Forças planetárias - os antigos sabiam o que faziam

29 de janeiro de 2009 · 12 comentários

Todos sabemos que quando queremos enumerar os planetas do nosso sistema solar, começamos com Sol, Lua, Mercúrio, Vénus… etc. Faz sentido que apliquemos a mesma sequência (ou a inversa) em astrologia. Comparemos a regência dos signos com a sequência do nosso sistema solar. Comecemos com o 1º signo do Zodíaco:

Carneiro (Fogo) – Marte
Touro (Terra) – Vénus
Gémeos (Ar) – Mercúrio

Caranguejo (Água) – Lua
Leão (Fogo)Sol

(Leia de baixo para cima e encontra a sequência: Sol... Lua...)

Os planetas atrás mencionados são os chamados «planetas pessoais». Que fizeram os antigos durante milhares de anos, para atribuírem a regência aos restantes signos? Inverteram a ordem planetária. Sabendo-se que o Sol e
a Lua são as luminárias, não lhes atribuíram a regência de outros signos. Inverteram a marcha e ficou assim:

Virgem (Terra)Mercúrio
Balança (Ar) – Vénus
Escorpião (Água) – Marte
(só no século 20 é que foi atribuída a regência a Plutão)

E vamos em 8 signos. Como foi solucionada a regência dos 4 signos restantes? Que planetas e signos ainda não entraram nesta lista? Estes e os seguintes:

Sagitário (Fogo) Júpiter
Capricórnio (Terra) – Saturno
[e voltaram à enumeração sequencial do sistema solar]

E é aqui que encontramos os chamados «planetas sociais». Úrano foi descoberto no séc. 18, Neptuno no século 19 e Plutão no século 20. Os chamados «planetas transpessoais». Na astrologia clássica, continua-se a trabalhar com excelência, sem estes 3 planetas. Continuando com as nossas regências: que fizeram os antigos? Inverteram novamente a marcha nos planetas sociais e ficou assim:

Aquário (Ar) – Saturno
(actualmente considera-se Úrano como regente deste signo)
Peixes (Água) – Júpiter
(Neptuno é o actual regente)


Imaginemos uma grande mesa de um qualquer conselho de administração de uma big corporation nacional ou multinacional, como na ilustração acima. Num dos topos da mesa está o presidente Sol. No outro topo da mesma mesa, está a vice-presidente Lua. Ambos, sem outros pelouros que os seus signos naturais. Os outros planetas estão sentados à volta da mesa, com 2 «dossiers» cada um. Perdão, com 2 signos cada um.

Como os antigos sabiam muito de «elementos» foram muito cuidadosos ao atribuírem os planetas pelos signos. Os elementos Fogo e Água são complementares, assim como os elementos Terra e Ar.

Marte e Júpiter ficaram regentes de um signo de Fogo e de um signo de Água, cada um. Mercúrio, Vénus e Saturno ficaram encarregues de um signo de Terra e outro, de Ar, cada um. O Sol rege um signo de Fogo e a Lua, um signo de Água. É a beleza da harmonia cósmica.
Qualquer bom manual explica-lhe estas questões. Vale a pena aprofundar temas básicos como triplicidades e quadruplicidades.

A partir daqui é muito simples entendermos a tabela das energias planetárias: regência, exaltação, detrimento e exílio. Faça tudo para aprofundar sobre os signos, pois são a base do zodíaco.

Bom fim-de-semana a todos.

Astrologia Karmica com Nádia Grazina

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Entrevista de Heloisa Miranda à astróloga Nádia Garzina.
Vídeo tirado do SAPO Astral. Clique aqui.

Conheça o blogue «Sapo Zen» de Heloisa Miranda.

Nádia Grazina, Astróloga, Terepeuta e Designer Criativo há 13 anos, viajou um pouco pelo mundo do teatro, música, ilustração, dedica-se às novas terapias há cerca de 5 anos. Dá consultas de Astrologia Kármica, Limpeza Energética, Eu Superior/Essência e Orientação Espiritual, dedicada a criar, proporcionar retiros, caminhadas, banhos de som, actividades com crianças, experiências diferentes, vivências que permitam o silêncio, que permitam o Despertar, a Descoberta, a Expressão e a Liberdade da Alma. Faz parte do projecto Despertar – Awakening [clicar aqui], ligado às novas terapias, onde colabora como terapeuta e com Michelle Fannon na Terapia Vivencial.

Níveis evolutivos e Modos - animações

28 de janeiro de 2009 · 22 comentários









Animações executadas para o site Escola de Astrologia Nova-Lis.
Menu: Astrologia - nível 1

Pela nossa amiga Ana João Almeida.

Seu site Inventarium

Tenho estado de olho nele

27 de janeiro de 2009 · 35 comentários

Tenho estado de olho nele. Em Plutão, claro. Tenho uma terrível tendência a não ligar ao meu próprio mapa, até porque tenho atraído para mim, experiências muito fortes de trânsitos diversos em que, por vezes, me ponho a assobiar para os lados. Também sei que são exactamente esse tipo de trânsitos desafiantes nos mapas das outras pessoas, que colocam muitas delas nas minhas consultas. A queixarem-se muito. Por vezes, penso: se eu fosse a uma consulta de astrologia, iria queixar-me assim? Não sei a resposta.

Voltando a Plutão (no grau 2 de Capricórnio) a fazer um trígono ao meu Saturno natal (no grau zero de Virgem). Ando nisto há cerca de um ano e a coisa continuará ainda por alguns meses, pois Plutão entrará em movimento retrógrado, voltando a aproximar-se desse ponto nevrálgico do meu mapa.

Recordo-me bem de mais, da recente quadratura de Saturno a Plutão (em 2007) tal como não esqueço de um outro trânsito muito actual: Plutão - Úrano. Talvez por isto tudo, eu tenha decido ficar de olho nele, para melhor apreciar os acontecimentos no meu próprio mapa. Coloquei-me como observador.
Nem sequer como «observador do 4º Raio», mas tão só como um mero observador humano de mim mesmo.

Quando acontece este trânsito ficamos mais capazes de praticar a perseverança. Sem teimosia. Percebi o que desejava fazer com a minha vida. Senti-me apto a propor a mim mesmo, a continuação de uma longa caminhada, desta vez com objectivos muito certeiros. Tracei planos para os tempos mais próximos, sem esquecer nunca aquela máxima: «não faças planos para a vida, pois a vida pode ter planos para ti».

Foi neste cruzamento que entendi que os planos que a vida tinha para mim eram um reflexo de mim mesmo e da minha vontade. É uma espécie de quatro caminhos em que passei pela experiência de escolher um deles. Eu escolhi o caminho que mais se adaptava a mim, à minha natureza, no que às minhas actividades editoriais e astrológicas diz respeito. Foi nessa altura, quando a vida já me tinha apresentado os seus planos, que eu não fiz mais do que me adaptar a eles, pois além de serem «meus» sentia-me assim: 1) capaz de trabalhar e com segurança para os desenvolver;
2) com a perseverança necessária para os implementar e manter; 3) saber aproveitar o fim de um ciclo e o início de outro; 4) haver a necessidade de agarrar uma oportunidade única, pois é um trânsito que só acontece uma vez na vida.

A nível da minha editora não vos vou contar nada, apenas afirmar que também tracei planos que estou a implementar, com as cautelas próprias de uma empresa que está inserida dentro de um mercado em mudança, que a maioria chama de «crise».

Portanto, pelos leitores gostarem de astrologia, darei aqui a minha experiência deste trânsito, nesta área da minha vida: a astrologia. Há vários meses, no Verão de 2008, comecei a sentir a necessidade de criar objectivos astrológicos e todos passavam pelo site «Escola de Astrologia Nova-Lis». Senti a necessidade de fazer deste site uma plataforma colectiva de divulgação da astrologia, com diversas ferramentas, para além dos textos que contém. Essas ferramentas foram surgindo.

Comecei muito cedo a trabalhar na reformulação deste site passando-o para aquilo que é hoje, com a mesma quantidade de artigos (sempre em crescimento) e uma melhor organização, havendo mais funcionalidades para os nossos leitores. Transformei o nosso fórum numa imensa sala de aula pública, acentuando a característica «escola» e tentando afastar a vertente «consulta». A ter que consumir o meu tempo na net, que seja naquilo que gosto de fazer: formar e informar. Só as 2 salas de exercícios tiveram até à data, mais de 51 mil acessos. Por isso eu usar a palavra «imensa».

Criei a «Comunidade Astrologia» muito antes do site Escola de Astrologia Nova-Lis apresentar o aspecto que hoje possui. Quando criei a comunidade já sabia que iria fazer essa integração. Sempre foi minha ideia fazer com que o site da Escola fosse, em simultâneo, uma rede social agregadora. Vamos a caminho disso. Também criei os «Cursos online Nova-Lis» e ofereci gratuitamente o curso «Casas Astrológicas» para as pessoas poderem aprender e praticar o funcionamento de um curso online no sistema Moodle. O resultado foi arrebatador:
até hoje, 194 alunos inscritos. E, diariamente, chegam pedidos de inscrição. Tal como ocorreu com a «Comunidade Astrologia», o módulo «cursos» apareceu antes de ter surgido o novo site da Escola. Quando o novo design do site foi mostrado, a 11 de Janeiro, as peças do puzzle já se haviam juntado. Também criei aquilo que chamo de «Oficinas de Astrologia» em que, juntamente com a Magda Moita, contactamos as pessoas em seminários temáticos devidamente estruturados. É o descer do mundo virtual (internet) para a realidade tridimensional. Tinha que ser. Há mais surpresas que irão surgir ao longo de 2009. A seu tempo serão divulgadas.

Há uns meses, durante este trânsito de Plutão – Saturno, também tomei outra decisão: aguardar pelo ingresso de Júpiter em Aquário para lançar todos estes projectos integrados no projecto maior que se chama «Escola de Astrologia Nova-Lis».

Assim, estes assuntos começaram a funcionar integrados e de forma profissional. O primeiro curso online foi criado há poucas semanas com a colaboração da astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes, criadora e professora do curso «Práticas de Perfil Vocacional», a começar a 7 de Fevereiro. Outros cursos virão, assim como outros professores. As oficinas de astrologia estão em andamento por vários pontos do país. O fórum recebe os alunos e a Comunidade os seus membros. O projecto está em andamento e a concretizar-se.

O que vos posso garantir é que há um ano atrás, nem tinha ligado a este trânsito. Também vos quero dizer que ao mesmo tempo que vivia este trânsito inesquecível, estava (e estou) a viver outros trânsitos bem delicados, intensos e desafiantes. Nem tudo é um mar de rosas. É a dinâmica da própria vida.

Isto foi uma espécie de statement.

É necessário

26 de janeiro de 2009 · 18 comentários

Saber astrologia e fazer astrologia, analisando mapas com consistência, são coisas muito diferentes. Parece haver um «je ne sais quois» que nos impede de termos uma abordagem simples, frugal e organizada na análise das variáveis astrológicas. Complicamos muito, a maioria das vezes, por insegurança.

Por isso, estou muito feliz com as pessoas que, corajosamente, frequentam as salas de exercícios do fórum do site da Escola de Astrologia Nova-Lis e praticam imenso, sobretudo a simplificarem, a terem um olhar astrológico, uma visão e abordagem adequadas, respondendo a exercícios bastante complexos. Andamos nestas práticas, há vários meses.

Deixo uma recomendação:

Clicando aqui, leia quem sabe muito destes assuntos.

Antes de clicar leia este aviso:
se não estiver registado e autenticado no site da Nova-Lis, ao clicar, vai parar a uma página que lhe diz isto, entre outras coisas:
Por favor tente uma das seguintes páginas: Entrada.
Clique em "Entrada".
Se já estiver registado basta autenticar-se.
Ou, aproveite e registe-se para poder ler o artigo
e conhecer o site.


Marte ingressa em Aquário a 5 de Fevereiro

25 de janeiro de 2009 · 17 comentários


Marte ingressa em Aquário a 5 de Fevereiro, permanecendo neste signo até 14 de Março. Dependendo das casas que ele circular no nosso mapa natal, uma coisa é certa: vamos sentir um maior desejo de independência. Tentaremos fazer as coisas à nossa maneira, de maneira mais acentuada.

Muitas pessoas sentirão que até parece estarem mais inteligentes. De alguma maneira assim será, porque as pessoas sentir-se-ão inspiradas, com uma boa capacidade de organização e as ideias borbulharão. Se a energia for bem orientada, podem ocorrer valiosas realizações no trabalho especialmente na área humanitária, relacionadas a empreendimentos científicos ou inventivos; aproveite para realizar mais trabalho de grupo e, caso não esteja habituado é uma boa oportunidade para aprender.

Este trânsito de Marte, dependendo dos aspectos que faça, cria oportunidades para modificar o que estiver parado. É o momento para acções. Marte em Aquário não reage bem a autoritarismos, pois a tradição só é respeitada se merecer respeito. Digamos que é o momento para fazermos as coisas à nossa maneira e, assim, aprendermos com os nossos próprios erros.

O desafio maior deste trânsito reside no risco de rejeitarmos métodos e maneiras mais antigos antes de sermos capazes de substituí‑los por alguma coisa melhor. Assim, o resultado das nossas acções pode ser construtivo ou destrutivo, dependendo do grau de sabedoria e maturidade indicado pelo padrão total do horóscopo.

Um aviso de saúde especial: cuide das questões ligadas à circulação do sangue.

Curso online «Prática do Perfil Vocacional»

22 de janeiro de 2009 · 24 comentários


Curso online «Prática do Perfil Vocacional»
com Ana Cristina Corrêa Mendes.

Todas as informações, aqui.

Faça um upgrade à sua vida

21 de janeiro de 2009 · 11 comentários

Faça um Upgrade à Sua Vida
Autor: Carlos Anastácio
Editora Anjo Dourado

Formato: 15,5 X 23 cm. - Páginas: 164
[Clique no título do livro para saber como pode encomendar o livro]


Você pode criar uma vida estimulante, próspera e com significado. Todos já vivemos essa experiência quando éramos crianças e vivíamos cada dia sem qualquer preocupação a não ser a de divertirmo-nos. Algures no tempo e à medida que se foi tornando adulto, você perdeu essa perspectiva e o mundo tornou-se num lugar ameaçador e que requer defesa e sacrifícios constantes.

Carlos Anastácio aborda neste seu novo livro, duma forma simples e prática, as razões mais profundas que limitam a nossa vida e nos impedem de ser, fazer ou ter o que desejamos. Somos levados a compreender que a nossa vida é o resultado dos nossos sentimentos e pensamentos mais predominantes. Explica como nos libertarmos do sentimento de depressão, de insatisfação no relacionamento, de insatisfação no emprego, de escassez financeira, de fracasso, de doença...

Carlos Anastácio exerceu cargos de direcção em empresas multinacionais. Mais tarde obteve formação profissional em técnicas de Desenvolvimento Pessoal. Actualmente está totalmente dedicado ao Aconselhamento Pessoal e ao Coaching e procura divulgar os seus conhecimentos através de workshops e conferências no âmbito do Desenvolvimento Pessoal e da Gestão do Stress.

Tem colaborado com algumas das revistas mais prestigiadas do panorama nacional e internacional, com artigos dedicados ao Desenvolvimento Pessoal.

O 44º Presidente americano

20 de janeiro de 2009 · 18 comentários

[Foto da tomada de posse. Fonte: «The Washington Post»]

Hora exacta da tomada de posse: 12h05
Congratulation, Mr. President.

Um dia histórico para a humanidade.
Começou a «Nova Era da Responsabilidade».

Barack Obama
toma posse hoje (20 Janeiro 2009) como 44º Presidente dos EUA. Às tomadas de posse presidenciais, os americanos chamam de «Inauguration Day». Neste ano coincide com o dia em que o Sol entra em Aquário num belo stellium com Mercúrio Rx e Júpiter.
Esta Lua, no último grau de Escorpião, está dissonante, com a particularidade de estar «Fora de Curso» ou «Vazia de Curso».

Que é isto de fora de curso ou vazia de curso? É a situação de quando a Lua não forma aspectos aos restantes planetas.
É um evento astrológico frequente. Habitualmente considera-se um momento que pouco se pode fazer a respeito do assunto a ser tratado. Neste caso estamos a falar da governação do país mais poderoso do mundo.

Quando se analisam situações em que a Lua está vazia de curso, convém verificar o último aspecto feito por esta luminária, antes de entrar nesta situação para percebermos a natureza da situação. O aspecto mais exacto possível. Neste caso, foi uma quadratura a Neptuno.

Oxalá a tomada de posse se atrase um pouco e se realize depois das 12h31, quando a Lua sai da situação de fora de curso. Teremos que guardar até depois do evento para sabermos a que horas exactamente Barack Obama fez o seu juramento a Deus e à constituição. No entanto, não é previsível que o protocolo se atrase assim tanto. Estamos a falar de meia-hora, o que nestes eventos é um excesso.

Aqui vão dois exemplos de tomadas de posse em que a Lua esteve fora de curso: o 2º mandato de Bill Clinton, o tal mandato em que ocorreram os escândalos sexuais; a de John Kennedy, assassinado durante o seu mandato.

Em astrologia, a Lua representa o povo de um país. Neste caso, o povo americano. Portanto, estando a Lua fora de curso, que se preparem para uma época de muito esforço, muito trabalho e uma necessidade de muito empenhamento. Que não fiquem à sombra, bem sentadinhos, à espera que o novo presidente e o seu gabinete, tudo resolva. Com a ajuda de Mercúrio retógrado, as coisas irão acontecer com maior lentidão. As mudanças acontecerão, mas não com a rapidez e eficácia tão idealizadas pelos milhões que votaram nele. Vão demorar algum tempo a ocorrer.

Uma Lua em Escorpião vazia de curso diz-me que este presidente reúne condições para fazer com que os grandes «medos» daquele povo venham ao de cima, sejam expurgados, limpando o passado e criando um futuro melhor. Necessita tempo e condições de realização. Mas também percebo existir uma grande necessidade de esconder dos outros. Se os americanos querem criar um país melhor e, porque não, ajudar a criar um mundo melhor, haverá uma espécie de terapia nacional, em que a seriedade terá que sobressair em oposição ao mundo da ilusão e fantasia.
Conseguirão? Conseguiremos? Chegou a hora de se limparem as energias negativas acumuladas: só se avança pondo de lado os medos, os rancores, os ressentimentos, a incerteza…

Que não pensem (e nós, também) que Barack Obama é a «visitação» de Clark Kent. Talvez não saibam, mas há sempre um bocado de kryptonite por aí...

Cosmovisão

18 de janeiro de 2009 · 22 comentários

O homem primitivo, intimamente ligado à natureza que o rodeava, expressava de forma espontânea e verdadeira a sua espiritualidade. Através do seu instinto e intuição, sentia a existência do transcendental, sentimento este que pulsava, de forma nítida, na essência energética daqueles seres simples, ainda vazios de conhecimentos, porém plenos de autenticidade.

À medida que a civilização humana começou a galgar novos degraus da escala do progresso, deixando cada vez mais de ser instintiva e intuitiva, passou a reprimir para os porões do inconsciente as percepções inatas e verdadeiras. Deixando para trás a infância histórica, passou pela física moderna, abriu as portas para a percepção da existência do mundo espiritual.

A humanidade já não se satisfaz com os preceitos rígidos das religiões dominantes. O homem é um ser que indaga e quer saber, afinal, quem é, de onde vem e para onde vai.

A dissociação existente entre ciência e religião, verdadeiro abismo criado pelos homens, levou os indivíduos a terem uma visão fragmentada da vida. Os conselhos religiosos, tão úteis em épocas remotas, hoje tornaram-se bastantes desfasados em relação à evolução contemporânea. As orientações dos religiosos foram sendo substituídas pelos médicos, psicólogos, pedagogos, astrólogos, etc.

O que frequentemente observamos é a influência de respostas às ansiedades íntimas do indivíduo ou da própria sociedade. O que lhes falta? Por que profissionais extremamente capacitados, sérios e estudiosos se sentem limitados para compreender o sofrimento humano?

Por que pessoas justas às vezes sofrem tanto, e outros, egoístas, que se comprazem no sofrimento do próximo, prosperam tanto? Há quem viva semanas, meses ou poucos anos, enquanto outros vivem quase um século! Por quê? Por que para uns, a felicidade constante, e para outros a miséria e o sofrimento inevitável? Por que alguns seriam premiados pelo acaso, com as mais terríveis malformações congénitas? Por que certas tendências inatas são tão contrastantes com o meio onde surgem? De onde vêm?

Não há como responder a estas questões, conciliando com a crença tradicional, numa Lei Universal justa e sábia, se considerarmos uma vida única para cada criatura.

O ateísmo e o materialismo são consequências inevitáveis da rejeição às crenças tradicionais, surgindo, naturalmente, pela recusa inteligente a uma fé cega num Ser que, aparentemente, preside aos factos da vida sem qualquer critério de sabedoria, amor e justiça.

A cosmovisão espiritualista, alicerçada no conhecimento das vidas sucessivas, onde residem as causas mais profundas dos nossos problemas actuais traz-nos respostas coerentes. O conceito de “reencarnação” propicia uma ampla lente através da qual poderemos enxergar a problemática da vida.

As aparentes desigualdades, vivenciadas momentaneamente pelas criaturas, têm justificativa nos graus diferentes de evolução em que se encontra no momento. Além disso, sabe-se, pelas leis da reencarnação, que cabe a todas as criaturas um único destino: a felicidade.

A evolução inexorável é feita pelas experiências constantes e a aprendizagem decorrente. Os actos da criatura ocasionam uma sequência de causas e efeitos que determinam as necessidades da reencarnação, a si própria, em tal meio ou situação. Há colheita obrigatória, decorrente de livre semeadura, e sempre novas oportunidades de semear.

Cada ser leva para a vida espiritual a sementeira do passado, trazendo-a consigo, ao nível celular e do inconsciente, ao renascer. Se uma existência não for suficiente para corrigir determinadas distorções, diversas serão necessárias para resolver uma determinada tendência, é a longa caminhada da vida.

Os nossos actos do dia-a-dia, por sua vez, são também novos elementos que se juntam ao nosso património energético, pois os arquivos que criamos são sempre ao nível de campos de energia, influenciando intensamente, atenuando ou agravando as desarmonias energéticas estabelecidas pelas vivências anteriores.

A teia do nosso destino, portanto, não é exclusivamente determinada pelo nosso passado. O livre arbítrio que possuímos também tece os finos fios desta teia, a cada momento, num dinamismo sempre renovado.

A diversidade infinita das aptidões, ao nível das faculdades e dos caracteres, tem fácil compreensão. Nem todos os espíritos que reencarnam têm a mesma idade, milhares de anos ou séculos pode haver na diferença de idade entre dois seres humanos. Além disto, alguns galgam velozmente os degraus da escada do progresso, enquanto outros sobem lenta e preguiçosamente.

A todos será dada a oportunidade do progresso pelos retornos sucessivos. Necessitamos passar pelas mais diversas experiências, aprendendo a obedecer para sabermos mandar; sentir as dificuldades da pobreza para sabermos usar a riqueza. Repetir muitas vezes para absorver novos valores e conhecimento. Desenvolver a paciência, a disciplina e o desapego aos valores materiais.

São necessárias existências de estudo, de sacrifício, para crescermos em ética e conhecimento. Voltamos ao mesmo meio, frequentemente ao mesmo núcleo familiar, para reparar os nossos erros com o exercício do amor. Deus, portanto, não castiga nem dá prémios; é a própria Lei da Harmonia que preside à ordem das coisas.

Agirmos de acordo com a natureza, no sentido da harmonia, é prepararmos a nossa elevação, a nossa felicidade. Fazendo-nos conhecer os efeitos da lei da responsabilidade, demonstrando que os nossos actos recaem sobre nós mesmos, estaremos a permitir o desenvolvimento da ordem, da justiça e da solidariedade social tão almejada por todos.

Repito-me de outros textos: é para entender tudo isto que estudo astrologia. E para entender outras coisas.

Etapas evolutivas dos trânsitos no nosso mapa

16 de janeiro de 2009 · 9 comentários

Quando os trânsitos (quaisquer que sejam os planetas) tratam os assuntos que se encontram naquilo que se chama de “etapa pessoal e preparatória ou de assentamento”casas 1, 2 e 3 – movimentam-se lentamente. Do Ascendente ao Fundo do Céu. Não é uma posição para mudanças rápidas. Tudo o que se tente fazer, deve ser pensado e sentido como havendo uma meta a longo prazo. Se os trânsitos envolverem Urano, Neptuno e Plutão, procuro vê-los como sendo autênticos projectos de vida, a serem lentamente elaborados.

Neste espaço do nosso mapa, as energias dos trânsitos estão a reorganizarem-se para se desenvolverem nas três casas seguintes – a 4, 5 e 6. Do Fundo do Céu ao Descendente. A este sector do mapa chamamos de “etapa de desenvolvimento”. Esta área é a que envolve as nossas raízes, fundações, criatividade e trabalho. É a área do ditado popular – “Tendo saúde, o resto vem.”

Os trânsitos continuam para se expressarem e expandirem nas casas seguintes – a 7, 8 e 9. Do Descendente ao Meio do Céu. É a “etapa de expansão”. É quando confirmamos as parcerias, negócios, casamento, amadurecimento interno e expansão de horizontes. As actividades externas são as mais importantes neste sector.

Resta-nos o último sector do mapa – as casas 10, 11 e 12 – chamado de “etapa de consolidação”. Do Meio do Céu, novamente ao Ascendente. É o tempo de consolidação dos planos internos e de aprendizagem no manejo e operacionalidade a tudo o que se refere ao “Eu”. É nesta área que se situa sobretudo o que diga respeito às ocorrências do nosso interior.

Como breve apontamento: sabemos que Neptuno e Plutão não passam por todos estes sectores (ou casas) numa vida normal. Plutão necessita de cerca 250 anos para percorrer esta distância. Neptuno - 160 anos. Urano – 80 anos. Quiron – 50 anos. Saturno – 29 anos. Júpiter – 12 anos. Marte – 2 anos. Vénus – 1 ano e meio. Mercúrio – cerca de 1 ano. Sol – 1 ano. Lua – 28 dias. Por aqui percebemos as variações de humor que a Lua nos pode provocar no dia-a-dia. Fica cerca de dois dias e meio em cada signo. O Sol, percorrendo estas 4 etapas ao longo de um ano, dá-nos imensas oportunidades de nos expressarmos de muitas maneiras.

Se Saturno transita pela “etapa pessoal e preparatória ou de assentamento” – casas 1, 2 e 3 – anuncia um período de avaliação, de maior recolhimento, um certo retiro das actividades mais mundanas. Obviamente, que os planetas em trânsito não passam só pelas casas. Também atravessam signos. E, obviamente, encontram-se com os nossos planetas natais.

Plutão e saúde - seu posicionamento no mapa natal

15 de janeiro de 2009 · 5 comentários

Clicar na imagem para ampliar.

Tibério

· 43 comentários


O Tibério já está em casa.
Contrariado, claro! Está muito queixoso,
pois preferia estar de plantão à porta da sua enamorada.

Muito obrigado, «terrAmena»
a sua ajuda foi preciosa para o localizar.


Muito obrigado a todos.

O Tibério desapareceu ontem, 14 de Janeiro, às 07h00. Portanto, há 24 horas que anda por aí. Deve estar apaixonado e não sai da rua da sua eleita. É a terceira vez em 9 anos que o faz. Em 2004, durante 5 dias. Em Janeiro de 2008, esteve fora 2 dias. O meu bairro conhece-o bem e tenho tido informações da vizinhança. Não o viram, ainda.


Olho para os trânsitos desse momento e vejo que além da oposição Plutão - Vénus, nesse momento a Lua em trânsito estava cercada por Saturno natal e pelo Saturno em trânsito, todos em Virgem, o signo que trata dos animais. Não tenho cabeça para ver mais.

A Nova-Lis em movimento pelo país: marque na sua agenda

14 de janeiro de 2009 ·

Oficinas de Astrologia Nova~Lis

Consulte a nossa agenda
Clique nos linques:



Benavente - 14 Março - a aguardar confirmação.


Informação – Se não quiser participar em grupo, pode marcar uma consulta personalizada connosco, informando-se aqui, clicando no nome do astrólogo à sua escolha: Magda Moita - António Rosa

Organize ou convide-nos a irmos à sua cidade, ao seu centro, se garantir a presença mínima de 12 a 15 pessoas para a oficina «Como está a enfrentar a sua crise pessoal?», ou bastante mais pessoas para a oficina «Está bem de vida sentimental e amorosa?».

Contacte-nos para o email antonio-rosa@netcabo.pt

Mantendo viva a minha co-criação

13 de janeiro de 2009 · 15 comentários

«Adoro saber que na minha actividade astrológica as minhas ideias, criatividade e concepções são ouvidas, escutadas, atendidas e respeitadas.

Adoro saber que as minhas capacidades em astrologia e comunicação astrológica, quer como astrólogo, quer como divulgador da astrologia e como mensageiro são apreciadas e justamente recompensadas. Amo saber que a minha mensagem chega ao coração e à mente de quem me lê e escuta e que é apreciada, respeitada e amada.

Tenho consciência que sou um excelente astrólogo e que sou pago com justiça quando dou consultas, palestras, aulas e oficinas. Em simultâneo, tenho consciência que sendo astrólogo também sou um aprendiz de astrologia em processo evolutivo de aperfeiçoamento.

Também tenho consciência profunda que a minha total doação na forma do site e fórum «Escola de Astrologia Nova~Lis», do blogue de astrologia «Cova do Urso», dos «Cursos Online Nova~Lis», da «Comunidade Astrologia» é amplamente recompensada atraindo imensos leitores que respeitam e apreciam o que faço.

Amo saber que as pessoas sentem-se felizes quando fazem doações, alguns através de textos de sua autoria e outros, sendo leitores e estudantes desta nossa actividade e, ainda outros deixando donativos financeiros no nosso site. Cada um doa como pode e sabe. Amo profundamente os meus parceiros de caminhada, a Magda e o Fred. Assim como as pessoas com quem interajo e que vão ajudando no meu dharma do quotidiano.

Adoro saber que os nossos cursos online estão a atrair imensos alunos interessados que retribuirão pagando com justiça o trabalho desenvolvido pelos professores. Amo saber que nada mais termos anunciado as nossas oficinas de astrologia houve resposta positiva das pessoas.

Adoro saber que estou continuamente a investir na minha formação em astrologia e que aplico os meus conhecimentos na mensagem que emito às pessoas.

Co-crio que este e os próximos anos serão da maior abundância de leitores e participantes e, igualmente, com a maior abundância financeira provenientes das minhas actividades astrológicas.

Amo e respeito aqueles que me criticam e desconsideram a minha actividade, pois sei que é assim que o universo avança, em polaridades.

É fantástico levantar-me pela manhã e saber que vou conviver quer pessoalmente, quer virtualmente, com pessoas com quem partilho o meu prazer de viver e de amar a astrologia.

Adoro saber que sinto amor pelo que faço, que gosto de fazer o que faço, de exercer um papel de responsabilidade e orientação astrológica de muitas pessoas.

Adoro saber que sou o mais excelente astrólogo que eu conheço e que amo o meu Ser. Eu Sou o António»

À minha amiga sagitariana

12 de janeiro de 2009 · 31 comentários

Minha querida sagitariana, este texto é para ti, já que tantas vezes me escreves a falar nas tuas desilusões amorosas e parece que ainda não percebeste que eu não gosto de fazer sinastrias. Mas como tu ainda pertences àquele numeroso grupo de pessoas que se contentam com o signo solar, aqui te deixo umas linhas para te entenderes um pouco melhor. Desde já te digo que tu não és inteiramente a pessoa que descrevo a seguir, pois este texto é apenas uma parte ínfima do teu mapa natal. Mas se isto te deixar feliz, e se com isso, evitares continuar a viver o teu corpo de dor, aqui ficam estas linhas mal alinhavadas.

A mulher Sagitário é arrojada, corajosa e muito inconstante, ama a aventura da vida e sente um enorme prazer em expandir-se para lá dos horizontes. Esta tua característica é um ponto forte em tudo aquilo que fazes, especialmente no amor, que tanto te consome.

És muito alegre e extrovertida, e sabes animar o teu parceiro e adoras dar umas boas gargalhadas. A independência é fundamental para que te sintas feliz e possas manter o respeito e o amor pelo teu parceiro amoroso. És dotada de um forte entusiasmo que contagia tudo à tua volta e o teu forte sentido de independência pode fazer com que procures viver o romance sem barreiras ou preconceitos. Dotada de sentimentos fortes possuis uma sensualidade e uma ousadia únicas.

A tua sede de conhecimento faz com que o ambiente familiar seja sempre animado de grandes discussões intelectuais. Como tens paixão pelos desportos estás sempre a estimular a tua família e amigos para praticá-los, inclusive os mais radicais.

Embora necessites de liberdade és dotada de fortes sentimentos para com os teus companheiros e fazes tudo para que a relação seja agradável e divertida. A sinceridade é a tua marca registada e dizes sempre o que pensas, mas como és muito diplomata tens uma forma especial de transmitir o que pensas aos outros sem os ferir.

A tua paixão em conheceres lugares e pessoas faz que as tuas relações amorosas possam sofrer uns abanões pois o teu sentido de independência e a tua natureza exploratória pode levar-te a seres infiel. Sabes bem do que falo. No entanto, quando assumes um compromisso tens em ti a chama suficiente para igualmente não te deixares levar por ligações mais liberais e ocasionais. Isso que tanto fazes, não és tu, mas sim, e repito-me, o teu corpo de dor a funcionar e que na tua cabecinha linda confundes como sendo tu própria.

O que um homem de outro signo deve ter em conta quando se apaixonar ou se interessar por ti:

Que esteja aberto para viver todas as emoções ao lado de uma sagitariana, pois precisa de liberdade assim com do ar que respira, por isso o homem deve evitar demonstrações de ciúmes ou de sentimentos de posse. Mostre-se uma pessoa alegre e extrovertida, não procure chamar a atenção da sagitariana contando os seus problemas, pois ela não se sente bem a conviver diariamente com pessoas problemáticas e sempre em baixo.

Se quer mesmo conquistar esta minha amiga sagitariana recomendo que se mostre activo e independente, não a solicite para resolver os seus problemas pessoais. Convide-a para um fim-de-semana para um passeio no campo ou na praia, pois ela vai ficar encantado. Já que estamos com neve em certas regiões do país, leve-a a um passeio desses.

Não faça qualquer tipo de chantagem emocional com ela, pois ela sairá correndo da relação. Saiba ter uma conversa animada e divertida, a mulher de Sagitário adora tudo o que é diversão e uma boas gargalhadas. Saiba ser romântico com uma doce brincadeira, pois esta minha amiga vai achá-lo entusiasmante.

Não se revele ciumento, o melhor é não sê-lo, pois ela não gosta de sentimentos de posse nem que joguem com os seus sentimentos. Se você tiver um carácter possessivo então será melhor não se apaixonar por ela.

Cara sagitariana, imprime esta parte destinada aos homens que conheces e vais conhecendo, acrescenta uns pozinhos de "pirilipimpim". Agora, deixa-me uns tempos a cuidar das minhas coisas. Quando acreditares no teu mapa natal completo, podes aparecer e... não te cobrarei nada.

É hoje, por volta das 13h00

11 de janeiro de 2009 · 25 comentários


O lançamento do novo site da
Escola de Astrologia Nova~Lis
deu-se no dia 11 de Janeiro de 2009, às 13h05.

Se clicar na imagem conhecerá o nosso novo site.
Seja bem-vindo(a).

A astróloga e amiga Ana Cristina Corrêa Mendes (clicar) teve a amabilidade de escrever o texto seguinte no seu site: «A Escola Nova~Lis como já anunciado que tem estado a redecorar o seu espaço, a melhorar condições, a enriquecer conteúdos e, aquele que já considero um espaço de serviço público, já que serve a diversas faixas de público. Como uma boa universidade ou biblioteca podem lá ser encontradas diversas escolas de pensamento, um bom exemplo de respeito pelas diferenças e dedicação à Astrologia. O nascimento da Escola foi no ano passado, por isso a carta astrológica não apresenta diferenças de monta, ou seja os pesos pesados do céu não se moveram assim tanto para activar aspectos que não estivessem presentes a quando do seu nascimento. No entanto existem alguns que gostaria de destacar, o caso da Lua progredida a dinamizar Saturno que muito bem rege a casa 5, a que de entre outras coisas sugere ensino. Muitas vezes a Lua nesta posição marca uma época de avanço em termos do trabalho que se ambiciona fazer progredir. O que considero estar no caso muito bem retratado com este salto qualitativo no que se refere à imagem e novas propostas. Plutão rege a casa 3 da comunicação, que por Arco Solar iguala o Ponto Cardinal, logo na sua potência máxima e não deve ser por acaso que dinamiza um Sol na casa pública a reger a 8ª, a comunicação ao público de assuntos alternativos e esotéricos. Por último, o Úrano em transito faz um aspecto exacto a Júpiter alinhado com a casa 10 a retratar o optimismo dos pais da criança nesta nova fase.»

A data e hora de lançamento do nosso novo site foi calculada e analisada por esta mesma astróloga, a quem muito agradecemos. Conheça o seu site.

MUITO OBRIGADO, ANA CRISTINA.

MUITO OBRIGADO A TODOS OS NOSSOS LEITORES.


Evento em Coimbra da amiga e astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes

8 de janeiro de 2009 ·

Uma tarde de sábado alternativa
orientada por Ana Cristina Corrêa Mendes

Não sabe nada de Astrologia?
Ou tem uma ideia muito básica?
Até tem uma certa curiosidade? O que é isso do Signo?
O que é isso do Ascendente? O que é isso do livre arbítrio?
Em que são baseadas as previsões que lemos nas revistas?

Aceite então este convite, para o primeiro Sábado de Fevereiro, dia 7, das 14:30 até às 18:00 vamos falar de astrologia, traga as suas dúvidas, na inscrição dê os seus dados de nascimento (data, hora e local), vamos aprender onde está o Ascendente, o Sol e a Lua e o que quer isto dizer. Serão usados os mapas dos presentes para exemplificar. Não sendo uma consulta.

Prometo uma conversa, informal, elucidativa e divertida, sem uso de jargão astrológico, acessível a todos os que queiram participar. Todos sairão a saber muito mais acerca do mapa pessoal. Caso queira participar agradeço inscrição prévia, existe um limite de lugares e um custo reduzido, para cobertura de despesas inerentes.


O local do nosso encontro será no:
Espaço Harmonia
Centro Terra Cristal Coimbra
Av. Elísio de Moura, 327
- andar 0 (zero) AEdifício Vera Cruz
Coimbra


Inscrições e informações:
E-mail: anaccmendes@hotmail.com
Tel: 917601499

Organizado por:
Ana Cristina Corrêa Mendes
Site «Astrologicamente»

Os comentários ficam encerrados para este post.
Façam-nos, por favor, no espaço da Ana Cristina, aqui.

Quando Plutão transita pelos seus domínios - casa 8 [Parte 1]

6 de janeiro de 2009 · 48 comentários

É um texto muito longo e algo desagradável para leitores mais sensíveis. Não perca tempo a ler, pois escrevi-o para tomar consciência de mim mesmo e para a minha própria memória futura. Escondê-lo em vez de o publicar seria pactuar com as minhas próprias trevas. A.R.
Parte 1
O obscuro caminho para casa

Vou tentar passar para aqui o resultado da minha experiência pessoal com o trânsito de Plutão pela minha casa 8, que tecnicamente acontece desde Janeiro de 2005, pois a cúspide está a 23º 32’ de Sagitário. Em boa verdade, tenho em conta 3 a 5 graus antes da cúspide, pois são os graus mínimos que os planetas trabalham intensamente na sua aproximação a uma nova casa. Plutão não foge à regra. Portanto, em rigor, considero a minha experiência deste trânsito a partir de Setembro de 2004, quando Plutão estava no grau 18 de Sagitário. Tinha eu 54 anos.

Não recomendo a ninguém esta experiência numa fase tão avançada da vida. É um desnudar completo, sem ter no mínimo um biombo de sombras chinesas para sentirmos uma aparente protecção. É mesmo o desnudar completo, que magoa muito. Quando somos mais jovens, tudo tem um sabor diferente. Como vou a caminho do 5º ano [em 2009] deste trânsito nada doce sai do que falo por experiência própria. Actualmente já não existe amargura em mim, pois tenho aprendido a aceitar-me. Apenas tento desligar-me de situações menos luminosas que ainda transporto dentro de mim.

Se há casa onde se confrontam os temas que mais profundamente alteram a «vida» de Plutão é quando ele passa pelos seus próprios domínios, neste caso, a casa 8. Não nos resta outra possibilidade que fazer uma visita muito prolongada ao nosso mundo subterrâneo e primevo (em certos casos) e ao nosso mundo mais interno (em outros casos), sempre com o propósito de investigarmos aqueles pensamentos que se encontram enraizados e integrar os sentimentos que não conseguimos aceitar de forma consciente.

Quando Plutão está nos seus domínios, na casa 8, ficamos demasiado susceptíveis para fazermos projecções de qualidade nas outras pessoas. Inconscientemente escolhemos algumas delas que representam o nosso lado mais obscuro e que ainda não tenhamos tido a força e a coragem de examinar. E são tantos cantos obscuros! A tendência é embirrarmos e ‘lutarmos’ com essas pessoas quando elas reflectem bem esse nosso lado mais sombrio. Que péssimas recordações isto me trouxe dos anos 2004/5. Tudo isto foi coincidente com uma conjunção de Plutão à Lua, em que pelo caminho perdi as mulheres da minha vida.

Existe em nós uma realidade crua, primordial, intensa e escondida que fomos suprimindo ao longo dos anos e acabámos por saber conviver com esta função obscura, aceitando-a e acabando por vivermos bem assim. Na verdade, fazemos isto: ou consideramos estas nossas facetas como “más” e tentamos esconder (o que é impossível) ou temos medo que se tornem sufocantes, se as expressarmos abertamente. Para afugentar esses medos é que estou a publicar este texto, o mais revelador de sempre, de mim mesmo.

Quando muito se fala em «paz interior», gostaria muito de saber se as pessoas consideram que essa paz é mesmo genuína, total e completa ou, pelo contrário, é uma paz nublada, pois escondemos por baixo de uma aparente beatitude e de muita conversa zen, o que de mais sombrio e pesado transportamos no íntimo. Eu reconheço que fiz milhentas vezes isso mesmo: tapei o meu inferno pessoal com um aparente manto de paz. Uma aparente paz no zen for me. Hoje, a situação melhorou, pois aprendi a expor-me mais, bastante indiferente ao que os outros pensam ou comentam. Isso aliviou-me e sossegou-me.

No entanto, usando as mesmas armas intensifiquei a prática da meditação que, aos poucos, muito me tem ajudado a purgar todo o lixo psíquico que transporto, curando-me lentamente. Não considero que tenha atingido essa tal «paz interior», essa situação zen. Nem sei se alguma vez conseguirei. Mas os diálogos com Ele aumentaram e já falamos com mais facilidade. Hoje, sinto em mim uma maior religiosidade, sem nenhuma religião a intermediar. Hoje é mais uma conversa tu-cá-tu-lá. Actualmente já Lhe consigo dizer coisas como esta: «Tenta entender-me um bocadinho que seja.» Eu sei que Ele me escuta. Quando consigo escutá-Lo é o meu lado divino a funcionar deixando-me muito sereno. Aqui fica uma experiência minha: quantas vezes estive em processos de meditação colectiva e em vez de me juntar à tentativa de elevação da vibração do grupo, estava mentalmente muito ocupado a vibrar em ondas de desejo sexual. Coisas da casa 8, como sabem! Nunca tive qualquer dificuldade em meditar quando consigo aquietar a minha mente. Nem nunca pertenci àquele grupo de pessoas que dizem não conseguir meditar. Consigo na boa (Lua na 8) e é nesses momentos que falo com Ele.

Claro que tenho muitos momentos de acalmia, sim. De alguma serenidade, sim. O trânsito teria que ir surtindo efeito! Plutão na minha 8 não me deixa dar atenção ao conformismo generalizado do «espiritualmente correcto». Sei que posso ser desancado, mas tinha que ser sincero. Enquanto não reconhecemos de bom grado e com simplicidade (não mental, mas do coração) a existência desse mundo subterrâneo em nós mesmos, pomos em perigo o nosso bem-estar psicológico e interno. E, claramente, também comprometemos o nosso lado espiritual.

Quem passa por este trânsito sabe que nos preocupam as capas mais profundas da nossa oitava casa, pois contradizem a imagem apresentável e aparentemente imaculada com que mostramos ao mundo. Não só ao mundo. Também aos nossos mais próximos, aquelas pessoas das casas 3, 4, 5, 7 e 11. Este trânsito de Plutão põe pressão em todas as partes envolvidas. É a altura de nos desvelarmos. Sabemos que temos que o fazer. Mas não sabemos como, pois fomos treinados uma vida inteira para escondermos o nosso verdadeiro interior. Como estilhaçar voluntariamente a nossa bela imagem tão cuidadosamente construída ao longo de anos?

Podermos encher-nos de coragem (e vale a pena fazê-lo) e, simplesmente, dizer isto: «Sim, isto faz parte de mim, pois eu também sou este tipo safado». Sem que nos auto-julguemos severamente e aceitando o julgamento dos outros pode ser o começo de um processo de cura interna, que demorará anos a efectivar-se. Acreditem, quando chegamos a este ponto, já estamos fora de prazo. Completamente. Não na idade, mas no ego, que fica muito maltratado. Seguir negando as facetas primitivas e vitais da nossa natureza interna, dá-lhes um tremendo poder destrutivo sobre nós e de forma tão misteriosa que o destino intervém com mão pesada.

A vida deu-me imensas oportunidades para aprender isto, pois a minha actividade profissional de 30 anos de editor de livros e, especialmente desde 2000, de editor de livros espirituais, deu-me a ocasião de conviver e conhecer os maiores egos que se possam imaginar. Bom, mas eu não fui nenhum santinho, pois tenho estado no meio deles. Também fiz as minhas maldades e cheguei a julgar-me o maior, por os publicar. Que coisa mais tola e insignificante. A astrologia foi uma cura tremenda para mim.

As pessoas que tenham planetas na casa 8 e enfrentam este trânsito, sabem bem o quão infame pode ser Plutão. Derruba tudo. Destrói para reconstruir. É um processo doloroso. Se a pessoa entra naquela coisa da vitimização e começa a dizer «ai, coitadinho de mim», pode ter a certeza que vai levar na cabeça e bem forte. A simbologia de cada planeta tocado por Plutão não voltará a ser a mesma, pois entra numa oitava superior, de maior elevação. Por exemplo, os trânsitos de Úrano e Neptuno não garantem esta mesma eficácia plutónica.

Este processo plutónico não se resume à simples questão de introduzirmos algumas «atitudes positivas» que vejo tão frequentemente e que eu também tentei. Plutão assegura-se que sintamos profundamente todas essas transformações. Não há forma de brincar às escondidas como eventualmente podemos fazer com Neptuno, por exemplo. Algumas pessoas não estão preparadas para isto. Tenho visto tanta gente entrar em profunda depressão durante os anos que dura um longo trânsito de Plutão pela sua casa 8.

Somos atirados para caminhos fantasmagóricos que no passado conseguimos evitar. O mais certo é termos que enfrentar material interno que durante muito tempo evitámos cuidadosamente tratar. Chega sempre a hora. Plutão sabe que essas feridas dolorosas tão ciosamente guardadas e enterradas não estão curadas. Plutão sabe que essas feridas se não forem resolvidas têm uma vida própria de vampirismo, pois estão sempre a sugar-nos, esgotando-nos psicologicamente. Não se resolvem como nos programas do «Dr. Phil». Era bom que fosse. Aquilo é entertainment! A energia que se encontra presa em nós sem ventilação é a exactamente aquilo que Plutão pretende libertar. Sigamos a corrente vulcânica… pois, após a libertação, vem a reciclagem.

Certamente começaremos este trânsito admitindo para nós mesmos que talvez tenhamos guardo rancores sobre incidentes duros ou traumáticos do nosso passado. No meu caso foi lembrar-me com imensa nitidez do tempo em que andei na guerra colonial entre 1970 e 1973. Pela primeira vez na vida entrei em contacto com a morte violenta provocada por um conflito armado. Tive que purgar todas estas memórias três décadas depois. Ninguém queria acreditar que eu subitamente sentia e manifestava uma raiva por um assunto que eu pensava estar resolvido. Foi tudo muito vivencial e epidérmico. Dou por mim a ser contactado por pessoas que andaram comigo nessa guerra e que eu tinha perdido o contacto há dezenas de anos. É muito estranho.

Senti que necessitava fazer o perdão a mim mesmo de uma época violenta em que fui atirado para uma guerra salazarista com a qual não me identificava e que nem sequer tinha consciência porque era alistado à força com uma arma mortífera nas mãos.

Imensas pessoas do nosso passado passam perante a nossa mente ou aparecem fisicamente para percebemos que muitas situações não tinham ficado bem resolvidas. Pacificar e perdoar foi uma tarefa difícil. Ainda costuma ser. É o momento em que fazemos a limpeza aos nossos sentimentos. Não vale a pena ficarmos enraivecidos ao descobrirmos que afinal ainda temos que concluir tarefas do passado que não terminámos. O melhor é encerrar esses dossiers. Encerrá-los bem, sem egoísmo, com generosidade.

O resto da nossa carta determinará se podemos suportar e levar a bom termo esta experiência.

Dentro de dias publicarei a continuação deste artigo:

Parte 2 – Sexo, amores, dinheiro, justiça e morte

Update
Tencionava fazê-lo, mas a verdade é que nunca o completei.
É o meu próprio trânsito e faltou-me ânimo para tal.

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Dia do astrólogo

· 17 comentários

6 de Janeiro - Dia do Astrólogo

Todos conhecemos a história dos Reis Magos que seguiram o brilho de uma estrela. Dizem que era o planeta Vénus, com a sua luz vespertina.

Cá para mim, estes Reis Magos eram astrólogos.

Parabéns a todos nós, que estudamos astrologia.

É o nosso dia. Salut!


O voo da águia

4 de janeiro de 2009 · 25 comentários

Este texto circula na net há muito tempo e é bastante conhecido. Já o tenho há 4 anos. Ninguém conhece o seu autor. Há alunos meus que se devem recordar de uma aula de Plutão, em que utilizei este texto como base para o tema plutónico da renovação e transformação.

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos! Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão...

Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo curva-se. Apontando contra o peito estão as asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas. Voar já é precário e muito difícil.

Então a águia só tem duas alternativas: 1) Morrer ou 2) Enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se num ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico no paredão até conseguir arrancá-lo.

Após arrancá-lo, espera que nasça o novo bico, com o qual vai arrancar as suas unhas demasiado compridas e flexíveis. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses neste processo de transformação sai para o famoso voo de renovação e para viver então mais 30 anos.

Na nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação arrancando o que há de velho no nosso mundo primordial e subterrâneo. Os trânsitos de Plutão são férteis nestes acontecimentos.

Para que continuemos a voar um voo de vitória, devemos desprender-nos de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

Apeteceu-me publicar este texto, pois tenho estado a preparar um longuíssimo artigo sobre o trânsito de Plutão na minha casa 8 (desde 2004) que mais tem parecido com o arrancar das penas e das unhas da águia. Não tem sido fácil purgar as energias obscuras e absolutamente primevas que carrego no meu subterrâneo.



Nova-Lis

3 de janeiro de 2009 · 25 comentários

Desde Março 2007 tem sido assim:


A partir de 11 de Janeiro será assim:


O meu 5º retorno de Júpiter

2 de janeiro de 2009 · 18 comentários


O meu Júpiter natal está a 1º 27’ de Aquário, na casa IX. Portanto, já estou a viver o meu 5º retorno de Júpiter, o deus grego Zeus ou, no panteão romano, igualmente chamado de Júpiter. Creio que a história mitológica é bastante conhecida.

O grau sabiano deste posicionamento de Júpiter corresponde a este enunciado: «Tempestade inesperada alivia campos queimados». Dane Rudhiar interpreta assim: «Libertação de condições adversas através de desenvolvimentos espectaculares violentos. Galvanização à acção. Visitação cósmica.» Só posso dizer que me identifico com esta interpretação, com a ressalva de não entender bem isso da «Visitação cósmica». Suspeito do que possa ser, mas não tenho a certeza.

Como estou a tratar do meu próprio retorno, decidi vasculhar em manuais clásicos, para não me deixar influenciar pelas minhas próprias interpretações. Ir ao mais clássico, sem introduzir a minha visão pessoal. A azul está o que retirei dos clássicos.

A tradição diz que este trânsito indica um marcado período de expansão, com uma atitude mais generosa e tolerante para com os outros tornando a pessoa mais confiante. Por ser um trânsito que acontece a cada 12 anos, significa o começo de um ciclo de crescimento, desenvolvimento e expansão de planos ou de oportunidades que incrementam o prestígio e a influência pessoal. Os assuntos pessoais desenvolvem-se com maior facilidade, podendo inclusivamente, ver realizadas algumas ambições importantes. Questões legais ou publicações que se iniciem podem ter bastante êxito, sempre que esta conjunção tenha bons aspectos natais ou progredidos. Caso contrário, dá falsas expectativas.

No meu mapa natal tenho estes aspectos de Júpiter: trígono a Marte, quincúncio a Saturno e Úrano, quindecile a Plutão, trígono ao Ascendente, conjunção ao MC, sextil a Quíron e à Parte da Fortuna. Obviamente que neste trânsito do seu retorno fará os mesmos aspectos. No progredido terei estes aspectos: quadratura ao eixo nodal, semi-sextil à Lua e um trígono ao Ascendente. Já agora, por arco solar: um biquintil a Saturno.

As interpretações mais tradicionais recomendam que é um momento muito feliz para se mudar de actividade profissional, caso se sinta insatisfeito no actual trabalho. Foi o que fiz há 12 anos. Comecei a engendrar a criação da minha editora. Para este retorno já co-criei conciliar a edição e a astrologia, incrementando esta. São as actividades que amo desempenhar.

Ser-se indulgente ou passivo connosco mesmo neste trânsito é o pior que se pode fazer. Os verbos aqui são: fazer, realizar, produzir, criar. Júpiter ajuda, mas temos que fazer a nossa parte.

É um tempo afortunado para viajar, publicar, ensinar, dar conferências, ter contactos com pessoas cultas e de bem. Espero fazer tudo isso.

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos?

1 de janeiro de 2009 · 26 comentários

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos?
Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

Tenho sensação que isto ficou um pouco confuso e bastante tecnicista. Que acham? Podem comentar, por favor?

29 de janeiro de 2009

Forças planetárias - os antigos sabiam o que faziam

Todos sabemos que quando queremos enumerar os planetas do nosso sistema solar, começamos com Sol, Lua, Mercúrio, Vénus… etc. Faz sentido que apliquemos a mesma sequência (ou a inversa) em astrologia. Comparemos a regência dos signos com a sequência do nosso sistema solar. Comecemos com o 1º signo do Zodíaco:

Carneiro (Fogo) – Marte
Touro (Terra) – Vénus
Gémeos (Ar) – Mercúrio

Caranguejo (Água) – Lua
Leão (Fogo)Sol

(Leia de baixo para cima e encontra a sequência: Sol... Lua...)

Os planetas atrás mencionados são os chamados «planetas pessoais». Que fizeram os antigos durante milhares de anos, para atribuírem a regência aos restantes signos? Inverteram a ordem planetária. Sabendo-se que o Sol e
a Lua são as luminárias, não lhes atribuíram a regência de outros signos. Inverteram a marcha e ficou assim:

Virgem (Terra)Mercúrio
Balança (Ar) – Vénus
Escorpião (Água) – Marte
(só no século 20 é que foi atribuída a regência a Plutão)

E vamos em 8 signos. Como foi solucionada a regência dos 4 signos restantes? Que planetas e signos ainda não entraram nesta lista? Estes e os seguintes:

Sagitário (Fogo) Júpiter
Capricórnio (Terra) – Saturno
[e voltaram à enumeração sequencial do sistema solar]

E é aqui que encontramos os chamados «planetas sociais». Úrano foi descoberto no séc. 18, Neptuno no século 19 e Plutão no século 20. Os chamados «planetas transpessoais». Na astrologia clássica, continua-se a trabalhar com excelência, sem estes 3 planetas. Continuando com as nossas regências: que fizeram os antigos? Inverteram novamente a marcha nos planetas sociais e ficou assim:

Aquário (Ar) – Saturno
(actualmente considera-se Úrano como regente deste signo)
Peixes (Água) – Júpiter
(Neptuno é o actual regente)


Imaginemos uma grande mesa de um qualquer conselho de administração de uma big corporation nacional ou multinacional, como na ilustração acima. Num dos topos da mesa está o presidente Sol. No outro topo da mesma mesa, está a vice-presidente Lua. Ambos, sem outros pelouros que os seus signos naturais. Os outros planetas estão sentados à volta da mesa, com 2 «dossiers» cada um. Perdão, com 2 signos cada um.

Como os antigos sabiam muito de «elementos» foram muito cuidadosos ao atribuírem os planetas pelos signos. Os elementos Fogo e Água são complementares, assim como os elementos Terra e Ar.

Marte e Júpiter ficaram regentes de um signo de Fogo e de um signo de Água, cada um. Mercúrio, Vénus e Saturno ficaram encarregues de um signo de Terra e outro, de Ar, cada um. O Sol rege um signo de Fogo e a Lua, um signo de Água. É a beleza da harmonia cósmica.
Qualquer bom manual explica-lhe estas questões. Vale a pena aprofundar temas básicos como triplicidades e quadruplicidades.

A partir daqui é muito simples entendermos a tabela das energias planetárias: regência, exaltação, detrimento e exílio. Faça tudo para aprofundar sobre os signos, pois são a base do zodíaco.

Bom fim-de-semana a todos.

Astrologia Karmica com Nádia Grazina



Entrevista de Heloisa Miranda à astróloga Nádia Garzina.
Vídeo tirado do SAPO Astral. Clique aqui.

Conheça o blogue «Sapo Zen» de Heloisa Miranda.

Nádia Grazina, Astróloga, Terepeuta e Designer Criativo há 13 anos, viajou um pouco pelo mundo do teatro, música, ilustração, dedica-se às novas terapias há cerca de 5 anos. Dá consultas de Astrologia Kármica, Limpeza Energética, Eu Superior/Essência e Orientação Espiritual, dedicada a criar, proporcionar retiros, caminhadas, banhos de som, actividades com crianças, experiências diferentes, vivências que permitam o silêncio, que permitam o Despertar, a Descoberta, a Expressão e a Liberdade da Alma. Faz parte do projecto Despertar – Awakening [clicar aqui], ligado às novas terapias, onde colabora como terapeuta e com Michelle Fannon na Terapia Vivencial.

28 de janeiro de 2009

Níveis evolutivos e Modos - animações









Animações executadas para o site Escola de Astrologia Nova-Lis.
Menu: Astrologia - nível 1

Pela nossa amiga Ana João Almeida.

Seu site Inventarium

27 de janeiro de 2009

Tenho estado de olho nele

Tenho estado de olho nele. Em Plutão, claro. Tenho uma terrível tendência a não ligar ao meu próprio mapa, até porque tenho atraído para mim, experiências muito fortes de trânsitos diversos em que, por vezes, me ponho a assobiar para os lados. Também sei que são exactamente esse tipo de trânsitos desafiantes nos mapas das outras pessoas, que colocam muitas delas nas minhas consultas. A queixarem-se muito. Por vezes, penso: se eu fosse a uma consulta de astrologia, iria queixar-me assim? Não sei a resposta.

Voltando a Plutão (no grau 2 de Capricórnio) a fazer um trígono ao meu Saturno natal (no grau zero de Virgem). Ando nisto há cerca de um ano e a coisa continuará ainda por alguns meses, pois Plutão entrará em movimento retrógrado, voltando a aproximar-se desse ponto nevrálgico do meu mapa.

Recordo-me bem de mais, da recente quadratura de Saturno a Plutão (em 2007) tal como não esqueço de um outro trânsito muito actual: Plutão - Úrano. Talvez por isto tudo, eu tenha decido ficar de olho nele, para melhor apreciar os acontecimentos no meu próprio mapa. Coloquei-me como observador.
Nem sequer como «observador do 4º Raio», mas tão só como um mero observador humano de mim mesmo.

Quando acontece este trânsito ficamos mais capazes de praticar a perseverança. Sem teimosia. Percebi o que desejava fazer com a minha vida. Senti-me apto a propor a mim mesmo, a continuação de uma longa caminhada, desta vez com objectivos muito certeiros. Tracei planos para os tempos mais próximos, sem esquecer nunca aquela máxima: «não faças planos para a vida, pois a vida pode ter planos para ti».

Foi neste cruzamento que entendi que os planos que a vida tinha para mim eram um reflexo de mim mesmo e da minha vontade. É uma espécie de quatro caminhos em que passei pela experiência de escolher um deles. Eu escolhi o caminho que mais se adaptava a mim, à minha natureza, no que às minhas actividades editoriais e astrológicas diz respeito. Foi nessa altura, quando a vida já me tinha apresentado os seus planos, que eu não fiz mais do que me adaptar a eles, pois além de serem «meus» sentia-me assim: 1) capaz de trabalhar e com segurança para os desenvolver;
2) com a perseverança necessária para os implementar e manter; 3) saber aproveitar o fim de um ciclo e o início de outro; 4) haver a necessidade de agarrar uma oportunidade única, pois é um trânsito que só acontece uma vez na vida.

A nível da minha editora não vos vou contar nada, apenas afirmar que também tracei planos que estou a implementar, com as cautelas próprias de uma empresa que está inserida dentro de um mercado em mudança, que a maioria chama de «crise».

Portanto, pelos leitores gostarem de astrologia, darei aqui a minha experiência deste trânsito, nesta área da minha vida: a astrologia. Há vários meses, no Verão de 2008, comecei a sentir a necessidade de criar objectivos astrológicos e todos passavam pelo site «Escola de Astrologia Nova-Lis». Senti a necessidade de fazer deste site uma plataforma colectiva de divulgação da astrologia, com diversas ferramentas, para além dos textos que contém. Essas ferramentas foram surgindo.

Comecei muito cedo a trabalhar na reformulação deste site passando-o para aquilo que é hoje, com a mesma quantidade de artigos (sempre em crescimento) e uma melhor organização, havendo mais funcionalidades para os nossos leitores. Transformei o nosso fórum numa imensa sala de aula pública, acentuando a característica «escola» e tentando afastar a vertente «consulta». A ter que consumir o meu tempo na net, que seja naquilo que gosto de fazer: formar e informar. Só as 2 salas de exercícios tiveram até à data, mais de 51 mil acessos. Por isso eu usar a palavra «imensa».

Criei a «Comunidade Astrologia» muito antes do site Escola de Astrologia Nova-Lis apresentar o aspecto que hoje possui. Quando criei a comunidade já sabia que iria fazer essa integração. Sempre foi minha ideia fazer com que o site da Escola fosse, em simultâneo, uma rede social agregadora. Vamos a caminho disso. Também criei os «Cursos online Nova-Lis» e ofereci gratuitamente o curso «Casas Astrológicas» para as pessoas poderem aprender e praticar o funcionamento de um curso online no sistema Moodle. O resultado foi arrebatador:
até hoje, 194 alunos inscritos. E, diariamente, chegam pedidos de inscrição. Tal como ocorreu com a «Comunidade Astrologia», o módulo «cursos» apareceu antes de ter surgido o novo site da Escola. Quando o novo design do site foi mostrado, a 11 de Janeiro, as peças do puzzle já se haviam juntado. Também criei aquilo que chamo de «Oficinas de Astrologia» em que, juntamente com a Magda Moita, contactamos as pessoas em seminários temáticos devidamente estruturados. É o descer do mundo virtual (internet) para a realidade tridimensional. Tinha que ser. Há mais surpresas que irão surgir ao longo de 2009. A seu tempo serão divulgadas.

Há uns meses, durante este trânsito de Plutão – Saturno, também tomei outra decisão: aguardar pelo ingresso de Júpiter em Aquário para lançar todos estes projectos integrados no projecto maior que se chama «Escola de Astrologia Nova-Lis».

Assim, estes assuntos começaram a funcionar integrados e de forma profissional. O primeiro curso online foi criado há poucas semanas com a colaboração da astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes, criadora e professora do curso «Práticas de Perfil Vocacional», a começar a 7 de Fevereiro. Outros cursos virão, assim como outros professores. As oficinas de astrologia estão em andamento por vários pontos do país. O fórum recebe os alunos e a Comunidade os seus membros. O projecto está em andamento e a concretizar-se.

O que vos posso garantir é que há um ano atrás, nem tinha ligado a este trânsito. Também vos quero dizer que ao mesmo tempo que vivia este trânsito inesquecível, estava (e estou) a viver outros trânsitos bem delicados, intensos e desafiantes. Nem tudo é um mar de rosas. É a dinâmica da própria vida.

Isto foi uma espécie de statement.

26 de janeiro de 2009

É necessário

Saber astrologia e fazer astrologia, analisando mapas com consistência, são coisas muito diferentes. Parece haver um «je ne sais quois» que nos impede de termos uma abordagem simples, frugal e organizada na análise das variáveis astrológicas. Complicamos muito, a maioria das vezes, por insegurança.

Por isso, estou muito feliz com as pessoas que, corajosamente, frequentam as salas de exercícios do fórum do site da Escola de Astrologia Nova-Lis e praticam imenso, sobretudo a simplificarem, a terem um olhar astrológico, uma visão e abordagem adequadas, respondendo a exercícios bastante complexos. Andamos nestas práticas, há vários meses.

Deixo uma recomendação:

Clicando aqui, leia quem sabe muito destes assuntos.

Antes de clicar leia este aviso:
se não estiver registado e autenticado no site da Nova-Lis, ao clicar, vai parar a uma página que lhe diz isto, entre outras coisas:
Por favor tente uma das seguintes páginas: Entrada.
Clique em "Entrada".
Se já estiver registado basta autenticar-se.
Ou, aproveite e registe-se para poder ler o artigo
e conhecer o site.


25 de janeiro de 2009

Marte ingressa em Aquário a 5 de Fevereiro


Marte ingressa em Aquário a 5 de Fevereiro, permanecendo neste signo até 14 de Março. Dependendo das casas que ele circular no nosso mapa natal, uma coisa é certa: vamos sentir um maior desejo de independência. Tentaremos fazer as coisas à nossa maneira, de maneira mais acentuada.

Muitas pessoas sentirão que até parece estarem mais inteligentes. De alguma maneira assim será, porque as pessoas sentir-se-ão inspiradas, com uma boa capacidade de organização e as ideias borbulharão. Se a energia for bem orientada, podem ocorrer valiosas realizações no trabalho especialmente na área humanitária, relacionadas a empreendimentos científicos ou inventivos; aproveite para realizar mais trabalho de grupo e, caso não esteja habituado é uma boa oportunidade para aprender.

Este trânsito de Marte, dependendo dos aspectos que faça, cria oportunidades para modificar o que estiver parado. É o momento para acções. Marte em Aquário não reage bem a autoritarismos, pois a tradição só é respeitada se merecer respeito. Digamos que é o momento para fazermos as coisas à nossa maneira e, assim, aprendermos com os nossos próprios erros.

O desafio maior deste trânsito reside no risco de rejeitarmos métodos e maneiras mais antigos antes de sermos capazes de substituí‑los por alguma coisa melhor. Assim, o resultado das nossas acções pode ser construtivo ou destrutivo, dependendo do grau de sabedoria e maturidade indicado pelo padrão total do horóscopo.

Um aviso de saúde especial: cuide das questões ligadas à circulação do sangue.

22 de janeiro de 2009

21 de janeiro de 2009

Faça um upgrade à sua vida

Faça um Upgrade à Sua Vida
Autor: Carlos Anastácio
Editora Anjo Dourado

Formato: 15,5 X 23 cm. - Páginas: 164
[Clique no título do livro para saber como pode encomendar o livro]


Você pode criar uma vida estimulante, próspera e com significado. Todos já vivemos essa experiência quando éramos crianças e vivíamos cada dia sem qualquer preocupação a não ser a de divertirmo-nos. Algures no tempo e à medida que se foi tornando adulto, você perdeu essa perspectiva e o mundo tornou-se num lugar ameaçador e que requer defesa e sacrifícios constantes.

Carlos Anastácio aborda neste seu novo livro, duma forma simples e prática, as razões mais profundas que limitam a nossa vida e nos impedem de ser, fazer ou ter o que desejamos. Somos levados a compreender que a nossa vida é o resultado dos nossos sentimentos e pensamentos mais predominantes. Explica como nos libertarmos do sentimento de depressão, de insatisfação no relacionamento, de insatisfação no emprego, de escassez financeira, de fracasso, de doença...

Carlos Anastácio exerceu cargos de direcção em empresas multinacionais. Mais tarde obteve formação profissional em técnicas de Desenvolvimento Pessoal. Actualmente está totalmente dedicado ao Aconselhamento Pessoal e ao Coaching e procura divulgar os seus conhecimentos através de workshops e conferências no âmbito do Desenvolvimento Pessoal e da Gestão do Stress.

Tem colaborado com algumas das revistas mais prestigiadas do panorama nacional e internacional, com artigos dedicados ao Desenvolvimento Pessoal.

20 de janeiro de 2009

O 44º Presidente americano

[Foto da tomada de posse. Fonte: «The Washington Post»]

Hora exacta da tomada de posse: 12h05
Congratulation, Mr. President.

Um dia histórico para a humanidade.
Começou a «Nova Era da Responsabilidade».

Barack Obama
toma posse hoje (20 Janeiro 2009) como 44º Presidente dos EUA. Às tomadas de posse presidenciais, os americanos chamam de «Inauguration Day». Neste ano coincide com o dia em que o Sol entra em Aquário num belo stellium com Mercúrio Rx e Júpiter.
Esta Lua, no último grau de Escorpião, está dissonante, com a particularidade de estar «Fora de Curso» ou «Vazia de Curso».

Que é isto de fora de curso ou vazia de curso? É a situação de quando a Lua não forma aspectos aos restantes planetas.
É um evento astrológico frequente. Habitualmente considera-se um momento que pouco se pode fazer a respeito do assunto a ser tratado. Neste caso estamos a falar da governação do país mais poderoso do mundo.

Quando se analisam situações em que a Lua está vazia de curso, convém verificar o último aspecto feito por esta luminária, antes de entrar nesta situação para percebermos a natureza da situação. O aspecto mais exacto possível. Neste caso, foi uma quadratura a Neptuno.

Oxalá a tomada de posse se atrase um pouco e se realize depois das 12h31, quando a Lua sai da situação de fora de curso. Teremos que guardar até depois do evento para sabermos a que horas exactamente Barack Obama fez o seu juramento a Deus e à constituição. No entanto, não é previsível que o protocolo se atrase assim tanto. Estamos a falar de meia-hora, o que nestes eventos é um excesso.

Aqui vão dois exemplos de tomadas de posse em que a Lua esteve fora de curso: o 2º mandato de Bill Clinton, o tal mandato em que ocorreram os escândalos sexuais; a de John Kennedy, assassinado durante o seu mandato.

Em astrologia, a Lua representa o povo de um país. Neste caso, o povo americano. Portanto, estando a Lua fora de curso, que se preparem para uma época de muito esforço, muito trabalho e uma necessidade de muito empenhamento. Que não fiquem à sombra, bem sentadinhos, à espera que o novo presidente e o seu gabinete, tudo resolva. Com a ajuda de Mercúrio retógrado, as coisas irão acontecer com maior lentidão. As mudanças acontecerão, mas não com a rapidez e eficácia tão idealizadas pelos milhões que votaram nele. Vão demorar algum tempo a ocorrer.

Uma Lua em Escorpião vazia de curso diz-me que este presidente reúne condições para fazer com que os grandes «medos» daquele povo venham ao de cima, sejam expurgados, limpando o passado e criando um futuro melhor. Necessita tempo e condições de realização. Mas também percebo existir uma grande necessidade de esconder dos outros. Se os americanos querem criar um país melhor e, porque não, ajudar a criar um mundo melhor, haverá uma espécie de terapia nacional, em que a seriedade terá que sobressair em oposição ao mundo da ilusão e fantasia.
Conseguirão? Conseguiremos? Chegou a hora de se limparem as energias negativas acumuladas: só se avança pondo de lado os medos, os rancores, os ressentimentos, a incerteza…

Que não pensem (e nós, também) que Barack Obama é a «visitação» de Clark Kent. Talvez não saibam, mas há sempre um bocado de kryptonite por aí...

18 de janeiro de 2009

Cosmovisão

O homem primitivo, intimamente ligado à natureza que o rodeava, expressava de forma espontânea e verdadeira a sua espiritualidade. Através do seu instinto e intuição, sentia a existência do transcendental, sentimento este que pulsava, de forma nítida, na essência energética daqueles seres simples, ainda vazios de conhecimentos, porém plenos de autenticidade.

À medida que a civilização humana começou a galgar novos degraus da escala do progresso, deixando cada vez mais de ser instintiva e intuitiva, passou a reprimir para os porões do inconsciente as percepções inatas e verdadeiras. Deixando para trás a infância histórica, passou pela física moderna, abriu as portas para a percepção da existência do mundo espiritual.

A humanidade já não se satisfaz com os preceitos rígidos das religiões dominantes. O homem é um ser que indaga e quer saber, afinal, quem é, de onde vem e para onde vai.

A dissociação existente entre ciência e religião, verdadeiro abismo criado pelos homens, levou os indivíduos a terem uma visão fragmentada da vida. Os conselhos religiosos, tão úteis em épocas remotas, hoje tornaram-se bastantes desfasados em relação à evolução contemporânea. As orientações dos religiosos foram sendo substituídas pelos médicos, psicólogos, pedagogos, astrólogos, etc.

O que frequentemente observamos é a influência de respostas às ansiedades íntimas do indivíduo ou da própria sociedade. O que lhes falta? Por que profissionais extremamente capacitados, sérios e estudiosos se sentem limitados para compreender o sofrimento humano?

Por que pessoas justas às vezes sofrem tanto, e outros, egoístas, que se comprazem no sofrimento do próximo, prosperam tanto? Há quem viva semanas, meses ou poucos anos, enquanto outros vivem quase um século! Por quê? Por que para uns, a felicidade constante, e para outros a miséria e o sofrimento inevitável? Por que alguns seriam premiados pelo acaso, com as mais terríveis malformações congénitas? Por que certas tendências inatas são tão contrastantes com o meio onde surgem? De onde vêm?

Não há como responder a estas questões, conciliando com a crença tradicional, numa Lei Universal justa e sábia, se considerarmos uma vida única para cada criatura.

O ateísmo e o materialismo são consequências inevitáveis da rejeição às crenças tradicionais, surgindo, naturalmente, pela recusa inteligente a uma fé cega num Ser que, aparentemente, preside aos factos da vida sem qualquer critério de sabedoria, amor e justiça.

A cosmovisão espiritualista, alicerçada no conhecimento das vidas sucessivas, onde residem as causas mais profundas dos nossos problemas actuais traz-nos respostas coerentes. O conceito de “reencarnação” propicia uma ampla lente através da qual poderemos enxergar a problemática da vida.

As aparentes desigualdades, vivenciadas momentaneamente pelas criaturas, têm justificativa nos graus diferentes de evolução em que se encontra no momento. Além disso, sabe-se, pelas leis da reencarnação, que cabe a todas as criaturas um único destino: a felicidade.

A evolução inexorável é feita pelas experiências constantes e a aprendizagem decorrente. Os actos da criatura ocasionam uma sequência de causas e efeitos que determinam as necessidades da reencarnação, a si própria, em tal meio ou situação. Há colheita obrigatória, decorrente de livre semeadura, e sempre novas oportunidades de semear.

Cada ser leva para a vida espiritual a sementeira do passado, trazendo-a consigo, ao nível celular e do inconsciente, ao renascer. Se uma existência não for suficiente para corrigir determinadas distorções, diversas serão necessárias para resolver uma determinada tendência, é a longa caminhada da vida.

Os nossos actos do dia-a-dia, por sua vez, são também novos elementos que se juntam ao nosso património energético, pois os arquivos que criamos são sempre ao nível de campos de energia, influenciando intensamente, atenuando ou agravando as desarmonias energéticas estabelecidas pelas vivências anteriores.

A teia do nosso destino, portanto, não é exclusivamente determinada pelo nosso passado. O livre arbítrio que possuímos também tece os finos fios desta teia, a cada momento, num dinamismo sempre renovado.

A diversidade infinita das aptidões, ao nível das faculdades e dos caracteres, tem fácil compreensão. Nem todos os espíritos que reencarnam têm a mesma idade, milhares de anos ou séculos pode haver na diferença de idade entre dois seres humanos. Além disto, alguns galgam velozmente os degraus da escada do progresso, enquanto outros sobem lenta e preguiçosamente.

A todos será dada a oportunidade do progresso pelos retornos sucessivos. Necessitamos passar pelas mais diversas experiências, aprendendo a obedecer para sabermos mandar; sentir as dificuldades da pobreza para sabermos usar a riqueza. Repetir muitas vezes para absorver novos valores e conhecimento. Desenvolver a paciência, a disciplina e o desapego aos valores materiais.

São necessárias existências de estudo, de sacrifício, para crescermos em ética e conhecimento. Voltamos ao mesmo meio, frequentemente ao mesmo núcleo familiar, para reparar os nossos erros com o exercício do amor. Deus, portanto, não castiga nem dá prémios; é a própria Lei da Harmonia que preside à ordem das coisas.

Agirmos de acordo com a natureza, no sentido da harmonia, é prepararmos a nossa elevação, a nossa felicidade. Fazendo-nos conhecer os efeitos da lei da responsabilidade, demonstrando que os nossos actos recaem sobre nós mesmos, estaremos a permitir o desenvolvimento da ordem, da justiça e da solidariedade social tão almejada por todos.

Repito-me de outros textos: é para entender tudo isto que estudo astrologia. E para entender outras coisas.

16 de janeiro de 2009

Etapas evolutivas dos trânsitos no nosso mapa

Quando os trânsitos (quaisquer que sejam os planetas) tratam os assuntos que se encontram naquilo que se chama de “etapa pessoal e preparatória ou de assentamento”casas 1, 2 e 3 – movimentam-se lentamente. Do Ascendente ao Fundo do Céu. Não é uma posição para mudanças rápidas. Tudo o que se tente fazer, deve ser pensado e sentido como havendo uma meta a longo prazo. Se os trânsitos envolverem Urano, Neptuno e Plutão, procuro vê-los como sendo autênticos projectos de vida, a serem lentamente elaborados.

Neste espaço do nosso mapa, as energias dos trânsitos estão a reorganizarem-se para se desenvolverem nas três casas seguintes – a 4, 5 e 6. Do Fundo do Céu ao Descendente. A este sector do mapa chamamos de “etapa de desenvolvimento”. Esta área é a que envolve as nossas raízes, fundações, criatividade e trabalho. É a área do ditado popular – “Tendo saúde, o resto vem.”

Os trânsitos continuam para se expressarem e expandirem nas casas seguintes – a 7, 8 e 9. Do Descendente ao Meio do Céu. É a “etapa de expansão”. É quando confirmamos as parcerias, negócios, casamento, amadurecimento interno e expansão de horizontes. As actividades externas são as mais importantes neste sector.

Resta-nos o último sector do mapa – as casas 10, 11 e 12 – chamado de “etapa de consolidação”. Do Meio do Céu, novamente ao Ascendente. É o tempo de consolidação dos planos internos e de aprendizagem no manejo e operacionalidade a tudo o que se refere ao “Eu”. É nesta área que se situa sobretudo o que diga respeito às ocorrências do nosso interior.

Como breve apontamento: sabemos que Neptuno e Plutão não passam por todos estes sectores (ou casas) numa vida normal. Plutão necessita de cerca 250 anos para percorrer esta distância. Neptuno - 160 anos. Urano – 80 anos. Quiron – 50 anos. Saturno – 29 anos. Júpiter – 12 anos. Marte – 2 anos. Vénus – 1 ano e meio. Mercúrio – cerca de 1 ano. Sol – 1 ano. Lua – 28 dias. Por aqui percebemos as variações de humor que a Lua nos pode provocar no dia-a-dia. Fica cerca de dois dias e meio em cada signo. O Sol, percorrendo estas 4 etapas ao longo de um ano, dá-nos imensas oportunidades de nos expressarmos de muitas maneiras.

Se Saturno transita pela “etapa pessoal e preparatória ou de assentamento” – casas 1, 2 e 3 – anuncia um período de avaliação, de maior recolhimento, um certo retiro das actividades mais mundanas. Obviamente, que os planetas em trânsito não passam só pelas casas. Também atravessam signos. E, obviamente, encontram-se com os nossos planetas natais.

15 de janeiro de 2009

Plutão e saúde - seu posicionamento no mapa natal

Clicar na imagem para ampliar.

Tibério


O Tibério já está em casa.
Contrariado, claro! Está muito queixoso,
pois preferia estar de plantão à porta da sua enamorada.

Muito obrigado, «terrAmena»
a sua ajuda foi preciosa para o localizar.


Muito obrigado a todos.

O Tibério desapareceu ontem, 14 de Janeiro, às 07h00. Portanto, há 24 horas que anda por aí. Deve estar apaixonado e não sai da rua da sua eleita. É a terceira vez em 9 anos que o faz. Em 2004, durante 5 dias. Em Janeiro de 2008, esteve fora 2 dias. O meu bairro conhece-o bem e tenho tido informações da vizinhança. Não o viram, ainda.


Olho para os trânsitos desse momento e vejo que além da oposição Plutão - Vénus, nesse momento a Lua em trânsito estava cercada por Saturno natal e pelo Saturno em trânsito, todos em Virgem, o signo que trata dos animais. Não tenho cabeça para ver mais.

14 de janeiro de 2009

A Nova-Lis em movimento pelo país: marque na sua agenda

Oficinas de Astrologia Nova~Lis

Consulte a nossa agenda
Clique nos linques:



Benavente - 14 Março - a aguardar confirmação.


Informação – Se não quiser participar em grupo, pode marcar uma consulta personalizada connosco, informando-se aqui, clicando no nome do astrólogo à sua escolha: Magda Moita - António Rosa

Organize ou convide-nos a irmos à sua cidade, ao seu centro, se garantir a presença mínima de 12 a 15 pessoas para a oficina «Como está a enfrentar a sua crise pessoal?», ou bastante mais pessoas para a oficina «Está bem de vida sentimental e amorosa?».

Contacte-nos para o email antonio-rosa@netcabo.pt

13 de janeiro de 2009

Mantendo viva a minha co-criação

«Adoro saber que na minha actividade astrológica as minhas ideias, criatividade e concepções são ouvidas, escutadas, atendidas e respeitadas.

Adoro saber que as minhas capacidades em astrologia e comunicação astrológica, quer como astrólogo, quer como divulgador da astrologia e como mensageiro são apreciadas e justamente recompensadas. Amo saber que a minha mensagem chega ao coração e à mente de quem me lê e escuta e que é apreciada, respeitada e amada.

Tenho consciência que sou um excelente astrólogo e que sou pago com justiça quando dou consultas, palestras, aulas e oficinas. Em simultâneo, tenho consciência que sendo astrólogo também sou um aprendiz de astrologia em processo evolutivo de aperfeiçoamento.

Também tenho consciência profunda que a minha total doação na forma do site e fórum «Escola de Astrologia Nova~Lis», do blogue de astrologia «Cova do Urso», dos «Cursos Online Nova~Lis», da «Comunidade Astrologia» é amplamente recompensada atraindo imensos leitores que respeitam e apreciam o que faço.

Amo saber que as pessoas sentem-se felizes quando fazem doações, alguns através de textos de sua autoria e outros, sendo leitores e estudantes desta nossa actividade e, ainda outros deixando donativos financeiros no nosso site. Cada um doa como pode e sabe. Amo profundamente os meus parceiros de caminhada, a Magda e o Fred. Assim como as pessoas com quem interajo e que vão ajudando no meu dharma do quotidiano.

Adoro saber que os nossos cursos online estão a atrair imensos alunos interessados que retribuirão pagando com justiça o trabalho desenvolvido pelos professores. Amo saber que nada mais termos anunciado as nossas oficinas de astrologia houve resposta positiva das pessoas.

Adoro saber que estou continuamente a investir na minha formação em astrologia e que aplico os meus conhecimentos na mensagem que emito às pessoas.

Co-crio que este e os próximos anos serão da maior abundância de leitores e participantes e, igualmente, com a maior abundância financeira provenientes das minhas actividades astrológicas.

Amo e respeito aqueles que me criticam e desconsideram a minha actividade, pois sei que é assim que o universo avança, em polaridades.

É fantástico levantar-me pela manhã e saber que vou conviver quer pessoalmente, quer virtualmente, com pessoas com quem partilho o meu prazer de viver e de amar a astrologia.

Adoro saber que sinto amor pelo que faço, que gosto de fazer o que faço, de exercer um papel de responsabilidade e orientação astrológica de muitas pessoas.

Adoro saber que sou o mais excelente astrólogo que eu conheço e que amo o meu Ser. Eu Sou o António»

12 de janeiro de 2009

À minha amiga sagitariana

Minha querida sagitariana, este texto é para ti, já que tantas vezes me escreves a falar nas tuas desilusões amorosas e parece que ainda não percebeste que eu não gosto de fazer sinastrias. Mas como tu ainda pertences àquele numeroso grupo de pessoas que se contentam com o signo solar, aqui te deixo umas linhas para te entenderes um pouco melhor. Desde já te digo que tu não és inteiramente a pessoa que descrevo a seguir, pois este texto é apenas uma parte ínfima do teu mapa natal. Mas se isto te deixar feliz, e se com isso, evitares continuar a viver o teu corpo de dor, aqui ficam estas linhas mal alinhavadas.

A mulher Sagitário é arrojada, corajosa e muito inconstante, ama a aventura da vida e sente um enorme prazer em expandir-se para lá dos horizontes. Esta tua característica é um ponto forte em tudo aquilo que fazes, especialmente no amor, que tanto te consome.

És muito alegre e extrovertida, e sabes animar o teu parceiro e adoras dar umas boas gargalhadas. A independência é fundamental para que te sintas feliz e possas manter o respeito e o amor pelo teu parceiro amoroso. És dotada de um forte entusiasmo que contagia tudo à tua volta e o teu forte sentido de independência pode fazer com que procures viver o romance sem barreiras ou preconceitos. Dotada de sentimentos fortes possuis uma sensualidade e uma ousadia únicas.

A tua sede de conhecimento faz com que o ambiente familiar seja sempre animado de grandes discussões intelectuais. Como tens paixão pelos desportos estás sempre a estimular a tua família e amigos para praticá-los, inclusive os mais radicais.

Embora necessites de liberdade és dotada de fortes sentimentos para com os teus companheiros e fazes tudo para que a relação seja agradável e divertida. A sinceridade é a tua marca registada e dizes sempre o que pensas, mas como és muito diplomata tens uma forma especial de transmitir o que pensas aos outros sem os ferir.

A tua paixão em conheceres lugares e pessoas faz que as tuas relações amorosas possam sofrer uns abanões pois o teu sentido de independência e a tua natureza exploratória pode levar-te a seres infiel. Sabes bem do que falo. No entanto, quando assumes um compromisso tens em ti a chama suficiente para igualmente não te deixares levar por ligações mais liberais e ocasionais. Isso que tanto fazes, não és tu, mas sim, e repito-me, o teu corpo de dor a funcionar e que na tua cabecinha linda confundes como sendo tu própria.

O que um homem de outro signo deve ter em conta quando se apaixonar ou se interessar por ti:

Que esteja aberto para viver todas as emoções ao lado de uma sagitariana, pois precisa de liberdade assim com do ar que respira, por isso o homem deve evitar demonstrações de ciúmes ou de sentimentos de posse. Mostre-se uma pessoa alegre e extrovertida, não procure chamar a atenção da sagitariana contando os seus problemas, pois ela não se sente bem a conviver diariamente com pessoas problemáticas e sempre em baixo.

Se quer mesmo conquistar esta minha amiga sagitariana recomendo que se mostre activo e independente, não a solicite para resolver os seus problemas pessoais. Convide-a para um fim-de-semana para um passeio no campo ou na praia, pois ela vai ficar encantado. Já que estamos com neve em certas regiões do país, leve-a a um passeio desses.

Não faça qualquer tipo de chantagem emocional com ela, pois ela sairá correndo da relação. Saiba ter uma conversa animada e divertida, a mulher de Sagitário adora tudo o que é diversão e uma boas gargalhadas. Saiba ser romântico com uma doce brincadeira, pois esta minha amiga vai achá-lo entusiasmante.

Não se revele ciumento, o melhor é não sê-lo, pois ela não gosta de sentimentos de posse nem que joguem com os seus sentimentos. Se você tiver um carácter possessivo então será melhor não se apaixonar por ela.

Cara sagitariana, imprime esta parte destinada aos homens que conheces e vais conhecendo, acrescenta uns pozinhos de "pirilipimpim". Agora, deixa-me uns tempos a cuidar das minhas coisas. Quando acreditares no teu mapa natal completo, podes aparecer e... não te cobrarei nada.

11 de janeiro de 2009

É hoje, por volta das 13h00


O lançamento do novo site da
Escola de Astrologia Nova~Lis
deu-se no dia 11 de Janeiro de 2009, às 13h05.

Se clicar na imagem conhecerá o nosso novo site.
Seja bem-vindo(a).

A astróloga e amiga Ana Cristina Corrêa Mendes (clicar) teve a amabilidade de escrever o texto seguinte no seu site: «A Escola Nova~Lis como já anunciado que tem estado a redecorar o seu espaço, a melhorar condições, a enriquecer conteúdos e, aquele que já considero um espaço de serviço público, já que serve a diversas faixas de público. Como uma boa universidade ou biblioteca podem lá ser encontradas diversas escolas de pensamento, um bom exemplo de respeito pelas diferenças e dedicação à Astrologia. O nascimento da Escola foi no ano passado, por isso a carta astrológica não apresenta diferenças de monta, ou seja os pesos pesados do céu não se moveram assim tanto para activar aspectos que não estivessem presentes a quando do seu nascimento. No entanto existem alguns que gostaria de destacar, o caso da Lua progredida a dinamizar Saturno que muito bem rege a casa 5, a que de entre outras coisas sugere ensino. Muitas vezes a Lua nesta posição marca uma época de avanço em termos do trabalho que se ambiciona fazer progredir. O que considero estar no caso muito bem retratado com este salto qualitativo no que se refere à imagem e novas propostas. Plutão rege a casa 3 da comunicação, que por Arco Solar iguala o Ponto Cardinal, logo na sua potência máxima e não deve ser por acaso que dinamiza um Sol na casa pública a reger a 8ª, a comunicação ao público de assuntos alternativos e esotéricos. Por último, o Úrano em transito faz um aspecto exacto a Júpiter alinhado com a casa 10 a retratar o optimismo dos pais da criança nesta nova fase.»

A data e hora de lançamento do nosso novo site foi calculada e analisada por esta mesma astróloga, a quem muito agradecemos. Conheça o seu site.

MUITO OBRIGADO, ANA CRISTINA.

MUITO OBRIGADO A TODOS OS NOSSOS LEITORES.


8 de janeiro de 2009

Evento em Coimbra da amiga e astróloga Ana Cristina Corrêa Mendes

Uma tarde de sábado alternativa
orientada por Ana Cristina Corrêa Mendes

Não sabe nada de Astrologia?
Ou tem uma ideia muito básica?
Até tem uma certa curiosidade? O que é isso do Signo?
O que é isso do Ascendente? O que é isso do livre arbítrio?
Em que são baseadas as previsões que lemos nas revistas?

Aceite então este convite, para o primeiro Sábado de Fevereiro, dia 7, das 14:30 até às 18:00 vamos falar de astrologia, traga as suas dúvidas, na inscrição dê os seus dados de nascimento (data, hora e local), vamos aprender onde está o Ascendente, o Sol e a Lua e o que quer isto dizer. Serão usados os mapas dos presentes para exemplificar. Não sendo uma consulta.

Prometo uma conversa, informal, elucidativa e divertida, sem uso de jargão astrológico, acessível a todos os que queiram participar. Todos sairão a saber muito mais acerca do mapa pessoal. Caso queira participar agradeço inscrição prévia, existe um limite de lugares e um custo reduzido, para cobertura de despesas inerentes.


O local do nosso encontro será no:
Espaço Harmonia
Centro Terra Cristal Coimbra
Av. Elísio de Moura, 327
- andar 0 (zero) AEdifício Vera Cruz
Coimbra


Inscrições e informações:
E-mail: anaccmendes@hotmail.com
Tel: 917601499

Organizado por:
Ana Cristina Corrêa Mendes
Site «Astrologicamente»

Os comentários ficam encerrados para este post.
Façam-nos, por favor, no espaço da Ana Cristina, aqui.

6 de janeiro de 2009

Quando Plutão transita pelos seus domínios - casa 8 [Parte 1]

É um texto muito longo e algo desagradável para leitores mais sensíveis. Não perca tempo a ler, pois escrevi-o para tomar consciência de mim mesmo e para a minha própria memória futura. Escondê-lo em vez de o publicar seria pactuar com as minhas próprias trevas. A.R.
Parte 1
O obscuro caminho para casa

Vou tentar passar para aqui o resultado da minha experiência pessoal com o trânsito de Plutão pela minha casa 8, que tecnicamente acontece desde Janeiro de 2005, pois a cúspide está a 23º 32’ de Sagitário. Em boa verdade, tenho em conta 3 a 5 graus antes da cúspide, pois são os graus mínimos que os planetas trabalham intensamente na sua aproximação a uma nova casa. Plutão não foge à regra. Portanto, em rigor, considero a minha experiência deste trânsito a partir de Setembro de 2004, quando Plutão estava no grau 18 de Sagitário. Tinha eu 54 anos.

Não recomendo a ninguém esta experiência numa fase tão avançada da vida. É um desnudar completo, sem ter no mínimo um biombo de sombras chinesas para sentirmos uma aparente protecção. É mesmo o desnudar completo, que magoa muito. Quando somos mais jovens, tudo tem um sabor diferente. Como vou a caminho do 5º ano [em 2009] deste trânsito nada doce sai do que falo por experiência própria. Actualmente já não existe amargura em mim, pois tenho aprendido a aceitar-me. Apenas tento desligar-me de situações menos luminosas que ainda transporto dentro de mim.

Se há casa onde se confrontam os temas que mais profundamente alteram a «vida» de Plutão é quando ele passa pelos seus próprios domínios, neste caso, a casa 8. Não nos resta outra possibilidade que fazer uma visita muito prolongada ao nosso mundo subterrâneo e primevo (em certos casos) e ao nosso mundo mais interno (em outros casos), sempre com o propósito de investigarmos aqueles pensamentos que se encontram enraizados e integrar os sentimentos que não conseguimos aceitar de forma consciente.

Quando Plutão está nos seus domínios, na casa 8, ficamos demasiado susceptíveis para fazermos projecções de qualidade nas outras pessoas. Inconscientemente escolhemos algumas delas que representam o nosso lado mais obscuro e que ainda não tenhamos tido a força e a coragem de examinar. E são tantos cantos obscuros! A tendência é embirrarmos e ‘lutarmos’ com essas pessoas quando elas reflectem bem esse nosso lado mais sombrio. Que péssimas recordações isto me trouxe dos anos 2004/5. Tudo isto foi coincidente com uma conjunção de Plutão à Lua, em que pelo caminho perdi as mulheres da minha vida.

Existe em nós uma realidade crua, primordial, intensa e escondida que fomos suprimindo ao longo dos anos e acabámos por saber conviver com esta função obscura, aceitando-a e acabando por vivermos bem assim. Na verdade, fazemos isto: ou consideramos estas nossas facetas como “más” e tentamos esconder (o que é impossível) ou temos medo que se tornem sufocantes, se as expressarmos abertamente. Para afugentar esses medos é que estou a publicar este texto, o mais revelador de sempre, de mim mesmo.

Quando muito se fala em «paz interior», gostaria muito de saber se as pessoas consideram que essa paz é mesmo genuína, total e completa ou, pelo contrário, é uma paz nublada, pois escondemos por baixo de uma aparente beatitude e de muita conversa zen, o que de mais sombrio e pesado transportamos no íntimo. Eu reconheço que fiz milhentas vezes isso mesmo: tapei o meu inferno pessoal com um aparente manto de paz. Uma aparente paz no zen for me. Hoje, a situação melhorou, pois aprendi a expor-me mais, bastante indiferente ao que os outros pensam ou comentam. Isso aliviou-me e sossegou-me.

No entanto, usando as mesmas armas intensifiquei a prática da meditação que, aos poucos, muito me tem ajudado a purgar todo o lixo psíquico que transporto, curando-me lentamente. Não considero que tenha atingido essa tal «paz interior», essa situação zen. Nem sei se alguma vez conseguirei. Mas os diálogos com Ele aumentaram e já falamos com mais facilidade. Hoje, sinto em mim uma maior religiosidade, sem nenhuma religião a intermediar. Hoje é mais uma conversa tu-cá-tu-lá. Actualmente já Lhe consigo dizer coisas como esta: «Tenta entender-me um bocadinho que seja.» Eu sei que Ele me escuta. Quando consigo escutá-Lo é o meu lado divino a funcionar deixando-me muito sereno. Aqui fica uma experiência minha: quantas vezes estive em processos de meditação colectiva e em vez de me juntar à tentativa de elevação da vibração do grupo, estava mentalmente muito ocupado a vibrar em ondas de desejo sexual. Coisas da casa 8, como sabem! Nunca tive qualquer dificuldade em meditar quando consigo aquietar a minha mente. Nem nunca pertenci àquele grupo de pessoas que dizem não conseguir meditar. Consigo na boa (Lua na 8) e é nesses momentos que falo com Ele.

Claro que tenho muitos momentos de acalmia, sim. De alguma serenidade, sim. O trânsito teria que ir surtindo efeito! Plutão na minha 8 não me deixa dar atenção ao conformismo generalizado do «espiritualmente correcto». Sei que posso ser desancado, mas tinha que ser sincero. Enquanto não reconhecemos de bom grado e com simplicidade (não mental, mas do coração) a existência desse mundo subterrâneo em nós mesmos, pomos em perigo o nosso bem-estar psicológico e interno. E, claramente, também comprometemos o nosso lado espiritual.

Quem passa por este trânsito sabe que nos preocupam as capas mais profundas da nossa oitava casa, pois contradizem a imagem apresentável e aparentemente imaculada com que mostramos ao mundo. Não só ao mundo. Também aos nossos mais próximos, aquelas pessoas das casas 3, 4, 5, 7 e 11. Este trânsito de Plutão põe pressão em todas as partes envolvidas. É a altura de nos desvelarmos. Sabemos que temos que o fazer. Mas não sabemos como, pois fomos treinados uma vida inteira para escondermos o nosso verdadeiro interior. Como estilhaçar voluntariamente a nossa bela imagem tão cuidadosamente construída ao longo de anos?

Podermos encher-nos de coragem (e vale a pena fazê-lo) e, simplesmente, dizer isto: «Sim, isto faz parte de mim, pois eu também sou este tipo safado». Sem que nos auto-julguemos severamente e aceitando o julgamento dos outros pode ser o começo de um processo de cura interna, que demorará anos a efectivar-se. Acreditem, quando chegamos a este ponto, já estamos fora de prazo. Completamente. Não na idade, mas no ego, que fica muito maltratado. Seguir negando as facetas primitivas e vitais da nossa natureza interna, dá-lhes um tremendo poder destrutivo sobre nós e de forma tão misteriosa que o destino intervém com mão pesada.

A vida deu-me imensas oportunidades para aprender isto, pois a minha actividade profissional de 30 anos de editor de livros e, especialmente desde 2000, de editor de livros espirituais, deu-me a ocasião de conviver e conhecer os maiores egos que se possam imaginar. Bom, mas eu não fui nenhum santinho, pois tenho estado no meio deles. Também fiz as minhas maldades e cheguei a julgar-me o maior, por os publicar. Que coisa mais tola e insignificante. A astrologia foi uma cura tremenda para mim.

As pessoas que tenham planetas na casa 8 e enfrentam este trânsito, sabem bem o quão infame pode ser Plutão. Derruba tudo. Destrói para reconstruir. É um processo doloroso. Se a pessoa entra naquela coisa da vitimização e começa a dizer «ai, coitadinho de mim», pode ter a certeza que vai levar na cabeça e bem forte. A simbologia de cada planeta tocado por Plutão não voltará a ser a mesma, pois entra numa oitava superior, de maior elevação. Por exemplo, os trânsitos de Úrano e Neptuno não garantem esta mesma eficácia plutónica.

Este processo plutónico não se resume à simples questão de introduzirmos algumas «atitudes positivas» que vejo tão frequentemente e que eu também tentei. Plutão assegura-se que sintamos profundamente todas essas transformações. Não há forma de brincar às escondidas como eventualmente podemos fazer com Neptuno, por exemplo. Algumas pessoas não estão preparadas para isto. Tenho visto tanta gente entrar em profunda depressão durante os anos que dura um longo trânsito de Plutão pela sua casa 8.

Somos atirados para caminhos fantasmagóricos que no passado conseguimos evitar. O mais certo é termos que enfrentar material interno que durante muito tempo evitámos cuidadosamente tratar. Chega sempre a hora. Plutão sabe que essas feridas dolorosas tão ciosamente guardadas e enterradas não estão curadas. Plutão sabe que essas feridas se não forem resolvidas têm uma vida própria de vampirismo, pois estão sempre a sugar-nos, esgotando-nos psicologicamente. Não se resolvem como nos programas do «Dr. Phil». Era bom que fosse. Aquilo é entertainment! A energia que se encontra presa em nós sem ventilação é a exactamente aquilo que Plutão pretende libertar. Sigamos a corrente vulcânica… pois, após a libertação, vem a reciclagem.

Certamente começaremos este trânsito admitindo para nós mesmos que talvez tenhamos guardo rancores sobre incidentes duros ou traumáticos do nosso passado. No meu caso foi lembrar-me com imensa nitidez do tempo em que andei na guerra colonial entre 1970 e 1973. Pela primeira vez na vida entrei em contacto com a morte violenta provocada por um conflito armado. Tive que purgar todas estas memórias três décadas depois. Ninguém queria acreditar que eu subitamente sentia e manifestava uma raiva por um assunto que eu pensava estar resolvido. Foi tudo muito vivencial e epidérmico. Dou por mim a ser contactado por pessoas que andaram comigo nessa guerra e que eu tinha perdido o contacto há dezenas de anos. É muito estranho.

Senti que necessitava fazer o perdão a mim mesmo de uma época violenta em que fui atirado para uma guerra salazarista com a qual não me identificava e que nem sequer tinha consciência porque era alistado à força com uma arma mortífera nas mãos.

Imensas pessoas do nosso passado passam perante a nossa mente ou aparecem fisicamente para percebemos que muitas situações não tinham ficado bem resolvidas. Pacificar e perdoar foi uma tarefa difícil. Ainda costuma ser. É o momento em que fazemos a limpeza aos nossos sentimentos. Não vale a pena ficarmos enraivecidos ao descobrirmos que afinal ainda temos que concluir tarefas do passado que não terminámos. O melhor é encerrar esses dossiers. Encerrá-los bem, sem egoísmo, com generosidade.

O resto da nossa carta determinará se podemos suportar e levar a bom termo esta experiência.

Dentro de dias publicarei a continuação deste artigo:

Parte 2 – Sexo, amores, dinheiro, justiça e morte

Update
Tencionava fazê-lo, mas a verdade é que nunca o completei.
É o meu próprio trânsito e faltou-me ânimo para tal.

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Dia do astrólogo

6 de Janeiro - Dia do Astrólogo

Todos conhecemos a história dos Reis Magos que seguiram o brilho de uma estrela. Dizem que era o planeta Vénus, com a sua luz vespertina.

Cá para mim, estes Reis Magos eram astrólogos.

Parabéns a todos nós, que estudamos astrologia.

É o nosso dia. Salut!


4 de janeiro de 2009

O voo da águia

Este texto circula na net há muito tempo e é bastante conhecido. Já o tenho há 4 anos. Ninguém conhece o seu autor. Há alunos meus que se devem recordar de uma aula de Plutão, em que utilizei este texto como base para o tema plutónico da renovação e transformação.

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos! Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão...

Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo curva-se. Apontando contra o peito estão as asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas. Voar já é precário e muito difícil.

Então a águia só tem duas alternativas: 1) Morrer ou 2) Enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se num ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico no paredão até conseguir arrancá-lo.

Após arrancá-lo, espera que nasça o novo bico, com o qual vai arrancar as suas unhas demasiado compridas e flexíveis. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses neste processo de transformação sai para o famoso voo de renovação e para viver então mais 30 anos.

Na nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação arrancando o que há de velho no nosso mundo primordial e subterrâneo. Os trânsitos de Plutão são férteis nestes acontecimentos.

Para que continuemos a voar um voo de vitória, devemos desprender-nos de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

Apeteceu-me publicar este texto, pois tenho estado a preparar um longuíssimo artigo sobre o trânsito de Plutão na minha casa 8 (desde 2004) que mais tem parecido com o arrancar das penas e das unhas da águia. Não tem sido fácil purgar as energias obscuras e absolutamente primevas que carrego no meu subterrâneo.



3 de janeiro de 2009

2 de janeiro de 2009

O meu 5º retorno de Júpiter


O meu Júpiter natal está a 1º 27’ de Aquário, na casa IX. Portanto, já estou a viver o meu 5º retorno de Júpiter, o deus grego Zeus ou, no panteão romano, igualmente chamado de Júpiter. Creio que a história mitológica é bastante conhecida.

O grau sabiano deste posicionamento de Júpiter corresponde a este enunciado: «Tempestade inesperada alivia campos queimados». Dane Rudhiar interpreta assim: «Libertação de condições adversas através de desenvolvimentos espectaculares violentos. Galvanização à acção. Visitação cósmica.» Só posso dizer que me identifico com esta interpretação, com a ressalva de não entender bem isso da «Visitação cósmica». Suspeito do que possa ser, mas não tenho a certeza.

Como estou a tratar do meu próprio retorno, decidi vasculhar em manuais clásicos, para não me deixar influenciar pelas minhas próprias interpretações. Ir ao mais clássico, sem introduzir a minha visão pessoal. A azul está o que retirei dos clássicos.

A tradição diz que este trânsito indica um marcado período de expansão, com uma atitude mais generosa e tolerante para com os outros tornando a pessoa mais confiante. Por ser um trânsito que acontece a cada 12 anos, significa o começo de um ciclo de crescimento, desenvolvimento e expansão de planos ou de oportunidades que incrementam o prestígio e a influência pessoal. Os assuntos pessoais desenvolvem-se com maior facilidade, podendo inclusivamente, ver realizadas algumas ambições importantes. Questões legais ou publicações que se iniciem podem ter bastante êxito, sempre que esta conjunção tenha bons aspectos natais ou progredidos. Caso contrário, dá falsas expectativas.

No meu mapa natal tenho estes aspectos de Júpiter: trígono a Marte, quincúncio a Saturno e Úrano, quindecile a Plutão, trígono ao Ascendente, conjunção ao MC, sextil a Quíron e à Parte da Fortuna. Obviamente que neste trânsito do seu retorno fará os mesmos aspectos. No progredido terei estes aspectos: quadratura ao eixo nodal, semi-sextil à Lua e um trígono ao Ascendente. Já agora, por arco solar: um biquintil a Saturno.

As interpretações mais tradicionais recomendam que é um momento muito feliz para se mudar de actividade profissional, caso se sinta insatisfeito no actual trabalho. Foi o que fiz há 12 anos. Comecei a engendrar a criação da minha editora. Para este retorno já co-criei conciliar a edição e a astrologia, incrementando esta. São as actividades que amo desempenhar.

Ser-se indulgente ou passivo connosco mesmo neste trânsito é o pior que se pode fazer. Os verbos aqui são: fazer, realizar, produzir, criar. Júpiter ajuda, mas temos que fazer a nossa parte.

É um tempo afortunado para viajar, publicar, ensinar, dar conferências, ter contactos com pessoas cultas e de bem. Espero fazer tudo isso.

1 de janeiro de 2009

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos?

Como entender as retrogradações quando se analisam os aspectos aplicativos e separativos?
Antes de mais, o que é a aplicação? «É o movimento de um planeta em direcção a outro planeta, cúspide de casa ou ponto sensível quando se aproxima da formação de um aspecto entre ambos. Ambos os planetas podem estar directos, um directo e outro retrógrado, ou ambos retrógrados. O termo aplicação mútua é usado quando um planeta directo está aplicando a um outro que esta retrógrado, portanto cada um deles vai em direção ao outro. O planeta mais rápido, independentemente da direção do movimento, 'lança os seus raios' para aspectar o mais lento. Aplicação é o oposto de Separação.» ["Glossário" de Bárbara Abramo]

Se a aplicação se faz quando o planeta mais rápido está retrógrado, isto indica que a pessoa dona do mapa está perante duas possibilidades (o tal livre arbítrio): 1) ou vai facilitar o assunto, podendo ficar alguma frustração pela vontade de ter dificultado 2) ou decide dificultar a realização (conforme o aspecto e as recepções) da coisa desejada, mudando de posição, opinião, atitude. Habitualmente, a tendência é dificultar, resistir.

Se a aplicação se faz com os dois planetas retrógrados (apesar de haver sempre um planeta que é mais rápido do que o outro), são os dois que influenciam a modificação da posição da pessoa, tornando o assunto mais tenso pela necessidade de integração de ambas energias.

Num mapa natal é frequente vermos casos opostos, em que determinado aspecto aplicativo não se formou na hora de nascimento porque o planeta mais rápido, no momento que o ia fazer, tornou-se retrógrado. Este é o caso típico e algo confuso, devido às orbes que cada pessoa utiliza. Eu uso orbes bastante apertadas.

O mesmo acontece num trânsito ou progressão: é uma experiência comum, que tendencialmente faz fracassar algo que estava perto da realização. Quando o aspecto se formar, tempos depois, será um trânsito "limpinho" e fácil de realizar. Às vezes, as pessoas dizem frases significativas como esta: «À segunda, é de vez.» O complicado é quando um planeta faz 3ª, 4ª ou 5ª passagem nessa aplicação ou separação. É um bailado complexo que merece uma análise separada.

Qualquer aspecto aplicativo diz respeito a um futuro próximo (dependendo da natureza dos planetas), enquanto o aspecto separativo tem um significado de algo já passado. Quando visto num mapa natal, podemos dizer do separativo: já integrado, algo inato. Enquanto aspecto aplicativo: é literalmente a promessa do mapa, o potencial da pessoa.

Se num mapa natal há um aspecto aplicativo com um dos planetas em situação de retrógrado (a tal promessa do mapa, o tal potencial da pessoa), podemos afirmar que esta promessa ou potencial poderá realizar-se quando o mesmo aspecto se formar em arco solar, trânsito ou progredido, nos momentos indicados pelas efemérides e técnicas astrológicas, quer por retrogradação de um dos planetas ou dos dois. Para a promessa se realizar e o potencial se cumprir, deveria significar que a pessoa fará a revisão da sua atitude.

Tenho sensação que isto ficou um pouco confuso e bastante tecnicista. Que acham? Podem comentar, por favor?

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