, mas não se deve deixar bloquear por um excessivo sentimento de superioridade.

Vénus a retrógradar  na casa 11
Os amigos da pessoa foram, numa vida passada, tão mal acolhidos, que o impediram muito de progredir. Seduzido pelas lisonjas interesseiras desses amigos, não tinha coragem de afastá-los. Na vida actual, esta pessoa reen­contra suas antigas relações, e o mesmo tipo de vida social. Deve agora aprender o discernimento e escolher relações mais refinadas, que o ajudarão a se elevar cultural e moralmente.

Vénus a retrógradar  na casa 12
Aqui, a pessoa permanece apegado a um amor antigo, que data de uma outra vida - amor que nunca se rompeu. 0 nativo demonstra tendência à auto-compaixão, pois sabe, mais ou menos conscientemente, que deixou esse ser amado para trás. Muito romântico, não tem realmente os pés na Terra, e caminha na vida actual trazendo essa ferida secreta. Tem a possibilidade de transformar essa carga emotiva em obra de arte, ou em criação humanitária. Cessará de perder seu tempo em vãs lamentações (cármicas), no dia em que compreender que deve viver plenamente o presente.

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos? 

Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direcção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. 

Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

Veja com atenção este vídeo, que está muito bem feito e bem explicado:








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