Quíron e a iniciação da alma - e a crise dos 50 anos

6 de setembro de 2010 ·

Sendo Úrano o planeta regente da astrologia, no entanto, é
Quíron quem rege o astrólogo e todos os terapeutas.

Este texto foi escrito e publicado por mim a 10 de Maio de 2007 no site «Escola de Astrologia Nova-Lis», entrando agora, pela primeira vez, no 'Cova do Urso'. Leia com calma e passe bem!

Quíron é um pequeno astro descoberto em 1977 por Charles Kowal, cuja órbita ocorre entre Saturno e Úrano sendo muito irregular. Para completar uma deslocação ao longo do zodíaco demora cerca de 50 anos e, atendendo à irregularidade da sua órbita à volta do Sol, a sua passagem por cada signo varia entre 1 ano e meio quando passa por Balança, a 8 ¾ anos quando atravessa o signo oposto, Carneiro.

Sente-se que existe alguma dificuldade em analisar este astro. Há pouca bibliografia, comparada com os restantes planetas. Aprendemos em astrologia que Quíron nos fala de uma ferida [física, material, psicológica ou mental] algumas vezes provocada por acidente, por distracção, por algo irrazoável ou que nunca é esperado, introduzindo, desse modo, o tema do sacrifício na vida da própria pessoa: na sua «mortalidade», na sua projecção mundana, na sua saúde, na sua vida material, etc.

Também se aprende que Quíron representa um passo importante na descoberta das fragilidades, desajustamentos e incoerências humanas, através da compreensão da inutilidade de se lutar contra ou fugir daquilo que é a nossa realidade e essência mais básicas.

É por ser insolúvel a dor sentida, que Quíron obriga ao caminho em direcção à mestria das energias humanas; é por estar compulsivamente presente que Quíron não permite que se desligue ou se abandone o caminho traçado; é por não parecer ter explicação ou justificação que o sofrimento se torna dificilmente esquecido.

Para além destas formas de nos analisarmos, procuro ter, igualmente, um outro olhar sobre Quíron:


Quando, em meditação, deixamos a terra e subimos ao céu.



Em minha opinião, é o astro do Zodíaco que mais perto trata de nos encaminhar para o mundo espiritual. A sua localização no mapa natal representa onde nos sentimos frustrados. Tal como Plutão é a resistência e Saturno a aprendizagem, Quíron é a nossa frustração. A frustração de não podermos resolver na matéria a nossa missão espiritual, de não estarmos a fazer o que a nossa alma pede. Quíron, no nosso mapa, existe para nos obrigar a sermos nós próprios, e como habitualmente não o conseguimos, daí surgir a frustração nas nossas vidas. Quíron é o planeta do como fazer.

Muitos de nós agimos pela razão errada, pois as escolhas feitas no passado, habitualmente, não foram as melhores ou as mais apropriadas. Por exemplo, tira-se um curso de informática porque pensamos que vai dar dinheiro, quando o sonho secreto seria ser veterinário, mecânico ou ter outra actividade. Nunca existiu uma época como a que atravessamos - e falando apenas do que conheço -, nunca tanta gente se sentiu tão desajustada e infeliz com as suas vidas.

Este Quíron espiritual, pode funcionar com bastante severidade, pois sendo o planeta do como fazer, pretende que concretizemos; está sempre pronto a avisar-nos: “tu não és o teu corpo, tu és a tua alma temporariamente no teu corpo”.

Antes de avançarmos com maior especificidade sobre Quíron, tentemos analisar, com algum pormenor os grandes ciclos astrológicos do ser humano. Entre os grandes ciclos escolho 3, como sendo extremamente marcantes na nossa vida adulta.


Energia espiralante através dos quatro planos.

[Esta ilustração pertence ao livro 'Quíron',
de Barbara Hand Clow. Aqui e aqui.]




Olhando para a ilustração, de baixo para cima, encontramos o primeiro trânsito deveras significativo e que vivemos intensamente – o primeiro retorno de Saturno (clicar). Retorno é quando um planeta em trânsito, dando a volta completa ao redor do Sol, “retorna” ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Este retorno de Saturno dá-se por volta dos nossos 29 a 30 anos. É o trânsito que trata, sobretudo, de deixar para trás as questões mais ligadas ao nosso corpo físico. Em todo este tempo, desde o nascimento, passamos pelo crescimento físico do nosso corpo. É a aprendizagem para conhecermos o mundo mais físico e avançarmos na nossa evolução. Nessa idade, aos 29/30, já nos encontramos numa fase da vida em que sabemos algumas coisas e andamos muito ocupados na concretização dos desejos mais comuns: casamento, filhos, casa, emprego, etc. Os jovens neste ciclo podem passar por momentos de muita angústia, debatendo-se com estes e outros dilemas. É o primeiro grande ciclo do ser humano. É quando se dá o início do trabalho mais ligado ao corpo emocional ou astral. E são poucos os que compreendem esta questão, pois estão muito ocupados com as suas carreiras.

Continuando a olhar para a ilustração acima, a seguir temos o trânsito conhecido como Úrano em trânsito em oposição Urano natal (clicar). Oposição é quando um planeta em trânsito, na sua volta ao redor do Sol, atinge metade do seu caminho ficando oposto ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Ocorre entre os 39 e 42 anos, consoante os mapas. Entre os 30 e os 40 as questões do corpo emocional deveriam ficar bem trabalhadas, para se prosseguir com a fase seguinte, a ligada ao corpo mental. Sendo Úrano a oitava superior de Mercúrio [o planeta da mente] somos convidados a mudar a maneira de pensar, a nossa maneira de aprender as coisas; aqui atingimos o meio da idade do Homem. Se a média de idade do ser humano ronda os 80 anos, é normal que se considere os 40, como o meio da idade do Homem. É nesta oposição de Úrano, quando se pede uma maior ligação ao cosmos, ao universo. Esse Úrano, regente de Aquário, representando “a voz de Deus”, faz-se ouvir com intensidade. E deveria dar-se uma profunda alteração na vida. Cumpre-se assim um grande ciclo do ser humano. Os propósitos anteriores associados ao corpo físico (juventude) e corpo emocional (harmonia interna) deveriam estar resolvidos. É o início do trabalho para uma mais íntima ligação com o nosso corpo mental.

Ao chegamos aos 50 anos atingimos a maturidade adulta. Entre os 49/51, temos o retorno de Quíron. Os assuntos dos corpos físico, emocional e mental, já deveriam estar bastante bem resolvidos, para agora se processar um contacto em maior plenitude com a alma. Esse contacto com a alma existe desde que nascemos. Mas esta é a fase da plenitude. A iniciação deveria estar a atingir um ponto de contacto com as Hierarquias. O trânsito é profundamente espiritual, e por o ser, é vivenciado com o corpo, sendo no dia-a-dia que aprendemos os trânsitos deste astro. Enquanto Quíron não tiver feito conjunção a ele próprio, o processo Kundalini pode não estar terminado.

É onde Quíron se encontra, no signo e na casa, que nós podemos ser úteis a nós mesmos, curando as nossas feridas internas e se com isso também ajudamos os outros, é muito bom. Mas não desatem a querer ser terapeutas porque julgam possuir um 'dom' qualquer. Não é terapeuta quem quer. No entanto, o pintor, com os seus quadros, ajuda na cura dos outros. Se eu te sigo no Facebook e gosto dos vídeos que me mostras, estás a ajudar na minha curar, sem que o saibas. Poderia dar milhares de outros exemplos, de ajuda aos outros, sem sermos terapeutas. Mas, em simultâneo, tens que te ajudar a ti próprio. Tá?

Quiron e a kundalini estão intimamente associados. É a ferida e a cura, o bloqueio e o potencial. É onde Quíron se encontra no mapa natal, que cada um tem o que de melhor possui, pois é aí onde se “esconde” a sua verdadeira essência. É o nosso Ser espiritual.


Por isso, Quíron reflecte a nossa frustração. A frustração de não conseguirmos ser quem somos ao mais alto nível espiritual. É a frustração que trazemos através dos tempos, os anseios do Ser Primordial, independente das várias encarnações e dos vários corpos e vidas que essas encarnações propuseram. Esse Ser, com ideais próprios, tinha que se confrontar com a personalidade e o ego de cada uma das encarnações, e com o carma que esses egos iam acumulando nessas encarnações. Foi assim que esse Ser espiritual foi ficando mais longe de se ver completo, de exercer em toda a sua plenitude. Agora, os tempos são diferentes e tens uma oportunidade de te reaproximares do teu Ser espiritual.

É na primeira quadratura de Quíron que a energia kundalini sobe, ou tenta subir, mas nesta sociedade ocidental, pela cultura praticada, não deixamos que essa energia suba. O propósito de Quíron é perfurar a matéria, não para estarmos desligados desta, mas para estabelecermos a ligação com os planos superiores. Como a Terra possui um véu, é necessário furar, para claramente sentirmos que estamos a viver acompanhados do nosso Eu, da nossa consciência, pelas entidades e comitivas. Apesar de estamos sempre acompanhados, infelizmente, a maior parte das vezes não temos consciência disso. Nós, com a ajuda desta perfuração kundalínica de Quíron podemos adquirir essa consciência maior.

O movimento deste planeta é tão irregular que a primeira quadratura de Quiron a ele mesmo pode dar-se entre os 5 anos e meio e os 24 anos. Quando essa primeira quadratura a ele mesmo se dá na nossa vida, essa fase é absolutamente espiritual. Imaginem a primeira quadratura dar-se numa criança de 5 a 8 anos com a agravante dos pais não perceberem o que está a acontecer, e aí temos uma criança super agitada porque a energia kundalini está a subir. São crianças hiper-activas pela acção da kundalinica, que os mais velhos castram. Quando acontece ser aos 14 ou 15 anos, temos adolescentes com problemas. E assim, por diante.

Para as pessoas habituadas a fazerem meditação ou visualização, Quíron representa o caminho, o arco-íris, a ponte, a ligação entre o mundo material e o espiritual. Da mesma maneira que o trabalho de Plutão funciona para transformar a velha consciência numa nova encaminhada para a evolução; com Neptuno tomamos consciência que estamos inseridos no cosmos, no Uno, no Todo, que somos todos Um; com Úrano é a tomada de consciência da nossa ligação ao Céu, da voz de Deus, do Eu Superior a comunicar; Quíron pretende apenas que utilizemos o nosso corpo para conectarmos com o nosso Eu Interior, ou os seres multidimensionais, com o mundo espiritual. Por isto afirmamos que Quíron é o planeta do como fazer. Quíron ensina-nos o caminho do silêncio interno.

Mesmo que alguns pensem que o vosso Eu Superior é Jesus, ou Maria, ou Saint Germain, ou ainda uma outra entidade qualquer, temos que afirmar aqui, com seriedade, que estes Seres maravilhosos não são o nosso Eu Superior. São entidades maravilhosas, nossos Mestres Maiores, mas não são o nosso Eu Superior. Gostaria de insistir nesta recomendação de Quíron: o nosso Eu Superior somos nós mesmos numa dimensão superior. Se essas entidades “nos aparecem” nas meditações, é porque usam a energia do nosso Eu Superior para chegarem até nós, porque, provavelmente, não conseguimos chegar “até lá”. É que vivemos num planeta de gravidade densa…

Quanto mais cedo se tiver a primeira quadratura de Quíron, melhor para nós, porque tudo tem um propósito e mais fluída será a vida futura. Quanto mais tarde for essa quadratura, isso vai querer dizer que podemos demorar algum tempo a conseguir a atravessar a “ponte”, até que isso se torne habitual. Uma das enormes responsabilidades dos pais de hoje é estarem atentos aos seus filhos e perceberem se eles estão a passar pela primeira quadratura de Quíron. Não é catalogando-as imediatamente de “indígos” que vão resolver a questão. Porque é nessa atenção, que reside a ajuda. Compreendendo-os, entendendo-os, mas não catalogando-os.

É de toda a conveniência não confundirmos a acção de Quíron com Plutão ou Saturno, apesar de aparentemente, terem funcionamentos similares. São os três grandes planetas que nos podem causar sofrimento “cá em baixo”, mas os objectivos não são os mesmos: Saturno é para aprendizagem, para crescermos, para corrigirmos; Plutão é claramente para uma tomada de consciência de quem somos e o que temos de fazer; Quiron é o pontapé no rabiosque para fazermos o que temos que fazer.

Terminando: o posicionamento de Quíron no meu mapa diz-me que é nessas energias e áreas de vida que eu vim a esta vida para ser útil a mim mesmo.


Quíron parece ser um desconhecido, pois raramente
aparece nas ilustrações planetárias, mesmo as mais actualizadas,
como esta, onde já se vê Plutão na nova categoria de
planeta-anão. No entanto, vemos Ceres na mesma categoria de anão.
Quíron nem é mencionado.

Quem quiser saber mais sobre Quíron, clique aqui.

António Rosa

31 comentários:

Ezequiel Coelho disse...
6 de setembro de 2010 às 11:29  

Caro António,
voltarei ao texto, porque merece repetidas leituras e apercebo-me de que a letra "Q" tem afinal grande importância na minha vida.
Já descobri qual era a urgência, de que um dia me falou.
Um grande abraço

Fada Moranga disse...
6 de setembro de 2010 às 12:01  

Querido António, o mais engraçado é que Quiron e eu não nos largamos há 2 dias... Para estudar o Quiron de outra pessoa peguei no tema e 1h depois já estava a desvendar mistérios sobre o meu! É como se o segredo do meu Quiron estivesse selado há espera do Jupiter em trânsito. ;-)
Em boa hora.
Um grande bem haja e continuação de bom Quiron!
Beijos***deFada

Anónimo disse...
6 de setembro de 2010 às 13:25  

Olá!

Gosto de ler estes posts sobre Quíron.

Últimamente tive um encontro que considero "quirótico" de acordo com a interpretação que faço de Quíron,com uma pessoa que conheci na Internet e agradeço-lhe por isso, porque foi no seu blogue (de há 4 anos atrás)que travei conhecimento com essa pessoa. Esse seu blogue foi o 1º blogue em que entrei, nessa altura não conhecia nem sequer a palavra'blog', calhou entrar no seu, passeando na Internet.

Aliás, na consulta que tive consigo nesse ano, você disse que eu iria encontrar uma pessoa muito importante. Claro que pensei logo que fosse o Príncipe Encantado (com pilinha em todos os sentidos), mas afinal foi ela, que (re)conheci imediatamente.

Um abraço agradecido, querido Maestro!

S

Thaís leão disse...
6 de setembro de 2010 às 13:41  

Oi,António.Tudo bem?
Interessante o texto mas quando cheguei na parte do Retorno de Saturno tive que ir lá ler.
Estou exatamente nela.Minha vida está de cabeça pra baixo, muitas coisas ruins e angustiantes acontecendo, crises existenciais e profissionais...Nunca quis tanto fazer 30 anos na vida!hauhauhauauh!
Adorei seu texto, tudo que vejo sobre o assunto eu leio pra me dar um pouco de esperança e ajudar a passar o tempo até fazer 30 anos e ele me deixar!
Um beijo

Astrid Annabelle disse...
6 de setembro de 2010 às 13:46  

Bom dia António!
Já levei para casa! Esse é para ler e reler muitas vezes. Abençoada inspiração Mestre Professor. Nem vou dizer que senti uma afinidade enorme com tudo o que diz este seu texto!
Maravilhoso trabalho!
Ainda ontem estava deixando um comentário no blog da Adelaide que fala sobre Urano.
Só resta agradecer por tanta coisa boa que você nos oferece sempre!
Um beijo grande.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...
6 de setembro de 2010 às 13:50  

Somente agora que eu vi o link lá junto com a Mandala do urso!!!!!...beijo gostoso por isso.

Adelaide Figueiredo disse...
6 de setembro de 2010 às 14:06  

Olá António,

Mais uma aula maravilhosa. Este texto que me chamou a atenção para muita coisa que se passava comogo há algum tempo atrás quando o li pela 1ª vez na Escola. Recodo muito bem a minha quadratura Quiron/Quiron em 1972, a minha oposição em 89/90, a quadratura de 95/96 e a conjunção em 2002/3. Foi a partir de 95/96 que comecei a buscar mais a alma. No entanto, foi com o retorno que se deu a luz. A astrologia tem-me ajudado a compreender todas as fases da minha vida e acalmado e dado força. Se não conseguisse entender a astrologia e os efeitos dos trânsitos e o que els conseguem fazer em nós e tentar tornear as situações o que teria sido de mim? Devo isto ao Universo e a uma pessoa cá na Terra que colocou no meu caminho um manancial de sabedoria para eu poder explorar, aprender e também depois poder ampliar por mim mesma - esse alguém é o António :)
Estas palavras servem também para o texto que ontem colocou e que eu não comentei porque estive ausente.
Grata pela partilha e mais uma vez por uma óptima aula.

Abraço

Adelaide Figueiredo disse...
6 de setembro de 2010 às 14:10  

António,
Lol, está tudo cheio de gralhas. Peço desculpa mas a pressa dá em vagares. Peço desculpa

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...
6 de setembro de 2010 às 14:18  

Que interessante esse texto. Então a maior divindade...somos nós mesmos, através de nossa evolução e aprimoramento.

Quiron tem muito a ver com o 7, não é? Um número especial para mim, acho que para todos rs.
boa semana meu caro

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 14:25  

Caro Ezequiel,

Tenho estado longe do computador toda a manhã e este post já estava feito há vários dias, mas programado para sair automaticamente hoje às 11:11. Assim foi. Pr isso é que só agora pude vir ao blogue e encontrar todos estes 9 comentários. Quase que me ia dando uma tontura com tantos comentários em tão pouco tempo.

Muito agradecido pelas suas palavras e por entender que que merece repetidas leituras. Também fiquei satisfeito em saber que já tomou consciência dessa urgência.

Este post é para si. Para todos, mas para si em especial.

Grande abraço,

António

Marliborges disse...
6 de setembro de 2010 às 14:34  

Olá Antonio,
Adorei essa aula. Mas sinto que preciso reler mais algumas vezes. E é isso que vou fazer. Bjsssssssss

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 14:37  

Fada querida,

Achei este teu comentário, algo muito especial. E como compreendo. Também tenho passado por processos parecidos nos últimos dias.

Beijos.

António

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 14:38  

Olá querida anónima S

Fico muito feliz em saber que está a ter eses encontros quiróticos. Espero que sejam frutuosos.

Só de pensar que o meu antigo «Postais da Novalis» conseguiu fomentar os encontros e amizade entre várias pessoas, fico muito feliz e grato por esse blogue ter existido.

Um grande beijinho

António

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 14:43  

Thaís

Costuma-se dizer que Deus escreve directo por linhas tortas. :))

Imagine por onde você foi encontrar mais informação sobre o retorno de Saturno. Esse post que está no site da Escola Nova-Lis também será posto aqui no blogue, porqe já percebi que muitos dos meus leitores preferem ler aqui. E eu fico grato por isso.

Thaís, tente ficar tranquila e ir vivendo o dia-a-dia para que a sua vida não fique entornada. São experiências cármicas, fruto das nossas escolhas.

O que você ainda não sabe é que daqui por 29 anos irá passar por outra crise que se prende com esta que está a passar agora.

Portanto, cuide bem e da melhor, de tudo agora, nesta fase da sua vida, para que daqui por 29 anos essas questões já estejam todas arrumadas.

Desejo-lhe tudo de bom.

Beijos.

António

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 14:51  

Querida Astrid

Você nem imagina o que tenho estado a preparar para colocar no seu blogue, no post dos animais de poder. Suspeito que a caixa de comentários não consegue receber tanto texto e vai ter que ser dividido em 2 ou 3 partes.

Muito agradecido por ter apreciado este texto. Imagine que foi escrito em 2007 e continua válido e actual. Vou ter que reler muitas coisas do site da Escola Nova-Lis que eu próprio já nem me lembro. E colocar aqui, pois parece que cada vez há mais leitores interessados nestas coisas que vou escrevendo, o que me deixa muito feliz.

Imagine, eu com Quíron em Sagitário (a tratar destes assuntos) e na casa 7 (a casa do outro, que é o leitor). :))))

Claro que eu tinha que colocar o seu link junto à mandala. Tinha que ser, para meu interesse pessoal (sou mesmo egoísta) pois assim poderei ir directo ao seu post para reler e reler, as vezes que necessitar, porque desde que o Marcelo fez o post com as mandalas com os animais de poder, depois ofereceu-me a mandala do urso e a seguir vem o seu post, só lhe digo que me vieram à memória tantas coisas ligadas a esse assunto que eu já nem me lembrava. mas isso vou contar-lhe directamente no seu blogue.

Beijo grande

António

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 14:57  

Querida amiga Adelaide,

Li com muita atenção o seu comentário. Como muito bem sabe, há sempre uma altura na nossa vida que entramos em contacto mais estreito com a nossa alma. Quando não o fazemos, a Adelaide também sabe quais podem ser as consequências. Por isso é que há tantas doenças de cancro. Quando as pessoas se curam dessas doenças, ficam completamente modificadas e todas elas afirmam que são outras pessoas diferentes do que eram.

Fico muito agradecido por lhe ter sido útil através da astrologia, lá no site da Escola. Só saber isso dá-me imenso prazer, ou não tivesse eu a Lua em Sagitário. :))))))

Não se preocupe com as galhas. A Astrid e eu também nos queixamos do mesmo. O melhor é não ligar.

A Adelaide está a fazer um trabalho notável no seu blogue. Ainda bem que retomou essa tarefa.

Grande abraço

António

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 15:02  

Alexandre

Pois é isso mesmo: a divindade somos nós mesmos. Temos que evoluir aqui no planeta.

Você, por exemplo, com a sua escrita serena e bonita tem ajudado a curar imensas pessoas que o admiram e o seguem. Esse é um propósito. No entanto, julgo saber que a sua formação académica é de natureza científica. É curioso, como fala para a alma das pessoas.

Deixo-lhe um link sobre Quíron e o número 7, que conta com a colaboração da nossa comum amiga Astrid Annabelle.

Abraço

António

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 15:03  

Alexandre

Esqueci-me de deixar o link, que é este:

http://cova-do-urso.blogspot.com/2010/03/quiron-e-o-numero-7.html

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 15:06  

Marli

Esteja à vontade com a leitura. faça-o com calma.

Beiji

António

Astrid Annabelle disse...
6 de setembro de 2010 às 16:10  

AMEI António!!!! Seu comentário lá no Navegante...
Você me dá permissão para fazer um post com este seu depoimento?
Estou aguardando sua resposta.
Beijo grande.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 16:23  

Astrid

Não entendo nada, mas tem a a minha permissão para fazer o que entender.

Beijos

António

Astrid Annabelle disse...
6 de setembro de 2010 às 16:47  

Não entende nada????rssss
António irei postar logo mais...agora vou dar o almoço para o Raphael. Volto em seguida.
Um beijo grande, Urso querido!rs
Astrid Annabelle

António Rosa disse...
6 de setembro de 2010 às 18:03  

Astrid

Vou ficar à espera, com curiosidade.

Beijo

António

Astrid Annabelle disse...
6 de setembro de 2010 às 21:50  

Olá António!
Demorei mas está publicado...
Ficou bonito!!!
Um beijo agradecido.
Astrid Annabelle

Anónimo disse...
6 de setembro de 2010 às 22:51  

Querido António,

Eu que nada percebo de astrologia, mas adoro ler o que escreve, e sinto-o como balsâmo para a minha alma...levei neste artigo e nos que estão interligados, uma tarde.acredita? Lia e parava e pensava e ia ao site da escola ler a explicação..e assim sucessivamente..

Como tenho estado em contacto com o que falámos, lembro-me de ter ouvido o António dizer que tenho Quiron na casa 4, mas fui ao meu mapa e ele está na 5..e aqui fiquei baralhada.. Se for na 4, e a ferida se produziu no lar..mais baralhada fiquei...

Mas apesar de baralhada, estou deliciada por poder ir lendo e sabendo um pouco mais sobre estes assuntos que tão sábiamente nos transmite, e que eu gosto muito. Gostando também de si...


Muitos beijinhos

Dulce Bento

Nilce disse...
6 de setembro de 2010 às 22:52  

Oi, Antonio

Fico admirada com tamanho conhecimento, com tanta informação.
Leio e releio sempre.
Obrigada por compartilhar.

Bjs no coração!

Nilce

António Rosa disse...
7 de setembro de 2010 às 07:16  

Dulce,

Fui consultar o seu mapa e, de facto o seu Quíron está na sua casa 5. Saturno é que estando na 3, já trabalha a 4.

Muito obrigado pela correcção. Podemos voltar a tratar disso via Skype. Pode ser?

Agradecido pelas palavras.

Beijos

António Rosa disse...
7 de setembro de 2010 às 07:16  

Nilce

Muito grato por ler. De nada vale escrever se não houver leituras. Amo os que me lêem.

Beijo

Cristiane disse...
7 de setembro de 2010 às 13:18  

Antonio...queria ter mais conhecimento de astrologia, que me fascina. Mas por enquanto estou me abrindo, literalmente, para as mudanças e para a evolução do meu espírito. Decidi me "entregar" a algo que sempre esteve presente em minha vida: intuição, espiritualidade, conhecimento.
Lógico que seu texto merece muitas releituras. Mas lhe agradeço por dar( a todos que te lêem) esta oportunidade de nos conhecermos cd vez mais e melhor!
Bom feriado!

Paula Fernandes disse...
17 de fevereiro de 2011 às 10:01  

Olá Antonio, não tens posts de Quíron em Aquário?

Anónimo disse...
2 de outubro de 2012 às 13:54  

Oi pessoal, gostei muito deste texto e dos comentários. Gostaria de saber mais sobre o Antonio, se ele ou pessoas ligadas a ele são do Brasil, se trabalham com isto pois gostaria por exemplo de refazer o meu mapa astral, feito há mais de 20 anos, agora seria ótimo pelo momento de crise dos 50 anos que estou vivendo. Peço-lhes para deixarem recado no meu e-mail por favor: mxdsantos@yahoo.com.br Obrigada. Muita paz a todos nas nossas buscas espirituais.

6 de setembro de 2010

Quíron e a iniciação da alma - e a crise dos 50 anos

Sendo Úrano o planeta regente da astrologia, no entanto, é
Quíron quem rege o astrólogo e todos os terapeutas.

Este texto foi escrito e publicado por mim a 10 de Maio de 2007 no site «Escola de Astrologia Nova-Lis», entrando agora, pela primeira vez, no 'Cova do Urso'. Leia com calma e passe bem!

Quíron é um pequeno astro descoberto em 1977 por Charles Kowal, cuja órbita ocorre entre Saturno e Úrano sendo muito irregular. Para completar uma deslocação ao longo do zodíaco demora cerca de 50 anos e, atendendo à irregularidade da sua órbita à volta do Sol, a sua passagem por cada signo varia entre 1 ano e meio quando passa por Balança, a 8 ¾ anos quando atravessa o signo oposto, Carneiro.

Sente-se que existe alguma dificuldade em analisar este astro. Há pouca bibliografia, comparada com os restantes planetas. Aprendemos em astrologia que Quíron nos fala de uma ferida [física, material, psicológica ou mental] algumas vezes provocada por acidente, por distracção, por algo irrazoável ou que nunca é esperado, introduzindo, desse modo, o tema do sacrifício na vida da própria pessoa: na sua «mortalidade», na sua projecção mundana, na sua saúde, na sua vida material, etc.

Também se aprende que Quíron representa um passo importante na descoberta das fragilidades, desajustamentos e incoerências humanas, através da compreensão da inutilidade de se lutar contra ou fugir daquilo que é a nossa realidade e essência mais básicas.

É por ser insolúvel a dor sentida, que Quíron obriga ao caminho em direcção à mestria das energias humanas; é por estar compulsivamente presente que Quíron não permite que se desligue ou se abandone o caminho traçado; é por não parecer ter explicação ou justificação que o sofrimento se torna dificilmente esquecido.

Para além destas formas de nos analisarmos, procuro ter, igualmente, um outro olhar sobre Quíron:


Quando, em meditação, deixamos a terra e subimos ao céu.



Em minha opinião, é o astro do Zodíaco que mais perto trata de nos encaminhar para o mundo espiritual. A sua localização no mapa natal representa onde nos sentimos frustrados. Tal como Plutão é a resistência e Saturno a aprendizagem, Quíron é a nossa frustração. A frustração de não podermos resolver na matéria a nossa missão espiritual, de não estarmos a fazer o que a nossa alma pede. Quíron, no nosso mapa, existe para nos obrigar a sermos nós próprios, e como habitualmente não o conseguimos, daí surgir a frustração nas nossas vidas. Quíron é o planeta do como fazer.

Muitos de nós agimos pela razão errada, pois as escolhas feitas no passado, habitualmente, não foram as melhores ou as mais apropriadas. Por exemplo, tira-se um curso de informática porque pensamos que vai dar dinheiro, quando o sonho secreto seria ser veterinário, mecânico ou ter outra actividade. Nunca existiu uma época como a que atravessamos - e falando apenas do que conheço -, nunca tanta gente se sentiu tão desajustada e infeliz com as suas vidas.

Este Quíron espiritual, pode funcionar com bastante severidade, pois sendo o planeta do como fazer, pretende que concretizemos; está sempre pronto a avisar-nos: “tu não és o teu corpo, tu és a tua alma temporariamente no teu corpo”.

Antes de avançarmos com maior especificidade sobre Quíron, tentemos analisar, com algum pormenor os grandes ciclos astrológicos do ser humano. Entre os grandes ciclos escolho 3, como sendo extremamente marcantes na nossa vida adulta.


Energia espiralante através dos quatro planos.

[Esta ilustração pertence ao livro 'Quíron',
de Barbara Hand Clow. Aqui e aqui.]




Olhando para a ilustração, de baixo para cima, encontramos o primeiro trânsito deveras significativo e que vivemos intensamente – o primeiro retorno de Saturno (clicar). Retorno é quando um planeta em trânsito, dando a volta completa ao redor do Sol, “retorna” ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Este retorno de Saturno dá-se por volta dos nossos 29 a 30 anos. É o trânsito que trata, sobretudo, de deixar para trás as questões mais ligadas ao nosso corpo físico. Em todo este tempo, desde o nascimento, passamos pelo crescimento físico do nosso corpo. É a aprendizagem para conhecermos o mundo mais físico e avançarmos na nossa evolução. Nessa idade, aos 29/30, já nos encontramos numa fase da vida em que sabemos algumas coisas e andamos muito ocupados na concretização dos desejos mais comuns: casamento, filhos, casa, emprego, etc. Os jovens neste ciclo podem passar por momentos de muita angústia, debatendo-se com estes e outros dilemas. É o primeiro grande ciclo do ser humano. É quando se dá o início do trabalho mais ligado ao corpo emocional ou astral. E são poucos os que compreendem esta questão, pois estão muito ocupados com as suas carreiras.

Continuando a olhar para a ilustração acima, a seguir temos o trânsito conhecido como Úrano em trânsito em oposição Urano natal (clicar). Oposição é quando um planeta em trânsito, na sua volta ao redor do Sol, atinge metade do seu caminho ficando oposto ao ponto de origem que tem no mapa natal de cada um de nós. Ocorre entre os 39 e 42 anos, consoante os mapas. Entre os 30 e os 40 as questões do corpo emocional deveriam ficar bem trabalhadas, para se prosseguir com a fase seguinte, a ligada ao corpo mental. Sendo Úrano a oitava superior de Mercúrio [o planeta da mente] somos convidados a mudar a maneira de pensar, a nossa maneira de aprender as coisas; aqui atingimos o meio da idade do Homem. Se a média de idade do ser humano ronda os 80 anos, é normal que se considere os 40, como o meio da idade do Homem. É nesta oposição de Úrano, quando se pede uma maior ligação ao cosmos, ao universo. Esse Úrano, regente de Aquário, representando “a voz de Deus”, faz-se ouvir com intensidade. E deveria dar-se uma profunda alteração na vida. Cumpre-se assim um grande ciclo do ser humano. Os propósitos anteriores associados ao corpo físico (juventude) e corpo emocional (harmonia interna) deveriam estar resolvidos. É o início do trabalho para uma mais íntima ligação com o nosso corpo mental.

Ao chegamos aos 50 anos atingimos a maturidade adulta. Entre os 49/51, temos o retorno de Quíron. Os assuntos dos corpos físico, emocional e mental, já deveriam estar bastante bem resolvidos, para agora se processar um contacto em maior plenitude com a alma. Esse contacto com a alma existe desde que nascemos. Mas esta é a fase da plenitude. A iniciação deveria estar a atingir um ponto de contacto com as Hierarquias. O trânsito é profundamente espiritual, e por o ser, é vivenciado com o corpo, sendo no dia-a-dia que aprendemos os trânsitos deste astro. Enquanto Quíron não tiver feito conjunção a ele próprio, o processo Kundalini pode não estar terminado.

É onde Quíron se encontra, no signo e na casa, que nós podemos ser úteis a nós mesmos, curando as nossas feridas internas e se com isso também ajudamos os outros, é muito bom. Mas não desatem a querer ser terapeutas porque julgam possuir um 'dom' qualquer. Não é terapeuta quem quer. No entanto, o pintor, com os seus quadros, ajuda na cura dos outros. Se eu te sigo no Facebook e gosto dos vídeos que me mostras, estás a ajudar na minha curar, sem que o saibas. Poderia dar milhares de outros exemplos, de ajuda aos outros, sem sermos terapeutas. Mas, em simultâneo, tens que te ajudar a ti próprio. Tá?

Quiron e a kundalini estão intimamente associados. É a ferida e a cura, o bloqueio e o potencial. É onde Quíron se encontra no mapa natal, que cada um tem o que de melhor possui, pois é aí onde se “esconde” a sua verdadeira essência. É o nosso Ser espiritual.


Por isso, Quíron reflecte a nossa frustração. A frustração de não conseguirmos ser quem somos ao mais alto nível espiritual. É a frustração que trazemos através dos tempos, os anseios do Ser Primordial, independente das várias encarnações e dos vários corpos e vidas que essas encarnações propuseram. Esse Ser, com ideais próprios, tinha que se confrontar com a personalidade e o ego de cada uma das encarnações, e com o carma que esses egos iam acumulando nessas encarnações. Foi assim que esse Ser espiritual foi ficando mais longe de se ver completo, de exercer em toda a sua plenitude. Agora, os tempos são diferentes e tens uma oportunidade de te reaproximares do teu Ser espiritual.

É na primeira quadratura de Quíron que a energia kundalini sobe, ou tenta subir, mas nesta sociedade ocidental, pela cultura praticada, não deixamos que essa energia suba. O propósito de Quíron é perfurar a matéria, não para estarmos desligados desta, mas para estabelecermos a ligação com os planos superiores. Como a Terra possui um véu, é necessário furar, para claramente sentirmos que estamos a viver acompanhados do nosso Eu, da nossa consciência, pelas entidades e comitivas. Apesar de estamos sempre acompanhados, infelizmente, a maior parte das vezes não temos consciência disso. Nós, com a ajuda desta perfuração kundalínica de Quíron podemos adquirir essa consciência maior.

O movimento deste planeta é tão irregular que a primeira quadratura de Quiron a ele mesmo pode dar-se entre os 5 anos e meio e os 24 anos. Quando essa primeira quadratura a ele mesmo se dá na nossa vida, essa fase é absolutamente espiritual. Imaginem a primeira quadratura dar-se numa criança de 5 a 8 anos com a agravante dos pais não perceberem o que está a acontecer, e aí temos uma criança super agitada porque a energia kundalini está a subir. São crianças hiper-activas pela acção da kundalinica, que os mais velhos castram. Quando acontece ser aos 14 ou 15 anos, temos adolescentes com problemas. E assim, por diante.

Para as pessoas habituadas a fazerem meditação ou visualização, Quíron representa o caminho, o arco-íris, a ponte, a ligação entre o mundo material e o espiritual. Da mesma maneira que o trabalho de Plutão funciona para transformar a velha consciência numa nova encaminhada para a evolução; com Neptuno tomamos consciência que estamos inseridos no cosmos, no Uno, no Todo, que somos todos Um; com Úrano é a tomada de consciência da nossa ligação ao Céu, da voz de Deus, do Eu Superior a comunicar; Quíron pretende apenas que utilizemos o nosso corpo para conectarmos com o nosso Eu Interior, ou os seres multidimensionais, com o mundo espiritual. Por isto afirmamos que Quíron é o planeta do como fazer. Quíron ensina-nos o caminho do silêncio interno.

Mesmo que alguns pensem que o vosso Eu Superior é Jesus, ou Maria, ou Saint Germain, ou ainda uma outra entidade qualquer, temos que afirmar aqui, com seriedade, que estes Seres maravilhosos não são o nosso Eu Superior. São entidades maravilhosas, nossos Mestres Maiores, mas não são o nosso Eu Superior. Gostaria de insistir nesta recomendação de Quíron: o nosso Eu Superior somos nós mesmos numa dimensão superior. Se essas entidades “nos aparecem” nas meditações, é porque usam a energia do nosso Eu Superior para chegarem até nós, porque, provavelmente, não conseguimos chegar “até lá”. É que vivemos num planeta de gravidade densa…

Quanto mais cedo se tiver a primeira quadratura de Quíron, melhor para nós, porque tudo tem um propósito e mais fluída será a vida futura. Quanto mais tarde for essa quadratura, isso vai querer dizer que podemos demorar algum tempo a conseguir a atravessar a “ponte”, até que isso se torne habitual. Uma das enormes responsabilidades dos pais de hoje é estarem atentos aos seus filhos e perceberem se eles estão a passar pela primeira quadratura de Quíron. Não é catalogando-as imediatamente de “indígos” que vão resolver a questão. Porque é nessa atenção, que reside a ajuda. Compreendendo-os, entendendo-os, mas não catalogando-os.

É de toda a conveniência não confundirmos a acção de Quíron com Plutão ou Saturno, apesar de aparentemente, terem funcionamentos similares. São os três grandes planetas que nos podem causar sofrimento “cá em baixo”, mas os objectivos não são os mesmos: Saturno é para aprendizagem, para crescermos, para corrigirmos; Plutão é claramente para uma tomada de consciência de quem somos e o que temos de fazer; Quiron é o pontapé no rabiosque para fazermos o que temos que fazer.

Terminando: o posicionamento de Quíron no meu mapa diz-me que é nessas energias e áreas de vida que eu vim a esta vida para ser útil a mim mesmo.


Quíron parece ser um desconhecido, pois raramente
aparece nas ilustrações planetárias, mesmo as mais actualizadas,
como esta, onde já se vê Plutão na nova categoria de
planeta-anão. No entanto, vemos Ceres na mesma categoria de anão.
Quíron nem é mencionado.

Quem quiser saber mais sobre Quíron, clique aqui.

António Rosa

31 comentários:

Ezequiel Coelho disse...

Caro António,
voltarei ao texto, porque merece repetidas leituras e apercebo-me de que a letra "Q" tem afinal grande importância na minha vida.
Já descobri qual era a urgência, de que um dia me falou.
Um grande abraço

Fada Moranga disse...

Querido António, o mais engraçado é que Quiron e eu não nos largamos há 2 dias... Para estudar o Quiron de outra pessoa peguei no tema e 1h depois já estava a desvendar mistérios sobre o meu! É como se o segredo do meu Quiron estivesse selado há espera do Jupiter em trânsito. ;-)
Em boa hora.
Um grande bem haja e continuação de bom Quiron!
Beijos***deFada

Anónimo disse...

Olá!

Gosto de ler estes posts sobre Quíron.

Últimamente tive um encontro que considero "quirótico" de acordo com a interpretação que faço de Quíron,com uma pessoa que conheci na Internet e agradeço-lhe por isso, porque foi no seu blogue (de há 4 anos atrás)que travei conhecimento com essa pessoa. Esse seu blogue foi o 1º blogue em que entrei, nessa altura não conhecia nem sequer a palavra'blog', calhou entrar no seu, passeando na Internet.

Aliás, na consulta que tive consigo nesse ano, você disse que eu iria encontrar uma pessoa muito importante. Claro que pensei logo que fosse o Príncipe Encantado (com pilinha em todos os sentidos), mas afinal foi ela, que (re)conheci imediatamente.

Um abraço agradecido, querido Maestro!

S

Thaís leão disse...

Oi,António.Tudo bem?
Interessante o texto mas quando cheguei na parte do Retorno de Saturno tive que ir lá ler.
Estou exatamente nela.Minha vida está de cabeça pra baixo, muitas coisas ruins e angustiantes acontecendo, crises existenciais e profissionais...Nunca quis tanto fazer 30 anos na vida!hauhauhauauh!
Adorei seu texto, tudo que vejo sobre o assunto eu leio pra me dar um pouco de esperança e ajudar a passar o tempo até fazer 30 anos e ele me deixar!
Um beijo

Astrid Annabelle disse...

Bom dia António!
Já levei para casa! Esse é para ler e reler muitas vezes. Abençoada inspiração Mestre Professor. Nem vou dizer que senti uma afinidade enorme com tudo o que diz este seu texto!
Maravilhoso trabalho!
Ainda ontem estava deixando um comentário no blog da Adelaide que fala sobre Urano.
Só resta agradecer por tanta coisa boa que você nos oferece sempre!
Um beijo grande.
Astrid Annabelle

Astrid Annabelle disse...

Somente agora que eu vi o link lá junto com a Mandala do urso!!!!!...beijo gostoso por isso.

Adelaide Figueiredo disse...

Olá António,

Mais uma aula maravilhosa. Este texto que me chamou a atenção para muita coisa que se passava comogo há algum tempo atrás quando o li pela 1ª vez na Escola. Recodo muito bem a minha quadratura Quiron/Quiron em 1972, a minha oposição em 89/90, a quadratura de 95/96 e a conjunção em 2002/3. Foi a partir de 95/96 que comecei a buscar mais a alma. No entanto, foi com o retorno que se deu a luz. A astrologia tem-me ajudado a compreender todas as fases da minha vida e acalmado e dado força. Se não conseguisse entender a astrologia e os efeitos dos trânsitos e o que els conseguem fazer em nós e tentar tornear as situações o que teria sido de mim? Devo isto ao Universo e a uma pessoa cá na Terra que colocou no meu caminho um manancial de sabedoria para eu poder explorar, aprender e também depois poder ampliar por mim mesma - esse alguém é o António :)
Estas palavras servem também para o texto que ontem colocou e que eu não comentei porque estive ausente.
Grata pela partilha e mais uma vez por uma óptima aula.

Abraço

Adelaide Figueiredo disse...

António,
Lol, está tudo cheio de gralhas. Peço desculpa mas a pressa dá em vagares. Peço desculpa

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Que interessante esse texto. Então a maior divindade...somos nós mesmos, através de nossa evolução e aprimoramento.

Quiron tem muito a ver com o 7, não é? Um número especial para mim, acho que para todos rs.
boa semana meu caro

António Rosa disse...

Caro Ezequiel,

Tenho estado longe do computador toda a manhã e este post já estava feito há vários dias, mas programado para sair automaticamente hoje às 11:11. Assim foi. Pr isso é que só agora pude vir ao blogue e encontrar todos estes 9 comentários. Quase que me ia dando uma tontura com tantos comentários em tão pouco tempo.

Muito agradecido pelas suas palavras e por entender que que merece repetidas leituras. Também fiquei satisfeito em saber que já tomou consciência dessa urgência.

Este post é para si. Para todos, mas para si em especial.

Grande abraço,

António

Marliborges disse...

Olá Antonio,
Adorei essa aula. Mas sinto que preciso reler mais algumas vezes. E é isso que vou fazer. Bjsssssssss

António Rosa disse...

Fada querida,

Achei este teu comentário, algo muito especial. E como compreendo. Também tenho passado por processos parecidos nos últimos dias.

Beijos.

António

António Rosa disse...

Olá querida anónima S

Fico muito feliz em saber que está a ter eses encontros quiróticos. Espero que sejam frutuosos.

Só de pensar que o meu antigo «Postais da Novalis» conseguiu fomentar os encontros e amizade entre várias pessoas, fico muito feliz e grato por esse blogue ter existido.

Um grande beijinho

António

António Rosa disse...

Thaís

Costuma-se dizer que Deus escreve directo por linhas tortas. :))

Imagine por onde você foi encontrar mais informação sobre o retorno de Saturno. Esse post que está no site da Escola Nova-Lis também será posto aqui no blogue, porqe já percebi que muitos dos meus leitores preferem ler aqui. E eu fico grato por isso.

Thaís, tente ficar tranquila e ir vivendo o dia-a-dia para que a sua vida não fique entornada. São experiências cármicas, fruto das nossas escolhas.

O que você ainda não sabe é que daqui por 29 anos irá passar por outra crise que se prende com esta que está a passar agora.

Portanto, cuide bem e da melhor, de tudo agora, nesta fase da sua vida, para que daqui por 29 anos essas questões já estejam todas arrumadas.

Desejo-lhe tudo de bom.

Beijos.

António

António Rosa disse...

Querida Astrid

Você nem imagina o que tenho estado a preparar para colocar no seu blogue, no post dos animais de poder. Suspeito que a caixa de comentários não consegue receber tanto texto e vai ter que ser dividido em 2 ou 3 partes.

Muito agradecido por ter apreciado este texto. Imagine que foi escrito em 2007 e continua válido e actual. Vou ter que reler muitas coisas do site da Escola Nova-Lis que eu próprio já nem me lembro. E colocar aqui, pois parece que cada vez há mais leitores interessados nestas coisas que vou escrevendo, o que me deixa muito feliz.

Imagine, eu com Quíron em Sagitário (a tratar destes assuntos) e na casa 7 (a casa do outro, que é o leitor). :))))

Claro que eu tinha que colocar o seu link junto à mandala. Tinha que ser, para meu interesse pessoal (sou mesmo egoísta) pois assim poderei ir directo ao seu post para reler e reler, as vezes que necessitar, porque desde que o Marcelo fez o post com as mandalas com os animais de poder, depois ofereceu-me a mandala do urso e a seguir vem o seu post, só lhe digo que me vieram à memória tantas coisas ligadas a esse assunto que eu já nem me lembrava. mas isso vou contar-lhe directamente no seu blogue.

Beijo grande

António

António Rosa disse...

Querida amiga Adelaide,

Li com muita atenção o seu comentário. Como muito bem sabe, há sempre uma altura na nossa vida que entramos em contacto mais estreito com a nossa alma. Quando não o fazemos, a Adelaide também sabe quais podem ser as consequências. Por isso é que há tantas doenças de cancro. Quando as pessoas se curam dessas doenças, ficam completamente modificadas e todas elas afirmam que são outras pessoas diferentes do que eram.

Fico muito agradecido por lhe ter sido útil através da astrologia, lá no site da Escola. Só saber isso dá-me imenso prazer, ou não tivesse eu a Lua em Sagitário. :))))))

Não se preocupe com as galhas. A Astrid e eu também nos queixamos do mesmo. O melhor é não ligar.

A Adelaide está a fazer um trabalho notável no seu blogue. Ainda bem que retomou essa tarefa.

Grande abraço

António

António Rosa disse...

Alexandre

Pois é isso mesmo: a divindade somos nós mesmos. Temos que evoluir aqui no planeta.

Você, por exemplo, com a sua escrita serena e bonita tem ajudado a curar imensas pessoas que o admiram e o seguem. Esse é um propósito. No entanto, julgo saber que a sua formação académica é de natureza científica. É curioso, como fala para a alma das pessoas.

Deixo-lhe um link sobre Quíron e o número 7, que conta com a colaboração da nossa comum amiga Astrid Annabelle.

Abraço

António

António Rosa disse...

Alexandre

Esqueci-me de deixar o link, que é este:

http://cova-do-urso.blogspot.com/2010/03/quiron-e-o-numero-7.html

António Rosa disse...

Marli

Esteja à vontade com a leitura. faça-o com calma.

Beiji

António

Astrid Annabelle disse...

AMEI António!!!! Seu comentário lá no Navegante...
Você me dá permissão para fazer um post com este seu depoimento?
Estou aguardando sua resposta.
Beijo grande.
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Astrid

Não entendo nada, mas tem a a minha permissão para fazer o que entender.

Beijos

António

Astrid Annabelle disse...

Não entende nada????rssss
António irei postar logo mais...agora vou dar o almoço para o Raphael. Volto em seguida.
Um beijo grande, Urso querido!rs
Astrid Annabelle

António Rosa disse...

Astrid

Vou ficar à espera, com curiosidade.

Beijo

António

Astrid Annabelle disse...

Olá António!
Demorei mas está publicado...
Ficou bonito!!!
Um beijo agradecido.
Astrid Annabelle

Anónimo disse...

Querido António,

Eu que nada percebo de astrologia, mas adoro ler o que escreve, e sinto-o como balsâmo para a minha alma...levei neste artigo e nos que estão interligados, uma tarde.acredita? Lia e parava e pensava e ia ao site da escola ler a explicação..e assim sucessivamente..

Como tenho estado em contacto com o que falámos, lembro-me de ter ouvido o António dizer que tenho Quiron na casa 4, mas fui ao meu mapa e ele está na 5..e aqui fiquei baralhada.. Se for na 4, e a ferida se produziu no lar..mais baralhada fiquei...

Mas apesar de baralhada, estou deliciada por poder ir lendo e sabendo um pouco mais sobre estes assuntos que tão sábiamente nos transmite, e que eu gosto muito. Gostando também de si...


Muitos beijinhos

Dulce Bento

Nilce disse...

Oi, Antonio

Fico admirada com tamanho conhecimento, com tanta informação.
Leio e releio sempre.
Obrigada por compartilhar.

Bjs no coração!

Nilce

António Rosa disse...

Dulce,

Fui consultar o seu mapa e, de facto o seu Quíron está na sua casa 5. Saturno é que estando na 3, já trabalha a 4.

Muito obrigado pela correcção. Podemos voltar a tratar disso via Skype. Pode ser?

Agradecido pelas palavras.

Beijos

António Rosa disse...

Nilce

Muito grato por ler. De nada vale escrever se não houver leituras. Amo os que me lêem.

Beijo

Cristiane disse...

Antonio...queria ter mais conhecimento de astrologia, que me fascina. Mas por enquanto estou me abrindo, literalmente, para as mudanças e para a evolução do meu espírito. Decidi me "entregar" a algo que sempre esteve presente em minha vida: intuição, espiritualidade, conhecimento.
Lógico que seu texto merece muitas releituras. Mas lhe agradeço por dar( a todos que te lêem) esta oportunidade de nos conhecermos cd vez mais e melhor!
Bom feriado!

Paula Fernandes disse...

Olá Antonio, não tens posts de Quíron em Aquário?

Anónimo disse...

Oi pessoal, gostei muito deste texto e dos comentários. Gostaria de saber mais sobre o Antonio, se ele ou pessoas ligadas a ele são do Brasil, se trabalham com isto pois gostaria por exemplo de refazer o meu mapa astral, feito há mais de 20 anos, agora seria ótimo pelo momento de crise dos 50 anos que estou vivendo. Peço-lhes para deixarem recado no meu e-mail por favor: mxdsantos@yahoo.com.br Obrigada. Muita paz a todos nas nossas buscas espirituais.

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